domingo, 22 de janeiro de 2023

 

Política local - Assembleia Municipal

A presidente no seu labirinto

Foi bastante participada a sessão da passada sexta-feira da Assembleia Municipal, que teve lugar na Linhaceira, com uma razoável moldura humana. Após uma tentativa falhada, eis a análise dessa sessão, visionada por mil e cem pessoas, que emitiram 23 like e 7 comentários, no Facebook municipal. Entre os que presenciaram à distância havia jornalistas, devidamente identificados, mas que até agora nada publicaram sobre o assunto. Ontem foi sábado e  hoje é Domingo...
Aberta a sessão pelo presidente Hugo Costa, que aproveitou para uma farpa à oposição, ao referir que, apesar das repetidas promessas ao longo dos anos, esta era apenas a segunda sessão da AM descentralizada.
A primeira intervenção coube, por razões protocolares, ao anfitrião, o presidente da junta da Asseiceira, que teve uma boa prestação oral, e mostrou um vídeo interessante sobre a freguesia. Antes houvera a intervenção de um cidadão, queixando-se de que, só podendo falar no início da sessão, estava de facto impedido de criticar os intervenientes da AM.
Iniciou-se então mais um episódio da guerrilha presidente > oposição, com uma salganhada sobre os vários programas europeus, imprópria para quem não esteja na política a tempo inteiro. E com cabeça. Agravando a situação, apesar de excelente oradora, Anabela Freitas insiste numa irritante corruptela fonética. Usa "tem a haver" em vez de "tem a ver", que é a forma correcta. Só em questões financeiras é que o tem a haver faz sentido. Exemplo: O meu colega ainda tem a haver metade do último ordenado. (Não adianta desmentir. A gravação não engana, como o célebre algodão do anúncio.)
Parece haver nessa guerrilha uma incompreensão e uma atitude. A atitude é condenável em democracia, e consiste em tratar os adversários como inimigos a abater. Já a incompreensão talvez ainda seja remediável. A oposição, com destaque para o PSD, sustenta com factos que o executivo nunca teve nem tem qualquer estratégia para a cidade e o concelho. A presidente pretende, de forma incisiva, demonstrar o contrário com uma boa oratória, porém sem convencer, por falta de provas. Estarão ambas as partes a falar do mesmo? Com a mesma intenção?
Agravando a situação, o PSD vinha bem preparado e manteve-se ao ataque, com quatro deputados municipais a intervir, todos com bastante qualidade, destacando-se Lourenço dos Santos, mais político, e João Terreiro, mais programático.
Ao lado de tal artilharia, as intervenções do BE e da CDU foram duras. Sobretudo a de Bruno Graça, que falando sem papel, coisa pouco habitual em ocasiões solenes como a sessão da AM, foi acutilante. Afirmou que a estratégia do executivo resume-se a festas e festarolas, gastar, gastar. Vindo do PCP, que até já foi parceiro em tempos, não é propriamente um elogio.
Cumpre reconhecer que, perante tal ofensiva geral, Anabela Freitas foi corajosa, dando o peito às balas de forma solitária, quando a maioria socialista dispõe de 4 eleitos. Denotou coragem física e anímica fora do comum, mostrando um semblante calmo e repousado, após 8 intervenções, por vezes assaz agrestes. Houve mesmo um desentendimento com o deputado social-democrata Lourenço dos Santos, por causa do vocábulo "tacanha". Afinal, esclareceu o adversário político, o apodo referia-se à acção e não à pessoa. O tal problema com o português...
Os restantes eleitos municipais mantiveram um prudente silêncio. O deputado do Chega cedeu os seus 5 minutos aos PSD, o mesmo fazendo o Independente do nordeste. Houve uma excepção: Um jovem deputado socialista parece ter confundido a Assembleia Municipal com uma reunião da claque benfiquista. Veio dizer que, ao contrário do afirmado por João Tenreiro, o PSD não estava preparado para assumir o poder. Mas calou-se antes de explicar porquê. Principiante, certamente.
A sessão terminou com um minuto de silêncio, à memória do trabalhador falecido nas obras da Tejo Ambiente. Pelo caminho que as coisas levam, é bem provável que um dia haja um minuto de silêncio por alma desta maioria socialista. Só falta saber se em 2025 ou antes.

