sábado, 13 de abril de 2024

Imagem de Cristina Ferreira - Facebook, com a devida vénia e os agradecimentos de TAD3.

Mata dos sete montes

Agora é que vai?

https://radiohertz.pt/tomar-camara-vai-passar-a-mandar-tambem-na-gestao-da-mata-dos-sete-montes-icnf-propoe-protocolo-de-co-gestao/

O jornalista da Rádio Hertz foi feliz na formulação da notícia, como pode ler-se no link supra: "Câmara vai passar a mandar também na Mata dos sete montes." Na verdade, passará a haver dois comandos, um em Tomar (Câmara) e outro em Torres Vedras (PNSAC). Co-mandos portanto, ou gestão partilhada. Manda a boa educação política conceder o benefício da dúvida, esperar para ver, mesmo em relação aos que habitualmente condenam de antemão quem ouse criticar, seja qual for o motivo.
O dito benefício da dúvida não impede contudo que se mencione desde já a fraca expectativa existente. Sabe-se em que estado se encontram outros espaços verdes na cidade, com duas notáveis excepções, que são a Rotunda do Tabuleiro e a Várzea Pequena, cuja manutenção está entregue a duas empresas privadas. A maioria socialista tenciona fazer o mesmo com a Mata dos sete montes, concessionando a manutenção e o funcionamento? A ser o caso, quanto custará anualmente? O Estado comparticipará?
Cabe perguntar desde já, pois o problema da antiga Cerca conventual nunca foi a gestão, mas a falta dela, ou a sua evidente má qualidade. Agravada por quem, perante os sucessivos avisos de catástrofe ao longo dos anos, provocada pela seca do Aqueduto dos Pegões, adoptou sempre uma atitude altaneira e sectária, típica dos que tudo sabem e já nada aprendem.
A Câmara apadrinhou em 2023 a argumentação coxa dos técnicos do PNSAC, que afirmaram ser o desastre do jardim provocado por um fungo, tendo até custeado várias pulverizações com insecticida, que deram o resultado agora à vista de todos, apesar do inverno excepcionalmente chuvoso.(Ver imagem supra). Além disso, falou-se na altura, em Junho do ano passado, em contratar uma empresa privada para fazer um furo artesiano, junto ao Tanque da cadeira d'el-rei, para tentar assim compensar a água dos Pegões, ilegalmente desviada desde há anos na zona dos Brasões.
Ignora-se se tal furo artesiano já existe ou não, sendo certo que se trata de uma péssima solução. Naquele sítio, tudo indica que um furo artesiano só poderá fornecer água para rega mediante a instalação de uma bomba submersível, que não é barata e consome electricidade. Teríamos assim um retrocesso, nesta época de grande preocupação com poupança e energias limpas. Em vez de água com fartura, obtida por simples gravidade, como era a dos Pegões, haveria alguma água, obtida mediante consumo de electricidade, e adeus poupança de energia.
Sendo a esperança a última coisa a morrer, como diz o povo, resta esperar com alegria, pois a vox populi também garante que "hora a hora Deus melhora". Não vejo nada, mas continuo crente. Com um pouco de sorte, o problema da Mata só virá a ser resolvido capazmente quando a Câmara passar a mandar, ou co-mandar,  também no Convento de Cristo. Mas aí é mais difícil o governo ceder, porque são quase 40 funcionários e mais de dois milhões de euros de receita anual...
E continuamos assim, não é Gualdim?



3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Se houve ou há mesmo algum fungo do buxo, ou equiparado, deve ser muito selectivo. Conforme se vê na imagem, a vegetação espontânea nascida graças à chuva de inverno, está bem verde e recomenda-se.

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  3. O Mirante, 18-03-2023, destacava uma pergunta do Tiago Carrão à Anabela, sobre este tema.
    Vale a pena ver como ela despachou o assunto:
    “Eles pensavam que era uma determinada bactéria, fizeram umas análises e não é essa bactéria. Entretanto já cá veio uma segunda equipa para fazer outro tipo de análises, mas ainda não comunicaram o resultado”, disse Anabela Freitas, acrescentando que depois de identificado o problema, está combinado que é o município a responsabilizar-se pelo pagamento dos tratamentos necessários.
    Fim de citação. Acho que é a isto que se chama empurrar os assuntos com a barriga.
    Agora, para o PSD e Tiago Carrão está na hora de voltar à carga.
    Ou para os outros cidadãos que deviam mais participar nas reuniões públicas. Só as redes sociais não é suficiente.
    E as reuniões camarárias têm a vantagem de ficar com registo em ata. Um bocado atrasadas, é certo.

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