quarta-feira, 17 de abril de 2024



TRIBUNA DO PSD TOMAR - António Pedro Costa

DESAFIOS E OPORTUNIDADES 
NA PROTEÇÃO CIVIL


No passado dia 22 de março de 2024, tive o privilégio de moderar uma conferência sobre
proteção civil, promovida pela Comissão Política do PSD de Tomar. Este importante
encontro visou não apenas discutir os desafios enfrentados pela proteção civil, a nível
nacional, mas também propor soluções concretas para tornar as nossas comunidades
mais resilientes e preparadas para eventuais crises. A conferência contou com a presença
de dois oradores distintos, cada um trazendo a sua experiência e visão sobre o tema em
questão.
Uma das palestrantes, Dra. Cláudia Duarte, destacou o exemplo de implementação de
Unidades Locais de Proteção Civil (ULPC) em freguesias do Norte do concelho de Leiria.
Esta implementação impulsionada por um projeto social que facilitou a criação dessas
unidades foi inspiradora. A existência de ULPC não apenas promove a consciencialização
dos riscos e a preparação para reagir face a ocorrências em nível comunitário, mas
também abrem portas para o voluntariado local. Esta é uma abordagem louvável e que
merece ser replicada. O PSD de Tomar estará sempre na linha da frente para replicar e
adotar boas práticas como a apresentada, no que toca a práticas de prevenção e
intervenção face à proteção das populações e seus bens.
A reflexão sobre este assunto leva a reconhecer que as ULPC representam não apenas
uma estratégia de resposta a situações de catástrofe (porque constituída por quem
conhece bem as suas localidades e pessoas que as constituem), mas também uma
oportunidade para fortalecer os laços comunitários e incentivar o espírito de
solidariedade e cooperação entre os cidadãos. A sensibilização e identificação dos riscos
não apenas capacitam os indivíduos a agir em momentos de catástrofe ou acidente
grave, mas também promovem a prevenção e preparação que é essencial para enfrentar
os desafios futuros e fomentam uma cultura de segurança.
No entanto, é muito importante ressaltar que as ULPC devem ser vistas como entidades
de apoio e sensibilização e não como forças operacionais. O seu papel fundamental é
fornecer informação, suporte logístico e assistência caso exista alguma ocorrência.
O segundo orador, Dr. José Manuel Moura, trouxe uma perspetiva abrangente sobre o
sistema nacional de proteção civil. A sua análise detalhada sobre a implementação dos
novos comandos sub-regionais levantou preocupações legítimas sobre a possível
sobreposição de autoridade entre diferentes agências de proteção civil. A distribuição
geográfica dos comandos sub-regionais poderá criar desafios de coordenação e
comunicação, especialmente com entidades como a PSP e a GNR, que operam numa
estrutura diferente.
Por outro lado, o Dr. José Manuel Moura, trouxe à tona questões prementes sobre o
sistema nacional de proteção civil, com um foco particular na situação dos bombeiros
em Portugal. A sua análise franca sobre as limitações das Equipas de Intervenção
Permanente (EIP) como forma de assegurar um socorro completo e seguro,
especialmente fora do horário de expediente, foi um alerta necessário. Este aspeto,
particularmente relevante para os concelhos vizinhos, onde operam corpos de bombeiros
voluntários, exige uma reflexão aprofundada.
Ou seja, é importante repensar o sistema de socorro, garantindo que esteja disponível
24 horas. Além disso, é crucial valorizar e apoiar o voluntariado nos corpos de bombeiros,
reconhecendo sua importância como uma força vital na proteção e segurança das
comunidades locais.
Há uma crise atual no voluntariado, conforme destacado pelo Dr. José Manuel Moura,
que não pode ser subestimada. A evolução sociológica na sociedade portuguesa trouxe
desafios significativos, afetando diretamente a dinâmica dos corpos de bombeiros. Nesse
sentido, é imperativo reconhecer que o voluntariado não é apenas uma tradição, mas
uma parte essencial da identidade dos bombeiros. Portanto, é crucial oferecer incentivos
tangíveis para atrair e reter voluntários, além de considerar o voluntariado como uma
das portas de entrada para o profissionalismo.
Ao refletir sobre estas questões, e olhando para a estrutura mista dos bombeiros de
Tomar, o voluntariado deve continuar a ser uma referência, e acarinhado, para cumprir
a sua missão. Embora as circunstâncias possam ter mudado ao longo dos anos, é
importante reconhecer o valor e a experiência de muitos voluntários que têm sido pilares
fundamentais ao longo da história centenária do Corpo de Bombeiros de Tomar.
Concluo estas reflexões reconhecendo os desafios complexos que enfrentamos no
domínio da proteção civil. É crucial que o novo governo, agora em posse, adote uma
abordagem equilibrada que valorize tanto os profissionais como os voluntários. A gestão
dos recursos disponíveis deve ser feita de forma prudente, sem comprometer a qualidade
dos serviços prestados. A proteção civil é uma responsabilidade compartilhada que exige
o compromisso de todos os cidadãos, e é através da colaboração e cooperação que
construiremos comunidades mais seguras e resilientes.