Vida local

"L'enfer c'est les autres" 

Ao escrever "l'enfer c'est les autres", Sartre nunca terá decerto imaginado que, um dia mais tarde, numa pequena cidade decadente, a sua afirmação seria muito praticada por cidadãos que embora saibam ler e escrever, nem sequer a conhecem. Apesar disso, é aí que estamos. Num quadro urbano cuja principal capacidade teórica é o passa culpas. Ninguém assume. A culpa é sempre dos outros. Ou morre solteira. Nem lhes passa pela cabeça que, tanto quanto se possa saber, se o inferno são os outros, para esses outros nós também somos o inferno.
Na decadente Tomar, somos tão poucos a discorrer, que tudo se torna pessoal, familiar, por maiores que sejam os esforços para indiferenciar. A tal ponto que gente inteligente, porém com limites evidentes, se julgou no direito de questionar a sanidade mental de quem não partilha, e antes critica, as ideias e políticas dominantes, enquanto outros recorriam ao pior insulto para calar um discordante. E a maioria mantinha um confortável silêncio. Querem melhor exemplo do "l'enfer c'est les autres"? Foucault disse algures ser muito difícil, quase impossível, que alguém educado de modo autoritário, alguma vez possa vir a ser realmente livre, quanto mais não seja por manifesta incapacidade de elaboração mental.
E aqui estamos, com uma morte na consciência, julgando saber quais as causas, mas sem ousar apontar culpados porque, escrevendo para gente que apregoa (quando tem arcaboiço para tanto), "não digas tudo o que sabes e pensa bem aquilo que dizes." Medo? Apenas prudência. Afinal, Tomar é terra de grandes façanhas, pensam os tomarenses ferrenhos, mas em 1920 tinha 37 mil habitantes, e um século mais tarde pouco mais tem, sem que alguém ouse explicar como e porquê. 
Entretanto, a pouco mais de 40 quilómetros, Leiria passou de 30 mil para 130 mil habitantes em pouco mais de meio século, se calhar porque para aqueles lados "l'enfer, ça n'existe pas", o que os leva a trabalhar, em vez de arranjarem desculpa para tudo.


sábado, 21 de janeiro de 2023

Copiado do Facebook

Análise política

Uma agradável surpresa

Enchi-me de coragem e lá fui ao Facebook, assistir à sessão da Assembleia Municipal que teve lugar na Linhaceira. Eram pouca mais de 19 horas em Fortaleza, 22 horas em Tomar. Consegui aguentar cerca de 20 minutos, até que se me esgotou a paciência, que nunca foi muita, e agora com a idade está ficando ainda menos.
Tive contudo o prazer de uma agradável surpresa, coisa bem difícil nos tempos que correm. Na secção dos comentários, li esta maravilha, assinada por Pedro Borges:
"Tenho pena da oposição...medo do executivo e muita falta de fé por este concelho de gente tão pequenina..." Qui dit mieux? Nem eu, que tenho fama de má-língua-mor e de escrever menos mal, conseguiria dizer tanto em tão poucas palavras. É o que se pode chamar precisão cirúrgica.
Não tenho o gosto de conhecer o autor, que eu saiba. Já fui ao Facebook procurar, tendo encontrado para aí uns 20 Pedro Borges. Aqui lhe deixo os meus sinceros parabéns, pedindo-lhe que prossiga, idealmente no Tomar a dianteira 3, se assim entender.
Entretanto, recomendo a leitura da ilustração supra, onde se pode constatar que, com praticamente a mesma população, temos agora no concelho muito mais cegos, mudos e idiotas do que em 1920, há um século.




Trabalhadores em vala de saneamento com cofragem mecânica (Arquivo pessoal)


Vala da obra onde ocorreu o acidente -Imagem Tomar na rede

Obras municipais de saneamento

Um trágico acidente evitável 

que pode mudar tudo

A notícia é da informação local, e cumpre os padrões básicos "o quê? quando? onde?". Um trabalhador morreu soterrado no dia 19, numa obra de saneamento em S. Pedro - Tomar. Quanto ao "como" e ao "porquê" do jornalismo estilo europeu, o Tomar na rede vai um pouco mais longe, ao noticiar que a vala onde se deu o acidente, com cerca de três metros de profundidade, não tinha qualquer protecção (ver foto supra). Faltam pelo menos mais dois "porquê": Porque não havia protecção adequada? Porque não houve fiscalização atempada?
Aceita-se em geral que "na política, aquilo que parece é", afirmação que pode ser alargada a vários outros domínios, como por exemplo as obras de saneamento municipal. Vamos então ao que parece, e que pode muito bem ser. A empresa da empreitada -a Tecnourém- está habituada a trabalhar em Tomar, tendo feito nomeadamente a empreitada do Centro escolar da Linhaceira, com vários percalços. Além disso, como a própria designação indica, é de Ourém, cujo presidente da Câmara é também nesta altura presidente da Tejo ambiente, a dona da obra.
Como é habitual nestas infelizes ocorrências, vai haver inquérito da Autoridade para as condições de trabalho, e investigação da Polícia Judiciária quanto à morte do trabalhador. Do lado da empresa, vão fazer o possível para "abafar" a ocorrência, atribuindo-a à falta de sorte. No final, na melhor das hipóteses, haverá uma compensação monetária mais ou menos avultada para a família do defunto e, eventualmente, uma multa à empresa.
Dado que quem escreve estas linhas não é jornalista, nem polícia, nem inspector do trabalho, permite-se ir um pouco mais longe na interpretação do axioma "aquilo que parece é". Neste caso, aquilo que parece e consta, é que há um projecto inicial, uma aprovação camarária, um empreiteiro que não cumpre todas as regras de segurança no trabalho e uma fiscalização que não viu porque não estava lá antes.
Primeira questão: O projecto obedece a todas as normas legais vigentes, ou há lacunas? Se há lacunas, intencionais ou não, porque foi aprovado, quem aprovou e quem emitiu "parecer" favorável? Estando tudo conforme, onde estava a fiscalização antes  e durante o acidente? Finalmente, o que terá levado o empreiteiro, uma empresa sólida e conceituada, a não cumprir regras elementares de segurança no trabalho?
Economizar, reduzir custos, posto que as cofragens para valas (ver foto) custam muito em aluguer, transporte, montagem e desmontagem. Não as instalando, disponibilizam-se fundos para acudir a compromissos não escritos, mas inevitáveis dada a envolvência. Agora, consumado o desastre, coloca-se a questão. Com os novos encargos, decorrentes do acidente e da obrigatória montagem de cofragem nas valas, estará a Tecnourém em condições financeiras para poder prosseguir com a empreitada?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Política local - Assembleia Municipal

