quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Acampamento precário, numa antiga via férrea da periferia parisiense.

Acampamento precário de migrantes em plena Praça da Bastilha - Paris


Realojamento dos  ciganos do Flecheiro

Um êxito caseiro só para consumo interno

Início de ano é altura de fazer o balanço do anterior. Em Tomar, a maioria socialista alardeia satisfação e contentamento. Consideram estar a governar bem e apresentam como grande êxito do mandato o realojamento dos ciganos do Flecheiro. E a oposição não discorda. Será mesmo assim? É sempre importante considerar outras maneiras de ver, de forma a tentar esclarecer os eleitores tomarenses, que na sua maioria têm como horizonte a colina do castelo ao sol posto.
Li no LE MONDE que a população de Paris (2,2 milhões de habitantes intra periférico). tem vindo a diminuir desde os anos 60, o que me levou a pesquisar as causas. Apurei assim que há nesta altura na capital francesa cerca de 15 mil sem abrigo de nacionalidade francesa, os famosos clochards ou clodo, bem como alguns milhares de imigrantes a viver em tendas nas ruas e largos, e  até um caso particular -o dos ciganos franceses, roms ou manouches.
Ou seja, mesmo com a população a diminuir na ordem das 20 mil pessoas/ano, Paris tem três tipos de sem abrigo ou SDF: os tradicionais clochards, os imigrantes clandestinos e os ciganos franceses. Num total de dezenas de milhares, nem a Mairie de Paris, nem as mairies de cada um dos vinte bairros,  ou as da periferia têm feito até agora algum esforço particular para realojar os ciganos, os clochards ou os imigrantes. Porque será? Falta de recursos? Racismo? Simples pragmatismo? Prudência? Política de direita não será certamente, porque a presidente da Câmara de Paris é do PS e o presidente da Câmara de La Courneuve (ver mais adiante), é da esquerda unida - PCF-LFI-Radicais-Ecologistas.
https://www.humanite.fr/societe/camps-de-roms/paris-2024-pourquoi-50-familles-roms-sont-menacees-dexpulsion-avant-le-paramarathon
Para quem saiba e queira ler francês, o link supra faculta a explicação de um caso particularmente significativo: 50 famílias ciganas, cerca de 200 pessoas, (como no Flecheiro), correndo o risco de expulsão de um acampamento precário, no norte de Paris, em La Courneuve, porque o mesmo está ao lado do percurso de uma prova olímpica.
Para a maioria, que só lê português e pouco, eis um excerto da referida notícia:
"Motivo: As 50 famílias (200 pessoas, entre as quais 60 crianças) que se instalaram no acampamento precário, danificam as instalações e impedem as respectivas reparações. Mas sobretudo, o acampamento precário para roms fica mesmo ao lado do percurso da futura maratona paraolímpica."
Não consegui apurar se afinal as ditas 50 famílias ciganas foram ou não expulsas daquele acampamento precário, por ocasião dos Jogos Olímpicos. Mas anotei que a notícia só fala de expulsão e nunca de realojamento. Ou seja, em Paris e na periferia, onde há dezenas de milhares de sem abrigo e alguns acampamentos  precários, mantêm-se os clochards nas ruas, porque são franceses, mas expulsam-se os ciganos e outros migrantes. Não se realojam. Porque será?
Não tenham medo de clicar no link supra. Não é nenhum jornal do Chega, ou coisa parecida. É uma notícia do L'HUMANITÉ, o jornal do Partido Comunista Francês, irmão mais velho do AVANTE. 
Concluindo, tudo indica que a maioria socialista tomarense, cheia de ilusões teóricas e com a melhor da intenções, não estudou devidamente o assunto antes de proceder ao realojamento dos flecheirenses. Agora, os problemas daí resultantes são vários e tendem a agravar-se. Mas havia e há outras soluções mais favoráveis para todos. É tudo uma questão de coragem e de  humildade perante o saber de experiência feito.
É sempre mau, confundir o La Palisse com o Lafontaine, ou este com o Lavoisier...