António Pedro Costa
Vogal do PSD Tomar

terça-feira, 16 de abril de 2024

Imagem desactualizada, do tempo em que ainda corria água nos Pegões, que enchia os tanques da Mata, copiada do Facebook sem indicação de autor.

Protecção do património

Nem tudo o que vem à rede é peixe...

TOMAR – Gestão da Mata dos Sete Montes. ICNF sugere protocolo em que a Câmara deve pagar todas as intervenções e terá colocado cenário de entradas pagas (c/vídeo) | Rádio Hertz (radiohertz.pt)

https://tomarnarede.pt/cultura/tomar-na-rede-denuncia-destruicao-de-patrimonio-camara-marca-visita-guiada/

Nem tudo o que vem à rede é peixe, e nem todo o peixe é bom para tudo. Dois temas do património local figuram nesta altura na agenda noticiosa: a Mata do sete montes e o alegado forno romano do Flecheiro. Em ambos os casos está em causa o seu estado de conservação, com o executivo camarário manifestamente confuso, e a dar mais um exemplo daquela situação denunciada pelo ex-vereador PS e actual provedor António Alexandre: "Os tomarenses não aprendem."
Quanto ao apregoado forno romano, em vez de, imediatamente a seguir ao achado, a Câmara ter providenciado a sua protecção, mediante uma adequada cobertura provisória, para depois proceder a uma melhor classificação das ruinas, errou-se mais uma vez. Está a repetir-se a lamentável experiência do pretenso fórum romano.
Deixou-se aquilo ao abandono, tal como apareceu, e perante os raros protestos, ao invés de se proceder com dignidade, procura-se "tapar os olhos" dos raros cidadãos que se interessam pelo assunto. Nada de cobertura provisória, ou de estudos complementares do alegado forno, por arqueólogos vindos de outras universidades, vai haver uma visita guiada ao local, pelo mesmo especialista que acompanha a obra. Útil sem dúvida, mas na realidade é chover no molhado. Se há ou não problemas de datação e de identificação, só o saberemos depois. Demasiado tarde, como no caso do alegado fórum de Sellium, um triste equívoco.
Com a tragédia ecológica da Mata dos sete montes está a acontecer algo semelhante. Sucessivamente alertada ao longo dos anos sobre a alteração do ecossistema da velha Cerca conventual, provocado pelo corte da água dos Pegões, a autarquia foi fazendo ouvidos de mercador até que, pressionada pela exposição dos tabuleiros,  reclamou junto da entidade estatal gestora da Cerca. Apareceu então a providencial argumentação do "fungo do buxo", que depois nunca conseguiram identificar e muito menos debelar.
Agora que o jardim da antiga Horta dos frades está a pedir reforma total, o presidente Cristóvão foi repetindo que não é nada com a câmara, mas ao mesmo tempo solicitando providências ao ICNF, que formalmente toma conta da Mata, através do pessoal do PNSAC, com sede em Torres Vedras. Perante o evidente desastre, aquele instituto governamental sugeriu à autarquia um convénio de cogestão da Mata, que a maioria socialista estava pronta a aceitar, até se dar conta das condições leoninas: o ICNF pretende continuar a participar na gestão até agora desastrosa da Mata, mas desde que a Câmara assuma todas as despesas. Impõe-se a pergunta: Se o Município tem de pagar tudo, o que impede que se transfira também a propriedade da antiga Cerca conventual? O governo pretende manter a Câmara sob tutela de facto?
Perante tal situação, os socialistas locais têm muitas dúvidas. Esperavam mais verbas e estão afinal a oferecer-lhes mais hipóteses de despesas consideráveis. o ICNF até fala na eventualidade de entradas pagas. (ver link Rádio Hertz)
Vendo a maioria algo baralhada, os vereadores PSD foram logo dizendo que apoiam a decisão do PS na questão da Mata, mesmo sem cuidar de antes ponderar adequadamente o assunto. Como diz o outro "Os tomarenses não aprendem." No mínimo, vêm revelando muitas dificuldades de aprendizagem e de adaptação à nova realidade nacional e europeia.


