terça-feira, 7 de novembro de 2017

Factos são factos, doa a quem doer - 2

Se calhar as duas peças anteriores, sobre a evidente decadência demográfica no concelho de Tomar, desagradaram a muitos leitores. É o mais provável porque, além de Tomar a dianteira 3, mais nenhum media fala no assunto, decerto por prudência. Caso assim tenha sido, nem peço desculpa. Tomar a dianteira é de leitura livre e gratuita, não se preocupando se os conteúdos agradam ou não a quem lê.
Bem vistas as coisas, nesta matéria sobre a população, até tem havido algum comedimento. Tem-se procurado dosear as más notícias, sem todavia atraiçoar a verdade. Situação que leva a apresentar agora o triste quadro completo da tragédia demográfica tomarense desde 1976, naturalmente com profundas repercussões na área económica. Mesmo se as pessoas não se dão conta.
Comecemos então por indicar as fontes, alertando que não se trata de fontes de comida pronta, tipo ração para animais. É mais tipo restaurante. Há o cardápio, a escolha e o apetite de cada qual. No caso presente, em cada uma das fontes indicadas há que procurar o que interessa, copiar e fazer as continhas respectivas. Aqui vão então as fontes utilizadas: 
http://eleicoes.cne.pt/raster/index.cfm?dia=14&mes=12&ano=1997&eleicao=cm
https://www.autarquicas2017.mai.gov.pt/#
Segue-se o antes citado quadro completo da tragédia tomarense:

Quadro da evolução do total de eleitores inscritos no concelho de Tomar
Conforme indicam as seis primeiras colunas a azul, de 1976 a 1997, o eleitorado do concelho de Tomar aumentou 26,1%, o que corresponde a 8.460 novos eleitores inscritos. A partir de 1997 tem sido sempre a descer, com uma única excepção: entre 2005 e 2009 registou-se um ligeiro aumento de 200 novos inscritos = 0,51%. 
Os 6,68% registados no mandato 2013-2017, são a maior descida de sempre, para a qual continua a não haver explicação cabal. Se calhar porque também não faz parte das preocupações da actual maioria, por acaso a mesma do mandato anterior.
No que concerne à mudança de tendência ocorrida a partir de 1997, talvez o administrador de Tomar na rede, que habitualmente publica efemérides importantes, das quais já ninguém se lembra, consiga encontrar um ou vários acontecimentos, locais, nacionais ou internacionais, causadores desse início do desastre demográfico tomarense. Porque não deve ter sido só a saída da PJ para Leiria.


2 comentários:

  1. Não entendo a razão porque não promovem a morcela de arroz, tão caraterística de Tomar. Primeiro, a nível nacional, depois, a nível internacional, com a marca "MORCELA DO GUALDIM" (em inglês: "Gualdim Black Pudding") . Só nesta iniciativa criavam 50 postos de trabalho. Tantas vezes, nos supermercados aqui da Área Metropol. de Lisboa, me ponho a "esferoar" nas charcutarias... Nada! E nabos, grelos de nabo, couve portuguesa, nabiças, etc..
    Agora a sério. A autarquia tomarense precisa de um gabinete de apoio e dinamização económica do concelho, recorrendo a especialistas reformados, que os há aos montes no país. Nunca aproveitaram ninguém do grupo Mendes Godinho, que esteve na primeira linha da exportação em Portugal.
    Digo eu.

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    1. E dizes muito bem, como habitualmente. Mas este pessoal de agora considera-se de outra estirpe. Pensam-se auto-suficientes e omni-competentes. E lá vão indo. Fazem-me lembrar aquele infeliz suicida que se atirou de um 30ºandar. Quando passou à altura do segundo, perguntaram-lhe "Como vai isso?" "Por enquanto tudo bem", foi a resposta pronta.

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