terça-feira, 31 de dezembro de 2024


Município nabantino

Calou-se finalmente a triunfeira de serviço

Sensível à sempre esclarecida e muito tolerante opinião pública nabantina, Tomar a dianteira 3 desde cedo pretendeu começar 2025 com uma crónica agradável, a louvar, a dizer bem, para evitar a maldição. Mas foi o cabo dos trabalhos para arranjar tema, conteúdo, matéria.
Obras camarárias? É como se sabe. Não há uma que se aproveite. Limpeza na cidade e nas freguesias? Quem ainda insiste em ler a prosa local não controlada, sabe do que se fala. Há muito que a miséria não era tanta e tão grave. Manutenção de jardins e espaços verdes? Até os pacóvios apoiantes da maioria socialista que conseguem dizer alguma coisinha, reconhecem agora que o Mouchão e outros já conheceram melhores dias.
A Tejo ambiente, empresa intermunicipal, continua a merecer todas as pragas que lhe vão rogando. Não há semana sem uma avaria na rede, aqui, ali ou acolá. Até já lhe querem mudar o nome para Tejo azarenta. 
O saneamento na cidade velha está bem e recomenda-se. É típico. Há mesmo um grupo de protecção às ratas de cano do núcleo histórico, que tenciona ir à Câmara pedir protecção para aquela bicharada, aquando e após a anunciadas obras, que não se sabe bem quando nem onde vão começar.
Nabão rima com poluição e assim vai continuar, mais milhão menos milhão, para prosseguir com a rima, pois então. Quanto a equipamentos indispensáveis e outros planos para o futuro da urbe, todos, do CDS ao BE e do PSD à CDU têm vários dossiers nessa matéria, mas ninguém se recorda onde.
No meio de tal fandango, e de declarações do presidente Cristóvão, que a maior parte das vezes podiam ser mais felizes e ponderadas, a surpresa veio finalmente de onde menos se esperava. A vereadora Filipinha, usual triunfeira de serviço, protectora dos calés,  sempre com mais um êxito para anunciar na rádio oficial da casa, inesperadamente calou-se. Já nem ousou gabar as vendas patrocinadas de Natal e Ano novo, que este ano se ficaram pelos 30 mil euros, uma miséria. Caiu na real, é o que é. Os projectos de obras têm esse efeito. O que está no papel deve indicar precisamente o que vai ser edificado, sob pena de embargo e coima. E a srª agora é quem despacha.
Conquanto tardia, esta recente postura filipina parece prenunciar novos tempos, restando esperar para ver. É uma pena as próximas autárquicas acontecerem já em Outubro próximo. Se fossem só em 2026 ou 27, ainda teríamos Santa filipinha como cabeça de lista, apoiada pela ciganada toda, mais os das causas fracturantes. Assim não há certezas. É demasiado prematuro. Mas pronto. Filipinha calada é uma excelente notícia, que oxalá seja para durar, e que se difunde com todo o prazer, lembrando o poeta popular algarvio António Aleixo:

Tu que tanto prometeste
Enquanto nada podias
Hoje que podes esqueceste
Tudo quanto prometias

Vinho que vai pra vinagre
Não retrocede caminho
Só por obra de milagre
Pode voltar a ser vinho


segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

 

Vista geral da avenida marginal de Balneário Camboriú, com o teleférico ligando à montanha em primeiro plano.

