segunda-feira, 17 de abril de 2023


Pensamentos soltos

Realmente...

Ignoro quem seja o autor, sem contudo resistir à tentação de reproduzir.
Nunca deixes de dizer o que te parecer adequado, sem todavia alguma vez procurares justificar-te. Os teus amigos aceitam o que afirmas -concordando ou não- mesmo sem justificação da tua parte. Os teus inimigos não acreditam em ti, faças o que que fizeres, digas o que dissseres. Os palonços em geral, simplesmente não entendem o que dizes ou escreves.
Evita portanto trabalho inútil, sobretudo num ambiente em que a educação e as boas maneiras não são seguramente valores muito difundidos na prática. Mesmo entre os eleitos.

 

domingo, 16 de abril de 2023


 

Saúde

AGRADECIMENTO

A todas e a todos - e foram bastantes- que manifestaram a sua preocupação e me endereçaram palavras de encorajamento neste momento difícil da minha vida, agradeço bem do fundo do coração. Bem hajam! Que Deus vos ajude sempre, como me ajudaram a mim na infeliz circunstância.
Conto ter alta hoje, regressando a casa, quando a factura hospitalar se aproxima dos 22 mil euros.
Um abraço comovido,
António Rebelo

sábado, 15 de abril de 2023

 

Hospital S, Carlos - Fortaleza - CE -Brasil

Saúde pessoal

ACONTECEU DOENÇA GRAVE

Peço desculpa aos leitores habituais. Fui forçado ai interromper a escrita usual devido a uma maleita súbito. Sofri uma oclusão intestinal, fui internado de urgência num hospital privado (num público ia para uma maca no corredor, e ficava a aguardar). Fui examinado e uma hora depois intervencionado.
Fizeram-me uma colostomia total, o que trocando por miúdos, significa que me retiraram um tumor e parte do intestino grosso, os quais seguiram para análise. Agora defeco para um saquinho lavável, cujo conteúdo posso eventualmente enviar para leitores a  precisar de estrume.
A seguir à intervenção, estive 5 dias nos cuidados intensivos (cerca de 500€/dia) e só ontem vim para o quarto individual onde estou a escrever, que custa cerca de 200€/dia, com comida para a acompanhante, e um sofá para "passar pelas brasas", como as sardinhas.
Mostraram-me hoje o pró-forma da conta final, e fiquei um bocado pensativo. Cerca de 20 mil euros é muito dinheiro e logo veremos qual a decisão da ADSE.
Fica prometido que voltarei ao vosso contacto logo que haja condições. Até lá, votos de boa disposição e boa saúde para todos, incluindo os meus queridos amigos anabelistas.



sábado, 8 de abril de 2023

Política de habitação

Há falta de casas em Portugal? 

Ou falta de condições para o mercado do arrendamento funcionar?

Mão amiga sempre atenta, fez chegar a TAD3 um recorte do EXPRESSO, com dados estatísticos surpreendentes. Ao contrário do que a política governamental e local levam a pensar, há centenas e centenas de milhares de casas devolutas por esse país fora. Naturalmente com destaque para Lisboa e Porto, mas também com alguma abundância no concelhos pequenos, como o nosso, a que em Portugal chamamos médios. Na nossa região temos, por ordem decrescente

Santarém..... 5 651 alojamentos devolutos
Abrantes...... 5.192            
Alcobaça......5.158
Ourém..........4.923
Tomar...........4.456

São números impressionantes, uma vez que representam em todos os casos mais de um alojamento vazio por cada dez eleitores. O que tende a demonstrar que na verdade não há falta de casas em Portugal, nem má vontade dos proprietários. Parece não haver de todo é condições administrativas, e outras, susceptíveis de incitarem os senhorios a mandar arranjar, alugar ou vender. Devem portanto o governo e as autarquias ouvir os proprietários dos fogos devolutos e aceder aos seus anseios justos, em vez de se lançarem em mais habitação social sem conta nem peso nem medida, o que tenderá a acentuar ainda mais a ideia de país de assistidos. E bem sabemos que casos semelhantes acabaram por não dar bom resultados, com a implosão do bloco de leste no final do século passado.

sexta-feira, 7 de abril de 2023


Autarquia

O provedor vai ficar pelo caminho?

Após a múltiplas peripécias conhecidas, a presidência da Câmara acabou por obter uma vitória pírrica. Venceu a votação para a nomeação do provedor do munícipe, mas registou os votos contra da oposição PSD. O mesmo é dizer que o indigitado, se alguma vez chegar ao almejado lugar, irá ferido de asa, o que para o caso é fatal. Que autoridade moral, que imparcialidade poderá ostentar um provedor nomeado por apenas metade do executivo municipal?
Em circunstâncias normais, o problema teria sido facilmente ultrapassado, escolhendo-se por consenso um outro nome. Não foi contudo esse o entendimento da presidência, que todos sabemos obstinada e muito "quero posso e mando, publique-se". O tempo vai passando, e a pouco mais de dois anos do final do mandato, tudo indica que prosseguem, com pouco ou nenhum sucesso, os arranjinhos tendo em vista a aprovação na Assembleia Municipal. Pode ser que agora, com os cortejos das coroas, apareçam deputados municipais com o coração mais sensível. Comezainas bem regadas são geralmente fortes adjuvantes...
Em todo o caso, semelhante aventura com algo de burlesco já manchou irremediavelmente a imagem da maioria PS na autarquia. Ainda que venham a conseguir, mediante compra, os votos necessários para uma maioria de circunstância, aquela parte do eleitorado tomarense que ainda não desistiu de pensar, já concluiu que infelizmente temos desde 2013 uma maioria que é só fogo de vista. Como o governo Costa. Se até o histórico Manuel Alegre já recomenda que não percam o sentido crítico... 
Entretanto Tomar vai continuando a definhar.

