terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

 


Política local

"Assim que possível"

TOMAR – Estrada Municipal 533 (São Pedro) será reaberta «assim que possível» | Rádio Hertz (radiohertz.pt)

Respondendo à vereadora laranja Lurdes Fernandes, sobre a data de reabertura daquela estrada municipal em S. Pedro, onde ocorreu o acidente mortal com um trabalhador da Tecnourém, a presidente da Câmara foi clara, precisa e concisa. Adiantou que a referida estrada municipal será reaberta "assim que possível".
Com uma série de requerimentos de deputados municipais do PSD ainda sem resposta, e alguns já têm meses, calculo que um dia destes, se os vereadores laranja, pressionados pelos seus companheiros da AM, perguntarem a Anabela Freitas para quando as respostas, a fórmula será a mesma: "Assim que possível".
Aproveitando a oportunidade e o vocabulário, Tomar a dianteira 3 esclarece que tenciona deixar de escrever crónicas ácidas sobre a maioria socialista "assim que possível". Com uma pequena concessão. Também pode ser "logo que possível" e para manter "enquanto possível".



 
Comunicado:

INSEGURANÇA NO CAMINHO CERTO

DA GOVERNAÇÃO SOCIALISTA

O Partido Social Democrata de Tomar lamenta, mais uma vez, a muito preocupante
paralisia da Câmara Municipal perante a falta de segurança no concelho de Tomar.
Há muito que o PSD de Tomar tem vindo a apelar à governação municipal socialista
para que considere a segurança no concelho como prioridade na sua ação. Mas, a
governação da Câmara sempre descurou, e quis ignorar o assunto, e classificou-nos
de alarmistas e populistas, porque no seu parco entendimento tudo está bem com a
segurança no Concelho.
Infelizmente, os casos de violência têm vindo a aumentar em Tomar. A agressão
bárbara a um militar da Guarda Nacional na madrugada do recente dia 28 de janeiro, e
o esfaqueamento ocorrido no dia 3 de Fevereiro são acontecimentos que causam
alarme, sem esquecer outras ocorrências, como assaltos, roubos e agressões.
Por requerimento apresentado pelo PSD de Tomar a 13 de janeiro deste ano, pouco
tempo antes destes recentes acontecimentos, o PSD de Tomar alertava para a
necessidade da convocação do Conselho Municipal de Segurança, que deveria
reunir de 3 em 3 meses, mas que a Câmara Municipal nada fez. Só contemplou.
No requerimento, o PSD de Tomar alerta que “compete ao Presidente da Assembleia
Municipal, órgão fiscalizador, vigiar o cumprimento das mais elementares regras de
funcionamento dos órgãos do Município”, pelo que foi assim requerido que, com a
maior brevidade possível, fosse diligenciado junto da Câmara Municipal que justifique,
de forma fundamentada, o motivo do não cumprimento com a periodicidade legal das
reuniões do Conselho Municipal de Segurança.
Também requeria que fosse reclamado à Câmara Municipal a convocação de uma
reunião do Conselho Municipal de Segurança, nos termos do art.º 7º da 33/98, de 18
de julho, na redação dada pela Lei n.º 32/2019, de 04/03.
Ora, nem a Câmara Municipal de Tomar respondeu a esse mesmo requerimento,
como aliás vem sendo hábito, nem o Presidente da Assembleia Municipal zelou pelas
suas funções de garante da fiscalização da atividade da Câmara Municipal, limitando-
se a reencaminhar o requerimento do PSD, não tendo feito qualquer diligência no
sentido de reunir, com urgência, o citado Conselho Municipal de Segurança.
Tomar está longe de estar no “rumo certo”, tudo é deixado à deriva! Temos uma
Câmara Municipal cuja governação socialista não sabe o que fazer nem para onde ir.
Temos uma Presidência da Assembleia Municipal que não zela pelo cumprimento da
Lei, apesar de ser constantemente solicitada para isso.
A gestão local do Partido Socialista é cópia da governação nacional. Ninguém
sabe de nada, ninguém se lembra de algo - não há responsáveis. Esta
irresponsabilidade da gestão PS é muito preocupante. Tomar tornou-se num concelho
mais deserto, mais pobre, mais inseguro, sem rumo e sem projetos para o futuro.
Não se compreende que a Câmara tenha baixado os braços para promover a
segurança no concelho. Está, parece, em estado comatoso. Tomar e os tomarenses
merecem mais.
Adenda cronológica
1. Em abril de 2014, solicitámos que fosse agendada com caráter de urgência uma
reunião com o Ministro da Administração Interna, para dar a conhecer a situação
que se vive no concelho de Tomar e para que tomasse as medidas que se
mostrassem mais adequadas a um eficaz combate ao crime, na área do concelho,
nomeadamente, através o reforço dos efetivos da PSP e da GNR, tendo em
consideração a população existente;
2. Nesse momento, o PSD exigia também que se instituísse e convocasse
rapidamente o Conselho Municipal de Segurança.
3. Em novembro 2015, apresentámos uma Moção na Assembleia Municipal,
alertando a Câmara Municipal para “reconhecer um aumento substancial dos
níveis de insegurança no concelho, como consequência do aumento da
criminalidade violenta, contra pessoas e bens” e recomendando que
“desenvolvesse ações tendentes a ver aumentado o número de efetivos, quer da
GNR, quer da PSP neste Concelho, bem como que desenvolvesse as ações
tendentes a que fosse alargados os espaços físicos agora existentes, de
localização da PSP e da GNR, para outras áreas da cidade e do restante
concelho, como a criação de um piquete permanente na área anteriormente afeta
à freguesia de S. João Batista, que permita uma fiscalização e uma atuação mais
célere e mais desmotivadora da criminalidade, no centro histórico da cidade”.
4. Em junho de 2018, recomendámos mais uma vez à Câmara Municipal que
convocasse de imediato o Conselho Municipal de Segurança e que iniciasse uma
política de prevenção ao crime.
Tomar, 6 de fevereiro de 2023
PSD de Tomar