Indústria turística e hoteleira

Balneário Camboriú: 

uma estação balnear com eleitos competentes

Estava a ver a CNN Brasil, quando passou uma reportagem sobre a cidade de Balneário Camboriú, no Estado de Santa Catarina, da qual nunca ouvira falar antes de vir para Fortaleza. Fica no litoral brasileiro, que tem 7.491 quilómetros de extensão, contra 943 em Portugal, a 80 quilómetros de Florianópolis, capital do Estado, 1040 do Rio de Janeiro, 613 de S.Paulo e 1.571 de Brasília, a capital federal. Tinha em 2022 139.155 habitantes e Tomar apenas 40 mil.
Vivem sobretudo do turismo, que aumentou 14% nos últimos 12 meses, segundo a reportagem. Têm muito mais hotéis que em Tomar, mas curiosamente, consultado o site de reservas, concluiu-se que o hotel mais caro do Balneário é o Mercure, 4 estrelas, da cadeia francesa Accor, a 122€/noite, para duas pessoas c/ pequeno almoço, enquanto o mais caro de Tomar é o Vila galé, a 133€/noite, também para duas pessoas c/pequeno almoço.
É quase a única semelhança porque, ainda segundo a reportagem, o turismo deles é do tipo MICE - Meetings, Incentives, Conferences & Exibitions e em Tomar nada se sabe a tal respeito. A reportagem continuou, indicando a origem dos turistas, as idades e as profissões, bem como os meios de transporte utilizados, pelo que fui logo a seguir à Net, buscar dados semelhantes para Tomar, de forma a poder comparar. Foi uma tarefa em vão, pois apenas encontrei, no site do INE, a taxa de ocupação hoteleira em Tomar, que foi de 64% em 2023, comparável à do Balneário Camboriú, de 64,5%, no mesmo ano. Mas Tomar tem muito menos capacidade hoteleira.
Outras buscas na Net permitiram-me ficar a saber que por aqueles bandas há estacionamento suficiente, acolhimento à altura, transportes não poluentes (ver imagem),  animação cultural apenas adequada e planeamento constante, com apoio de consultas regulares aos visitantes. Só não têm qualquer património da humanidade, festa de milhão e meio de euros, ou candidatura à UNESCO, se calhar porque fazem parte do MERCOSUL, que ao contrário da União Europeia, não dá subsídios a fundo perdido, nem sustenta cavalos e éguas de Estado, bons na exibição mas fracotes na execução.

ADENDA

Para melhor compreensão, acrescenta-se que Tomar foi fundada por Gualdim Pais, que concedeu o primeiro foral em 1162. Tem portanto 862 anos. Balneário Camboriú foi desmembrado de Camboriú, que fica a 7 quilómetros, em 20 de Junho de 1964. Tem assim apenas 60 anos como município (prefeitura). Camboriú, por sua vez, pertenceu a Itajaí até 1884, mas os primeiros colonizadores portugueses instalaram-se na região em 1758, há 366 anos. Nota-se na imagem supra que os prédios têm medrado mais por lá...


domingo, 29 de dezembro de 2024


Poder local

Assembleia municipal vota proposta de recomendação fora da área da sua competência própria

TOMAR – Assembleia Municipal toma posição unânime: Parlamento deve aprovar separação das freguesias da Serra e Junceira | Rádio Hertz

Conforme se pode ler no link supra, que se publica para evitar dúvidas, mediante proposta da CDU, a Assembleia Municipal de Tomar debateu e aprovou por unanimidade uma recomendação à Assembleia da República, da qual consta que "deve aprovar a separação das freguesias da Serra e Junceira".
Baseada em que legislação? Estamos num estado de direito democrático, no qual cada órgão é dotado de competências próprias devidamente explicitadas. Neste caso preciso, a CDU baseou-se em que competências da AM? Onde está escrito na Lei que o parlamento municipal, de Tomar ou de qualquer outro município, pode recomendar, peticionar, pedir ou reclamar o que quer que seja do Parlamento nacional? Era o que mais faltava a A.R. de alguma forma condicionada por reclamações, petições ou recomendações dos 308 parlamentos municipais.
Parece-me particularmente grave, para não usar outro vocábulo mais pesado, que num parlamento municipal de 33 membros, alguns dos quais com formação jurídica, ninguém tenha levantado previamente a questão da competência, indo a reboque da CDU, cujo deputado municipal é o mais experiente e mais idoso daquele órgão. Sobretudo os representantes do PSD, partido que em 2013 lançou a demasiado tímida reforma das freguesias. Entretanto já estão arrependidos? Ou já andam na caça ao voto?
Como nestas coisas da política uma desgraça raramente vem só, e tendo em conta igualmente que no melhor pano cai a nódoa, a notícia do link supra contém uma falsidade manifesta. Escreve-se que "está em causa a desejada separação dos territórios, unidos, contra vontade própria, em 2013, por ocasião da chamada Reforma Administrativa."
Sendo do domínio público que a citada reforma foi feita em regime de união voluntária, não se está a ver como poderá ter sido contra a vontade própria no caso da Serra e Junceira. Não foram os respectivos eleitores e membros das assembleias de freguesia que decidiram a união? Então quem foi e como? Houve casório forçado e não se soube de nada nas outras freguesias do concelho?