segunda-feira, 15 de abril de 2024





Património Imaterial

É PRECISO CUIDAR DA FESTA GRANDE

Acabo de ouvir e ver, na Euronews em português, que vamos ter mais uma candidatura a património imaterial nacional, etapa indispensável para a posterior entrega na UNESCO, em Paris. Desta vez trata-se das Marchas populares de Lisboa. Será a 35ª candidatura portuguesa, só este ano. Por este caminho, um dia destes ainda vamos ter também a candidatura das bifanas do Canal Caveira. Já faltou mais.
Veio-me naturalmente à ideia a candidatura da Festa dos tabuleiros, encalhada algures na DGPC desde 2019, e sem data marcada para a submissão à UNESCO, mas que já custou aos cofres públicos mais de cem mil euros. Sendo a realidade factual aquilo que é, com candidaturas a surgirem de todos os lados e de manifestações que nem sempre as merecem, não seria melhor repensar o assunto, encarando a hipótese de retirar a candidatura tomarense? 
Por duas razões essenciais. Em primeiro lugar, se a nossa candidatura não singrou com a DGPC sob a égide do governo socialista, como a Câmara que a submeteu, vai avançar agora com o governo PSD? A que propósito? Porque a secretária de Estado da Cultura é tomarense? Mesmo que se venha a alcançar tal classificação, que ganhará a nossa querida Festa grande com isso? Penacho de fantasia? Cada tabuleiro e cada portadora ou acompanhante, passam a desfilar ostentando uma  etiqueta com os dizeres "Património Imaterial da UNESCO"?
Em segundo lugar, colhendo os ensinamentos da Festa de 2023, aquilo de que os tabuleiros tomarenses precisam não é de uma candidatura vulgarizadora, mas de uma nova visão, que dignifique a Festa grande, evitando a repetição das centenas de queixas justificadas que houve na última edição, e apontando desde logo para outro modelo de organização, pois parece-me evidente que a futura Câmara, qualquer que venha a ser a sua composição partidária, não poderá assumir um custo, sem retorno efectivo, da ordem dos 3 milhões de euros, ou mais. Pois não é verdade que a festa de 2023 custou mais do dobro da edição anterior? Assim sendo, em 2027 a Câmara terá de desembolsar perto de 3 milhões de euros à cabeça, se nada for feito entretanto. Quem estará disposto a votar numa câmara tão gastadora? Que partido ou formação partidária vai assumir, durante a campanha eleitoral para as autárquicas 2025, que financiará a Festa grande, sejam quais forem os custos finais? É que entretanto apareceu o Chega, mais realista na questão das festas, subsídios, ajustes directos, corrupção e companhia...
Convém portanto ir pensando nestas coisas, antes da palhaçada da pseudo-escolha do mordomo pela população, alegadamente reunida nos Paços do concelho, que provoca o riso nos concelhos à volta. Porque tal tipo de escolha faz-se nas aldeias das redondezas, não em cidades dignas desse nome, sob pena de descrédito.
Trata-se afinal de começar a tentar salvar um concelho agora de funcionários públicos e reformados, transformando-o pouco a pouco numa área geográfica de cidadãos  empreendedores virados para o futuro, sem complexos nem carências patológicas de indústria pesada e operariado. Um plano abrangente, robusto e coerente, em que a nova organização da Festa grande será apenas um capítulo, porque é preciso e urgente cuidar dos Tabuleiros e do resto. Sobretudo do resto, sem o qual a dada altura não haverá mais Festa grande, por falta de recursos e de condições políticas.


(Texto ligeiramente alterado às 15H15 de Lisboa)

domingo, 14 de abril de 2024


Japon - Les ruelles des geishas interdites aux touristes à Kyoto

Japon - Les ruelles des geishas interdites aux touristes à Kyoto
©zasabe - stock.adobe.com

"À partir d’avril 2024, l’accès aux ruelles privées de Gion, le quartier des geishas à Kyoto, sera interdit aux touristes. Des panneaux de signalisation indiqueront quelles rues sont concernées. La principale rue de Gion, Hanamikoji, restera ouverte aux touristes.

Les autorités de Kyoto ont pris cette mesure pour protéger l’intimité des geishas importunées par le flux grandissant de touristes curieux qui les mitraillent de photos.