Política local

Ó tempo! Ó costumes!

TOMAR – Habitantes de Cardelas acusam Câmara de ter comprado terreno muito acima do valor de mercado e de estar a fazer obras em casa «ilegal» | Rádio Hertz (radiohertz.pt)

Ó tempo! Ó costumes! Que também podia ser Que época! Que costumes! Ou, mais prosaicamente, "Isto é que vai uma crise!!!" Tudo para evitar o popularucho, mas certeiro "A Câmara da bandalheira", como já se ouve por aí. Repare-se. Uma população tradicionalmente calada, começa agora a lastimar-se, quando a desgraça lhes bateu à porta. Enquanto foi só com os vizinhos de outras freguesias, tudo bem. Quando nos bate à porta é que é uma chatice.
Após erros e mais erros, enganos e mais enganos, equívocos e mais equívocos, a Câmara, atrapalhada com a necessidade de realojar com urgência o pessoal do Flecheiro que ainda resta, para poder arrelvar a área,  cometeu mais uma ilegalidade. Comprou uma propriedade rústica, com uma casa ilegal, para aí realojar mais uma família calé. Normal seria portanto que os confinantes refilassem, destacando a ilegalidade da coisa e a futura vizinhança. Mas não.
O que a notícia destaca é o elevado preço pago. 45 mil euros, quando o normal teria sido 4 ou 5 mil. Mas é como em tudo na vida. Sendo ilegal, é sempre mais caro. Senão, não valia a pena a trafulhice. O que os cidadãos mencionados na notícia revelaram sobretudo, foi inveja. Um atributo muito difundido no concelho. Conforme o provérbio centenário "Nunca o invejoso medrou, nem quem à sua beira morou".  Nestas condições, "Com' é que querem qu'esta merda progreda?", perguntava certo presidente de junta, já falecido.
Quer isto dizer que os queixosos não têm razão? De modo  algum. Significa apenas que estão cheios de razão e de argumentos, mas escolheram o mais condenável -a inveja mesquinha.
Se assim não fora, teriam talvez avançado contra a posição ridícula e incoerente do vice-presidente. Aqui há semanas, lastimou-se que o ex-estádio municipal nunca teve licença, pelo que oficialmente não existe e portanto não podem nele fazer obras de melhoramento. Vai-se a ver, a Câmara acaba agora de comprar um terreno com uma casa, que também nunca teve licença e por isso oficialmente não existe, mas na qual a mesma Câmara anda a fazer obras, porque lhe interessa. Ilegalidade mais evidente ainda, quando se sabe que, num terreno ao lado, a Tejo Ambiente já recusou ligar a água, por ser um terreno agrícola, mas agora no terreno comprado pela Câmara já vai ligar, embora a casa seja clandestina e o terreno igualmente agrícola. Com mais esta tranquibérnia, se não é a Câmara da bandalheira, então é o quê?






segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Política local

Os problemas com a comunidade cigana em Tomar

Na sequência de duas agressões, vários roubos, excessivo ruído nocturno e algumas quezílias no 1º de Maio e na srª dos Anjos, com as subsequentes notícias a nível local e nacional, parece ter começado a haver maior interesse da população local pelo que vai acontecendo. Foi nítido o aumento do leitorado de Tomar a dianteira 3. Agora, a semana abriu com um comunicado da Discoteca Rio Bar, onde ocorreram as agressões, e outro da PSP relatando uma operação de busca, no mesmo estabelecimento, que envolveu quase 50 agentes da ordem, e rendeu três facas apreendidas.
Sem dúvida úteis, conquanto pouco esclarecedores, os dois documentos citados são todavia insuficientes para restabelecer um clima de confiança em Tomar. Pela simples razão que ninguém considera que os antes referidos distúrbios tenham sido causados, ou tornados possíveis, por falta de policiamento, ou de colaboração de quem dirige a aludida discoteca.
As causas são outras e aqueles que as fomentaram insistem na sua posição de que eles é que sabem, e por conseguinte eles é que têm razão. Refiro-me naturalmente à maioria PS e à sua política de realojamento e ajuda, sem exigir quaisquer contrapartidas. Poucos terão reparado, mas já por duas vezes um comentador cigano se manifestou nas redes sociais, usando o seu nome e não um pseudo.
Na primeira, justificava o roubo vergonhoso do produto diário da caixa, ocorrido numa "padaria pão com chouriço" situada à entrada do Mouchão, durante a Festa templária, Dizia ele que "o homem negou uns pãezinhos para as criancinhas, por isso agora não se queixe." Ou seja, terá sido na sua maneira de ver, um furto de retaliação. Simples vingança, portanto.
Mais recentemente, o mesmo comentador queixava-se de generalizações abusivas sobre a comunidade cigana e exigia respeito, pois caso contrário ia queixar-se. O mundo às avessas. Enquanto os cidadãos com razões de queixa se vão calando, quase sempre tolhidos pelo medo, são os causadores dos problemas que exigem respeito e ameaçam queixar-se.
É a este mal entendido ideológico que a maioria PS local devia responder, mas pelos jeitos não está nada interessada. Prova disso é que ainda mantém o silêncio público, na sequência dos últimos acontecimentos, em que foi directamente posta em causa, designadamente neste blogue. Modo subtil de insinuar que nada têm a ver com o assunto.
Questionada nesta segunda-feira sobre o caso, pelo vereador Tiago Carrão, a presidente Freitas respondeu de modo evasivo, e perante a insistência do eleito PSD, acabou dizendo que estava preocupada... com os acidentes de viação!
O silêncio e a fingida ignorância já terão rendido bons juros, mas esse tempo pode estar a esgotar-se. Num breve estudo a que se procedeu, concluiu-se que em Portugal só há ciganos em 194 dos 308 concelhos existentes, nalguns em ínfima quantidade. Em Ourém, por exemplo, há apenas uma família de 5 ciganos, apesar dos peditórios em Fátima renderem sempre bom dinheiro. Porquê tão poucos?
No distrito de Santarém, as três maiores comunidades ciganas situam-se em Abrantes, Tomar e Coruche. Dos três concelhos, Abrantes e Coruche são governados pelo PS há mais de 20 anos, e Tomar há 10 anos. No caso de Tomar, há 51 famílias, quase todas já alojadas em bairros sociais, faltando apenas o clã Fragoso, que irá para Valbom, para casas novas pré-fabricadas ainda a montar, segundo declarações da presidente da câmara. A Câmara vai assim cumprindo o desejo do falecido Pascoal, patriarca do clã homónimo: Alojar os ciganos em comunidades separadas, em cada entrada da cidade. Por agora, já estão na Estrada de Paialvo, (Srª dos Anjos), na de Coimbra (1º de Maio), e na de Lisboa. (Bairro Calé). Só falta na de Leiria.
A questão intrigante é esta, para a qual não se encontra resposta, enquanto as câmaras envolvidas não tiverem a coragem de reconhecer os factos e meter mãos à obra: As três mencionadas autarquias com mais ciganos, são também as que registam maior redução da população residente. (Ver quadro abaixo). Haverá relação causal entre uma coisa e outra? Conviria estudar o assunto, enquanto ainda há tempo. Não é fingindo ignorar os problemas que eles se resolvem. Pelo contrário, vão-se agravando.

ELEITORES INSCRITOS
                               
                                2001             2022

ABRANTES.........38.474...........31.508

CORUCHE..........20.361...........15.813

TOMAR..............39.330............33.785

OURÉM.............37.218............40.778

 Fonte
Jornal de Notícias, resultados eleitorais desde 1976.
Resultados eleitorais mai.gov.com


domingo, 5 de fevereiro de 2023

 

 Parque de campismo de Paris, 2, Allée du Bord de l'Eau, 75016 Paris. Estacionamento grátis, wifi grátis, internet grátis, natação, pesca de rio, área de piquenique. No segundo plano, o rio Sena. Ao fundo,  na linha do horizonte, do lado esquerdo, quase imperceptível, a silhueta da Torre Eiffel.