sábado, 28 de dezembro de 2024

Entidade regional de turismo do Centro

Anabela Freitas presidente substituta

Na sequência da morte repentina, aos 53 anos, do anterior presidente, Raúl Almeida, do PSD, ao que tudo indica vitimado por efeito secundário da quimioterapia para a doença prolongada de que sofria, a vice-presidente Anabela Freitas ascende à presidência, na qualidade de presidente substituta ou interina. Uma vez que nestes cargos de eleição impera a ordem democrática, a sucessão do falecido não será dinástica, como nas monarquias, onde é sempre "rei morto, rei posto".
Neste caso preciso, o normativo em vigor aponta para uma nova eleição no prazo máximo de seis meses. Caso decida candidatar-se, como parece ser óbvio, Anabela Freitas estará em vantagem, por ser a presidente em exercício, mas isso está longe de lhe garantir antecipadamente a vitória na eleição. Cabe recordar que, sendo do PS, foi sufragada pelos cem eleitores institucionais integrada numa lista encabeçada pelo PSD, e na sequência da venda, em última rebaixa, do Convento de Santa Iria aos Hotéis Vila Galé, cujo presidente foi depois o mandatário da lista.
Entretanto mudou o governo, que era PS e passou a PSD/CDS, sendo pouco provável, embora não impossível, que estejam dispostos a prescindir, assim sem mais nem menos, da presidência da Entidade regional de turismo do Centro. Logo se verá, dado que existe também a hipótese remota de novo acordo de bastidores, desta vez entre o governo e os eleitores institucionais, no sentido de se evitar uma eleição regional em ano de autárquicas e véspera de presidenciais.
As hipóteses de eleição de Anabela Freitas são portanto boas, porém muito condicionadas por um factor cujo peso está por determinar: Agora já não é presidente de Câmara, não tem património para vender em saldo, nem facilidades a conceder para construção em leito de cheia. Resta esperar para ver, mas parece que os próximos tempos vão ser de grande tensão nos meios ligados ao turismo na região Centro.




Eleição no CAST - Centro de Assistência Social de Tomar

A pesada derrota de Pedro Marques mostra que, mesmo anémica, a democracia ainda funciona menos mal em Tomar

