domingo, 21 de abril de 2024

Turismo e paisagens

Tomar cidade jardim
Não há no país outra assim

Por causa do desastre ambiental da Mata dos sete montes, cuja responsabilidade principal não é da Câmara, vai por aí um certo desânimo. Alguns cidadãos desencantados referem que antigamente Tomar era uma cidade jardim, mas que depois, infelizmente, se viraram os senhores da autarquia para "Tomar cidade templária".
Cumpre esclarecer que nem o expressão original era essa, nem a situação é a descrita. A frase original era "Tomar terra templária", que não colidia com "Tomar cidade jardim". Agora já está, já está, e para pior já basta assim. Mas continuamos numa cidade jardim. Não só os jardins estão como estão, como até as ruas e algumas paredes são autênticos minijardins, como mostram as imagens infra:

Aspecto da Rua do Pé da Costa de Baixo, ao cimo da Rua Aurora Macedo, onde mora o escriba, em imagem colhida ontem, 20 de Abril de 2024. Digam lá se não está uma maravilha de asseio, de reboco e de verdura, a dois paços da Câmara. O muro da esquerda é uma verdadeira originalidade, a lembrar os famosos jardins suspensos da Babilónia de outrora. Mas a calçada também não está nada mal nas bermas.

Cinquenta metros ao lado as típicas Escadinhas do Alto da Piçarra, que ligam a Rua do pé da costa de baixo à sua irmã do pé da costa de cima. Não sabe qual é? Quando sai com o seu carrinho do Parque T1, vai por que rua?
Quanto à designação oficial "Alto da piçarra", significa em cima de uma rocha sedimentar. Mas "piçarra" pode ser também um nome próprio, e até um nome comum, para designar uma piça das grandes. O que significa neste caso, que as escadinhas têm uma cobertura de erva do ca..... Alguém se incomoda, entre os eleitos? Que ideia! Devem pensar que os turistas gostam assim. E realmente, esta manhã estava uma jovem chinesa a fotografar o muro, e não terá fotografado as escadinhas porque não se vêem da Rua do pé da costa de baixo. Por gostar? Ou para documentar a decadência de algumas pequenas cidades ocidentais?




3 comentários:

  1. Professor, se for para lá o Carrão do PSD não muda nada. E olhe que onde eu trabalho também é assim, nas grandes empresas (PRIVADAS) os sindicatos têm muita força e os chefes são na sua maioria complacentes com os calões e as calonas. Há muita política até nas empresas privadas, os chefes são uns gajos porreiros, muito populares, a maior parte nem os queria para trabalhadores, são horríveis. Se aparecer um chefe que faça a malta trabalhar é corrido, é acusado de abuso e intimidação e os calões de esquerda fazem-lhe a folha. É incrível mas é assim!!! Eu já me reuni com o chefe geral e ele disse-me:" O que é que você quer que eu lhe faça?" E "Você quer ser chefe de equipa?" Eu não aceitei porque não sei trabalhar assim.

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    1. Concordo Helder, mas isso poderá acontecer no privado. Neaste caso estamos a falar de servidores públicos, que afinal não servem para nada, excepto para ganhar o ordenado e enganar a população. Quanto ao Carrão, nunca gostei de processos de intenção. Se ele vier a ganhar as eleições, logo veremos como se comportará, embora também me pareça que a sua imagem nesta altura não é nada famosa.Mas isso já é outra vertente do problema. Não devemos é acusá-lo de não mudar nada, antes mesmo de estar em posição de poder agir assim ou assado. Não se faz!

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    2. Mas olhe que não é isso que o vereador Carrão diz, que os funcionários da câmara são uns preguiçosos, uns mandriões,... Ele diz exactamente o oposto, são muito trabalhadores e que a culpa é da falta de liderança. É mais um aldrabão. A Câmara nunca vai á falência mas no sector privado quando as dificuldades das empresas chegam, e elas aparecem ciclicamente, aí e que os chefes se mexem e fazem mexer os operadores de produção, assistentes operacionais, ou la o raio que lhe queira chamar, não se pode é chamar de trabalhadores porque é um termo fascista. Acho que ainda foi no final da última assembleia municipal que o presidente disse que a câmara não tem gente a mais, num bate boca com a Célia Bonet, uma mulher de armas que os tem no sitío. Se perguntar ao Carrão se a câmara tem gente a mais, ele até pode dizer que tem em algumas áreas mas ele nunca é incisivo nas críticas, ele nunca vai dizer que o funcionário público é, regra geral, pouco produtivo.

      O gajo do Chega, que deu recentemente uma entrevista á Hertz, deve de ter a mesma opinião mas nunca o vai dizer, dirá sempre que a culpa é da liderança da câmara. Ele até diz que o politécnico é excelente, 5 estrelas, que como sabemos não é verdade, eu dava duas estrelas ao politécnico.

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