Ilusionismo político nabantino

Está marcada para hoje mais uma sessão da Assembleia Municipal, desta vez a pedido da própria presidente da Câmara. Algo de transcendente a tratar? Que ideia! Trata-se apenas de apurar quais os itens subsidiados pela União Europeia que se podem adaptar a Tomar, para depois mandar as candidaturas já prontas. Noutros termos, em vez de haver um plano de desenvolvimento para a cidade e o concelho, devidamente debatido e sufragado, a partir do qual seriam selecionados os empreendimentos a subsidiar por Bruxelas, faz-se justamente o inverso.  Haverá candidaturas aos fundos europeus, só para mostrar obra e fingir que Tomar dispõe de um plano. Que na verdade não existe. Tanto o PDM como a sua revisão são dois malogros. Duas experiências falhadas. Dois trambolhos.
De resto, quanto a ajudas europeias possíveis, os deputados municipais apenas receberam a listagem das hipóteses disponíveis há quatro dias, após insistência por escrito do presidente da AM. Quando se tem uma ideia do arcaboiço cultural e da preparação política  dos senhores deputados municipais em geral (há excepções, naturalmente) está-se mesmo a ver que, em menos de uma semana, prepararam intervenções muito substantivas. É só aguardar para ver.
A situação é de tal forma aberrante e incómoda, que a srª presidente da Câmara, cuja capacidade para ouvir os outros não integra as suas qualidades, se viu forçada a solicitar uma sessão da AM para sacar algumas ideias. Com duas outras intenções subjacentes, fazer de conta que ouviu a oposição, assim cumprindo a lei, e culpar os outros, conforme é habitual, quando houver críticas mais ásperas, como agora aconteceu com a Estrada da Serra.
Parece que já estou a ler: -"Foi tudo aprovado no executivo e na Assembleia Municipal. Porque é que a oposição nada disse nessa altura?" É o chamado ilusionismo político nabantino. Em vez de sacarem coelhos da cartola, sacam uns fundos europeus para umas obras ao acaso, destinadas a disfarçar um pouco os gastos excessivos com eventos, festas e subsídios para comprar votos.
O hábito está de tal forma enraízado que a informação local, mesmo a que ainda não se vendeu por necessidade, se deixou enganar pelo título manhoso "Estratégia 20/30 para Tomar". Titulava esta semana "Assembleia Municipal debate o futuro de Tomar".  Têm a certeza? Quando? Em que ano?

ADENDA

O mais problemático é que, após lerem o que antecede, muitos eleitos locais vão agir como os "terraplanistas". Inculcaram-lhes a ideia de que a Terra é plana e agora ninguém os convence do contrário. O mesmo  acontece com um plano para Tomar. Se nunca houve, para quê agora, perguntam os instalados no poder, porque lhes convém sobremaneira, para evitar mais tranquibérnias.

























quinta-feira, 19 de janeiro de 2023





Política local

No pouco tempo que falta
Não chateiem e governem...finalmente.