Após anos de polémica, os sócios do CAST - Centro de Assistência Social de Tomar, liderados de facto por Rui Costa, lá acabaram por ir ao essencial. Formaram uma lista e submeteram-se ao sufrágio da massa associativa, única maneira incontestável de mostrar finalmente quem tinha razão. Os instalados ou os contestatários.
A pesada derrota de Pedro Marques, já no segundo mandato, confirma o princípio enunciado por Lavoisier há três séculos. "As mesmas causas nas mesmas condições exteriores, produzem sempre os mesmos efeitos." Na Câmara, no final do século passado, aconteceu o mesmo ao derrotado de agora. Os seus apoiantes não lhe permitiram continuar além do 2º mandato.
Desta vez, mesmo saudando uma eleição limpa e justa, a pesada derrota não poderá ser considerada pelos vencedores como brilhante vitória deles de forma alguma. O CAST tem cerca de 2.500 sócios, dos quais apenas 170 têm as quotas em dia (6,8%). E só exerceram o direito de voto 121 (4,84%). Uma miséria ou uma vergonha, depende do ponto de vista de cada qual. Por conseguinte, democracia a funcionar, sem dúvida, porém extremamente anémica. Assusta só de pensar que nas próximas autárquicas possa acontecer algo parecido em Tomar, quando afinal a abstenção ronda os 45% no concelho.
Neste caso do CAST, sendo inquestionável a legitimidade dos novos dirigentes, custa a engolir que representem apenas 82 eleitores, 3,8% dos associados da instituição, contra 39 (1,59%) para Pedro Marques. É urgente que os tomarenses mudem de atitude e comecem a participar mais activamente nos assuntos da nossa terra, que a todos dizem respeito. Não adianta vir com desculpas de mau pagador. A democracia de tipo ocidental tem muitos defeitos, mas a experiência mostra que ainda continua a ser o melhor sistema de governo que até à data se inventou. 
Como dizia muitas vezes o saudoso Manuel Martins, conhecido homem de esquerda, "Deus nosso senhor não tem culpa nenhuma de ser pai de tanto filho bruto." Urge portanto mudar de atitude, deixando de culpar os outros e começando a participar activamente. Metam a mão na massa, se querem melhorar o pão.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2024



Orçamento municipal

O descrédito local dos velhos partidos

O descrédito local dos velhos partidos, que são também partidos velhos, resulta do trabalho político como aquele a que se assistiu hoje na continuação da Assembleia municipal. Debateu-se o Plano e Orçamento do Município para 2025. O mais importante de todos os documentos, quer se queira ou não. E o que se viu e ouviu?
A CDU e o BE atacaram forte e feio, com é hábito, mas só para os respectivos militantes ouvirem. Na altura do voto abstiveram-se, conforme combinado com o PS no âmbito da geringonça de facto existente a nível local.
O PSD votou contra no executivo, embora demonstrando carência de ideias alternativas, e agora na AM foi o desastre usual. Faltaram quatro deputados municipais na discussão do mais importante documento do ano. Está-se mesmo a ver que, alguns pelo menos, se venderam por um lugar à roda da gamela, e agora nem sequer apareceram, para baralhar o pessoal e porque não se assumem. O partido votou contra, mas sem qualquer hipótese de efeito prático, por falta de efectivos. Estou curioso para saber como vão justificar estas actuações, e outras parecidas, durante a próxima campanha eleitoral. Se calhar nem explicam, por recato.
O PS embandeira em arco, como é lógico e habitual. Conseguiu endrominar a oposição maioritária na AM, o que não é pouca coisa, mas não logrou esconder a forma como o alcançou: Comprando votos onde os há, a troco de cada vez mais despesa na área cultural e das colectividades. Quanto ao Plano e Orçamento é apenas mais uma edição de documentos anteriores, quase completamente desligados da realidade local e nacional. E o mais fraquito da zona em termos quantitativos, em 4º lugar após Ourém, Alcanena e Abrantes.
Há algumas obras previstas, é certo, mas nenhuma nos sectores básicos, que exigem soluções cada vez mais urgentes: Estacionamento junto ao Convento? Estacionamento para autocarros de turismo e camiões TIR? Estacionamento para visitantes na área urbana? Ligação rápida não poluente cidade-convento? Plano local de desenvolvimernto turístico? Outras estruturas de acolhimento? Era bom era, mas nada está previsto. E sem planos prévios, o que vai o PS apresentar durante a próxima campanha eleitoral? A conversa fiada habitual?
Em relação às últimas autárquicas, em 2021, o Chega tem agora 50 deputados e a Iniciativa liberal vai crescendo. Se os socialistas e social-democratas locais estão a contar com a habitual passividade do eleitorado tomarense e com as políticas assaz peculiares do BE e da CDU, tenho a impressão que estão preparando um belo funeral, daqueles com música e tudo, à moda de Nova Orleães. (ver imagem)