Les geishas distraient leurs clients avec des danses traditionnelles et des spectacles musicaux dans les maisons de thé du célèbre quartier de Gion."

(Reprodução do Guia do mochileiro newsletter de 27/03/2024)

Turismo

O futuro é já hoje

É mais uma curiosidade útil para os candidatos a turistas que somos todos nós, tendo em conta que "turista bem informado vale por dois", e o Japão é longe e muito caro para o nosso nível de vida. Após as taxas turísticas diárias e obrigatórias (Lisboa 2 euros para os passageiros dos cruzeiros, Veneza 5 euros para os turistas que não pernoitam), apareceram as restrições, como por exemplo no Bairro vermelho, em Amsterdão. Segue-se agora Kioto, milhão e meio de habitantes, a cidade mais tradicional do Japão.
Embora você já tenha percebido perfeitamente o texto do Guide du routard, aqui vai uma ajudinha, só para quem necessite:

"A partir de Abril de 2024, o acesso às ruas privadas de Gion, parte do bairro das geishas de Quioto, será proibido para turistas. Painéis de sinalização indicam quais são as ruas interditadas. A principal rua de Gion, Hanamikogi, continua aberta aos turistas.
As autoridades de Quioto resolveram proibir o acesso a algumas ruas para proteger a intimidade das geishas, importunadas pelo fluxo cada vez maior de turistas que as metralham com máquinas fotográficas e telemóveis.
As geishas são uma profissão tradicional japonesa que consiste em distrair os clientes com danças tradicionais e espectáculos musicais nas casas de chá do célebre bairro de Quioto." (Texto traduzido do Guide du routard newsletter de 27 de Março de 2024)

Enquanto isto, em Tomar a autarquia continua a não se incomodar com os problemas de falta de  estacionamento junto ao Convento e no Centro histórico, ou com os constantes roubos nos automóveis estacionados no parque pago da Cerrada do cães. Enquanto houver dinheiro para festas, subsídios, ajustes directos e comezainas, o resto não interessa. Querem lá saber se os visitantes não acompanhados por um guia ficam danados quando se perdem dentro do Convento, o que é frequente. Não é nada com a Câmara, é o que dizem,  mesmo estando em causa a reputação da cidade e do concelho.


sábado, 13 de abril de 2024

Imagem de Cristina Ferreira - Facebook, com a devida vénia e os agradecimentos de TAD3.

Mata dos sete montes

Agora é que vai?

https://radiohertz.pt/tomar-camara-vai-passar-a-mandar-tambem-na-gestao-da-mata-dos-sete-montes-icnf-propoe-protocolo-de-co-gestao/

O jornalista da Rádio Hertz foi feliz na formulação da notícia, como pode ler-se no link supra: "Câmara vai passar a mandar também na Mata dos sete montes." Na verdade, passará a haver dois comandos, um em Tomar (Câmara) e outro em Torres Vedras (PNSAC). Co-mandos portanto, ou gestão partilhada. Manda a boa educação política conceder o benefício da dúvida, esperar para ver, mesmo em relação aos que habitualmente condenam de antemão quem ouse criticar, seja qual for o motivo.
O dito benefício da dúvida não impede contudo que se mencione desde já a fraca expectativa existente. Sabe-se em que estado se encontram outros espaços verdes na cidade, com duas notáveis excepções, que são a Rotunda do Tabuleiro e a Várzea Pequena, cuja manutenção está entregue a duas empresas privadas. A maioria socialista tenciona fazer o mesmo com a Mata dos sete montes, concessionando a manutenção e o funcionamento? A ser o caso, quanto custará anualmente? O Estado comparticipará?
Cabe perguntar desde já, pois o problema da antiga Cerca conventual nunca foi a gestão, mas a falta dela, ou a sua evidente má qualidade. Agravada por quem, perante os sucessivos avisos de catástrofe ao longo dos anos, provocada pela seca do Aqueduto dos Pegões, adoptou sempre uma atitude altaneira e sectária, típica dos que tudo sabem e já nada aprendem.
A Câmara apadrinhou em 2023 a argumentação coxa dos técnicos do PNSAC, que afirmaram ser o desastre do jardim provocado por um fungo, tendo até custeado várias pulverizações com insecticida, que deram o resultado agora à vista de todos, apesar do inverno excepcionalmente chuvoso.(Ver imagem supra). Além disso, falou-se na altura, em Junho do ano passado, em contratar uma empresa privada para fazer um furo artesiano, junto ao Tanque da cadeira d'el-rei, para tentar assim compensar a água dos Pegões, ilegalmente desviada desde há anos na zona dos Brasões.
Ignora-se se tal furo artesiano já existe ou não, sendo certo que se trata de uma péssima solução. Naquele sítio, tudo indica que um furo artesiano só poderá fornecer água para rega mediante a instalação de uma bomba submersível, que não é barata e consome electricidade. Teríamos assim um retrocesso, nesta época de grande preocupação com poupança e energias limpas. Em vez de água com fartura, obtida por simples gravidade, como era a dos Pegões, haveria alguma água, obtida mediante consumo de electricidade, e adeus poupança de energia.
Sendo a esperança a última coisa a morrer, como diz o povo, resta esperar com alegria, pois a vox populi também garante que "hora a hora Deus melhora". Não vejo nada, mas continuo crente. Com um pouco de sorte, o problema da Mata só virá a ser resolvido capazmente quando a Câmara passar a mandar, ou co-mandar,  também no Convento de Cristo. Mas aí é mais difícil o governo ceder, porque são quase 40 funcionários e mais de dois milhões de euros de receita anual...
E continuamos assim, não é Gualdim?