 

quinta-feira, 6 de abril de 2023


Rede social Facebook

Por favor, arranjem gente mais qualificada...

É a segunda vez que acontece, em poucos meses. Na primeira, era um cavalheiro muito bem vestido, ex-fuzileiro, com residência em Genève - Suiça, e um apelido tomarense conhecido, que me abstenho de citar, por respeito pela intimidade de quem não está na política. De repente, apareceu nos comentários do Facebook, com uma escrita média na forma, mas pouco aceitável no conteúdo. Vocabulário usado: vigarista, malandro, otário, vai trabalhar....
Após duas ou três respostas educadas, numa das quais vincava a minha tristeza como ex-combatente ao ler coisas assim, escritas por um fuzileiro, e insinuava que provavelmente alguém lhe pagava, o inesperado assédio cessou.
De supetão, apareceu agora um segundo caso, com residência em Porto Alto, usando o mesmo vocabulário pouco aceitável do anterior e chegando ao cúmulo de escrever "vai trabalhar para as obras", depois de me apodar de vigarista e otário. A indiciar que as instruções são as mesmas e pouco adequadas ao contexto.
Respondi-lhe de forma mais incisiva, acusando-o de estar ao serviço da Câmara para "semear merda" no Facebook, o que o terá inibido de continuar. Não tenho obviamente qualquer prova de que a maioria socialista local esteja a financiar tão tristes casos. Mas o facto de aparecerem assim tão inesperadamente, num ambiente que não é o deles e ao qual nada os liga, parece demonstrar que foram contratados por alguém para "semear merda", como se diz na gíria informativa. Uma versão portuguesa das fake news.
É claro que a presidência da Câmara, se questionada, vai garantir a pés juntos e até, se necessário, jurar por todos os santinhos, que não tem nada a ver com as diatribes referidas. Certamente. Têm contudo, até final do ano, um contrato generoso que já li parcialmente, com uma agência de comunicação, que dá para essas e outras coisas. Resta-me portanto, na qualidade de contribuinte, pedir que reclamem junto da tal agência, se for o caso, no sentido de futuramente terem maias cuidado com as pessoas que contratam. Mesmo para semear merda, é preciso estar à altura da tarefa, e não levantar suspeitas. Caso contrário só envergonham os mandantes.



quarta-feira, 5 de abril de 2023

 


Vida local
 

De mal a pior

Consultada a informação local, como habitualmente, fiquei preocupado. Na Hertz, a última notícia é de ontem  e refere que a antiga escola da Portela de S. Pedro foi transformada em alojamento e núcleo museológico. A sangria demográfica dá nisto, forçosamente. E ninguém parece preocupar-se. "Há-de haver quem resolva o problema", pensam as pessoas. E enquanto isso não acontece?
No Tomar na rede há duas notícias, daquelas de ficar estarrecido. Uma delas é sobre os grafiteiros locais, que desta vez resolveram defecar na zona desportiva. Defecar é o termo, porque só fizeram merda. Aquilo nem como cagada é apresentável. Ao contrário do que vem acontecendo por esse país fora, onde as pichagens ou grafitos têm muita qualidade, ou são fortemente contestatários, ou ambos, em Tomar nem uma coisa nem outra. Não prestam mesmo para nada. "O diabo veste farda"? E daí? Os grafiteiros vestem o quê? Uniforme? Convenhamos, no entanto, que numa terra cuja autarquia pagou e mantém aquele esterco dos "velhos do Restelo", com aspecto de velhos ingleses de férias no Algarve, não se pode esperar outra coisa.
Mais patusca ainda, se possível, é a outra local, segundo a qual o vice presidente Cristóvão desmentiu uma notícia da própria Câmara, difundida pelo Tomar na rede, sobre o futuro acesso do público aos serviços da autarquia, pela traseira dos Paços do concelho. O citado blogue demonstra agora que se tratou de uma asneira monumental, publicando os documentos do processo, aprovado pela edilidade.
Qual a intenção do segundo responsável máximo pela autarquia, ao negar a existência de um projecto municipal? Não sabia que o mesmo existia? Não concorda, e por isso achou melhor negar a sua existência? Numa altura em que deixa o pelouro das obras particulares, segundo a presidência porque só devia ter assumido essa responsabilidade durante dois anos, mas aguentou-se dois mandatos e meio, leva a pensar que reina a calma na Câmara, sendo grande o entendimento entre todos os seus membros, a dois anos das próximas eleições. Feliz terra que tais autarcas conseguiu! 
Graças à notável acção da maioria PS local, os tomarenses parecem estar agora como aquele ancião, forçado a usar fraldas para reter os excrementos. A dada altura contou a uma amigo que se sentia muito melhor depois de ter consultado um psicólogo. -Já não cagas nas calças? -Cago-me na mesma, mas agora já não me importo! Assim parecem estar os eleitores nabantinos. Na merda, mas satisfeitos, ou pelo menos indiferentes.