Entusiasmado com a nova atitude do PSD local, que teve a coragem de se assumir finalmente como oposição eficaz, acompanhei os protestos contra as asneiras cometidas na Estrada da Serra. Que são afinal a simples repetição de asneiras cometidas na Várzea grande, na Av. Nun'Álvares, ou na Estrada do Prado. São por assim dizer genéticas. Resultam de um sistema deliberadamente opaco porque convém a alguns, e impede os cidadãos de saberem quem decide o quê, ou quem contrata quem, como e porquê. Imagina-se facilmente o resto.
Ao nível mais básico, nota-se perfeitamente o relacionamento desigual entre os eleitos da autarquia e os seus eleitores. Devia ser horizontal, mas é obliquo. Do eleito lá em cima, para o desgraçado eleitor cá em baixo. O autoritarismo e a prepotência em todo o seu esplendor, mascarados com hipócritas alegações de inveja e maledicência de quem critica.
Eis um exemplo flagrante. Protestou-se nestas colunas contra a atitude camarária em relação aos antigos combatentes, no caso da utilização gratuita dos TUT. Não resultou, é claro, porque os tomarenses se mantiveram mudos e quedos, como é costume. Mas trata-se de uma enorme violência, mesquinha ainda por cima. Só para alardear autoridade.
Com direito a transporte gratuito nas áreas urbanas, por decisão governamental, o grupelho que exerce o poder, decerto influenciado por funcionários sabidões, que serão tudo menos democratas, determinou que os antigos combatentes e/ou as suas viúvas devem comprar mensalmente um passe gratuito que custa 2,5 euros, o que dá 30 euros anuais. Onde está então o transporte gratuito, assegurado pelo governo?
Apesar da habitual indiferença dos tomarenses (até quando ?), julgo valer a pena comparar, para melhor perceber a violência camarária. Os TUT são, como todos sabemos, apenas uma mania socialista. Seis autocarros que não vão longe e pertencem à autarquia, mas são conduzidos por profissionais da Rodoviária. Pouca coisa portanto. Aparato mais do que utilidade prática.
Aqui em Fortaleza, uma cidade de 2,5 milhões de habitantes da zona menos desenvolvida do Brasil (Norte e Nordeste), os autocarros também são explorados pela autarquia. Em vez de 6, são várias centenas e fazem percursos urbanos assaz complicados. O mais longo é de 49 quilómetros em cada sentido. E há também o METROFOR e o VLT, duas versões de metropolitano.
Ao contrário do acontece em Tomar e em Portugal, todos os cidadãos maiores de 65 anos, brasileiros ou estrangeiros, têm direito a transporte gratuito nas áreas urbanas e interurbanas. Está no artigo 230 da Constituição Federal. Para isso, basta solicitar o cartão do idoso, que é gratuito e para toda a vida, mas quem não tem esse cartão também pode viajar. Basta mostrar um documento de identidade com foto. Que diferença!
Em Fortaleza respira-se igualdade, mesmo se a pobreza é bastante. Em Tomar, pelo contrário, são muitos os inquisidores, armados em beatos falsos, para daí sacarem quanto mais melhor. Comprar mensalmente um passe de 2,5 euros, quando se tem direito a andar de borla, só numa terra de calhordas e papalvos.
Os influenciadores, bem pagos pela maioria PS, vão alegar uma vez mais, que é má língua e que a questão dos transportes e dos ex-combatentes não tem grandes importância. Pois não! É como a poluição do Nabão, o preço da água, a falta de estacionamento, as licenças "com luvas", os concursos viciados, a impunidade total, a arrogância, a teimosia, e por aí adiante. Nada importa, salvo a gamela. 
É como diz o povo "enquanto dura, vida doçura". Já a mãe do Napoleão tinha dúvidas. Quando o filho lhe anunciou que era imperador dos franceses, exclamou : -"Se for para durar!" Não foi. Por conseguinte, contrariando já não sei que paspalho socialista, direi que a palavra de ordem passou a ser "Não se habituem!" Entenderam?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Não se zanguem. Estou no primeiro plano. Sou a ovelha negra do rebanho desde há muitos anos. Felizmente.

Desenvolvimento urbano

Em Tomar é tudo uma maravilha...

O MIRANTE | Arquitecto diz que um bom projecto para a fiação de Torres Novas passa por concurso de ideias

Em Torres Novas, como pode ler-se no link supra, a Câmara comprou as instalações da Fábrica de Fiação de Torres Novas, mesmo sem saber ainda o que lá vai instalar, o que leva um arquitecto local a aconselhar um concurso de ideias.
Enquanto isso, em Tomar a Câmara gasta milhões com festas, eventos e promoções, encerrou o parque municipal de campismo porque já sabe muito bem que vai ali instalar o parque da cidade, incluindo terrenos da antiga Fábrica de Fiação, mas entretanto esqueceram-se de comprar aquele imenso terreno até ao Açude de Pedra. Não têm dinheiro, querem ver? Ou dá muito trabalho, por ser assaz complicado, sendo melhor deixar tudo como está?
E a população vai seguindo descansada o pessoal da gamela, que só não aplaude por ter as mãos ocupadas com a colher, ou o garfo e a faca. Não adiante refilar. É má educação falar com a boca cheia.