sexta-feira, 12 de abril de 2024

 


Copiado da página de Laura Rocha no Facebook, com a devida vénia e os meus agradecimentos.


Informação?

A pancada foi tão forte 

que provocou mazelas a nível cognitivo?


Já com mais de oito décadas vividas, fácil é deduzir que já vi, ouvi e li muita coisa, tanto na faixa atlântica como alhures. Devo confessar, porém, que nunca antes tinha lido, que me lembre, uma coisa assim. 
Sei que há crianças extraordinariamente precoces, mas como conceber a situação relatada acima? Alguém que nasceu em 1974, que se lembra perfeitamente dos tempos do PREC, que foi em 1975, tinha a criatura um ano de vida, ultrapassa o meu entendimento.
Melhor ainda, a criança em questão já conhecia noções complexas, como por exemplo "revolução vermelha" ou "mensagens extremistas". É isto, ou estarei a perceber mal e a baralhar tudo? Faltará contexto?
Bem sei que em 10 de Março passado, a pancada foi forte e inesperada. Estava todavia longe de imaginar que provocou estragos de monta na área cognitiva de alguns cidadãos mais virados para a esquerda em termos políticos.
Será pedir demasiado, que parem um bocadinho para pensar e afinar o discurso?


quinta-feira, 11 de abril de 2024

 

"Alcáçova do castelo de Óbidos. Não é possível visitar, mas pode-se lá dormir, desde que se parta antes o mealheiro, para poder pagar."

Turismo

Turistas franceses comentam aquilo a que chamam  o centro de Portugal


O Guide du routard (guia do mochileiro) envia periodicamente a todos os interessados inscritos uma newsletter em francês com as impressões de viagem dos seus leitores. Esta semana descreveram uma viagem no centro de Portugal, em Fevereiro, viajando numa autocasa. Eis alguns excertos da longa descrição, que pode ser lida em francês no link supra.


"Hoje descemos tranquilamente de Coimbra para sul, com duas paragens para visitar o Convento de Cristo, em Tomar,  e o mosteiro da Batalha, ambos espantosos. O Convento de Cristo, Património da Humanidade da UNESCO, foi no início uma fortaleza dos templários.
A ordem foi dissolvida em França por Filipe o Belo, mas em Portugal mudaram-lhe o nome para Ordem de Cristo. O Convento tem sete claustros, dois góticos e cinco renascença, construídos nos séculos XV e XVI, e uma extraordinária capela em rotunda que nos deixou de boca aberta. Cereja no topo do bolo, a fachada oeste do coro da igreja tem uma janela fantástica, de estilo manuelino, a fazer pensar no claustro dos Jerónimos, em Lisboa.
Após esta visita, que considero magnífica, partimos para a Batalha, para visitar o Mosteiro, outra maravilha da arte gótica, a meia hora de Tomar.
Se tivesse que recomendar algumas visitas no centro de Portugal, colocaria à cabeça, destacados, o Convento de Cristo e o Mosteiro da Batalha, seguidos das aldeias fortificadas de Óbidos, Monsaraz e Monsanto.
Quanto às cidades, depois de ter visitado Lisboa e Porto, Coimbra e Évora pareceram-me de interesse limitado, ainda que bastante agradáveis.
O país tem uma grande riqueza arquitectónica, as paisagens são lindas e os habitantes são muito simpáticos. Que mais se pode pedir?"