Turismo

Campismo -o novo negócio 
dos fundos de investimento

Tourisme : les fonds d’investissement à l’assaut des campings (lemonde.fr)

Embora a nove horas de avião de Paris, continuo a ler todas as manhãs o Le Monde, o meu oxigénio europeu, que me ajuda a respirar e a escrever melhor. Com outro fôlego. Porque, sejamos francos, Portugal é um país maravilhoso e Tomar  a minha paixão como cidade, mas somos a periferia da periferia da União europeia. E isso nota-se, quando se viveu e vive longe do vale nabantino, mantendo a capacidade de pensar.
Da leitura de hoje, que levou o seu tempo como sempre, destaque para a reportagem "Os fundos de investimento ao assalto dos parques de campismo". Coisa para 7 minutos, findos os quais fiquei a pensar na triste sorte do outrora reputado Parque de campismo de Tomar, depois encerrado e agora transformado num simples "encosto" para autocaravanas, com condições rudimentares. Nas publicações especializadas tem a classificação de 8,2, quando o campismo rural de Pelinos consegue 8,6. É portanto urgente fazer qualquer coisa, caso se pretenda mesmo melhorar o acolhimento turístico em Tomar.
Do texto do Le Monde retive que há em França 8.239 parques de campismo, com 900 mil lugares, e que o sector tem vindo a progredir, havendo pelo menos um caso conhecido em que um fundo de investimento ofereceu 40 milhões de euros pelo campismo e o dono recusou, enquanto mais para o interior, uma nobre francesa habitando o castelo da família, do século XVI, numa propriedade de 250 hectares, se queixou à jornalista parisiense de estar a ser assediada pelos fundos de investimento, com "ofertas indecentes da ordem dos 3 dígitos, em milhões de euros, bem entendido".
Considerando que a França são 65 milhões de habitantes, e Portugal 10 milhões, fui à procura das estatísticas portuguesas sobre parques de campismo. Uma desilusão. Os dados mais recentes são de 2021, e valem o que valem. Havia nesse ano 235 parques de campismo, contra 247 em 2014, e 250 em 2016. Estranho. O campismo luso é bem capaz de ser como a agricultura no Alentejo. Também não dava nada, até que apareceram os holandeses e os espanhóis a demonstrar o contrário.
Voltando ao campismo, o toal dos parques existentes é mais um dado algo inesperado. Em França, como já vimos acima, 8.239 parques de campismo. Em Portugal, com mais sol mas menos 55 milhões de habitantes em relação à França, há apenas 235.
De acordo com a reportagem do Le Monde, a cobiça dos fundos de investimento justifica-se pelo crescimento do negócio do campismo e caravanismo, que em 2020 ultrapassou em França a taxa de crescimento do turismo de habitação, facultando lucros da ordem dos 20%, apesar de estarem abertos apenas durante metade do ano (Abril a Setembro), devido ao clima.
São dados a ter em conta, para a reinstalação urgente de um parque de campismo com classe em Tomar. Essa história de andar há anos a dizer que é na Machuca, no Açude de Pedra, ou em Cardais, faz pensar no Aeroporto de Lisboa, há 50 anos à procura de sítio para mudar.
Situação curiosa: Paris tem um parque de campismo na margem do Sena, no caríssimo XVI bairro, onde habita "la crème de la crème". (Equivalente da Lapa, em Lisboa, da Foz, no Porto, ou da Alameda, em Tomar). Tomar fechou o campismo que tinha na margem do Nabão, alegando que eram turistas de baixo poder de compra. Eu não digo, que estamos na periferia da periferia da Europa?!


 



Panorama de Hong Kong

O mais antigo casino de Macau, do tempo da administração portuguesa, que findou em 1999. No átrio de cada andar de acesso às salas de jogo, tem uma magnífica exposição de esculturas de jade, da colecção do falecido dono Stanley Ho, que tinha passaporte português.

Economia

Turismo, promoção e retorno

Tem provocado acesa discussão o custo elevado do altar-palco e outras obras para a JMJ, prevista para Agosto, em Lisboa e Loures. Trata-se obviamente de um falso escândalo, fomentado pelo PS contra o social-democrata  Moedas, para tentar desviar a atenção mediática dos sucessivos problemas governamentais. O presidente da Câmara de Lisboa anunciou logo que era uma excelente promoção turística, com retorno praticamente garantido, solicitando apesar disso uma revisão geral de preços.  Entretanto o vento  amainou, com os socialistas a ficarem mal na fotografia. Afinal esteve gente PS envolvida na candidatura de Lisboa à JMJ, que agora obriga às tais despesas consideradas faraónicas...
Aproveitando a boleia, Rui Moreira, o autarca do Porto,  também criticou as despesas ocasionadas pela JMJ, alargando às festas e outros eventos "com o país a cair aos bocados nalguns bairros sociais". Muita parra e pouca uva, como é usual na política à portuguesa. O que está afinal em causa é saber se compensa ou não promover o turismo, e aí não há dúvidas: vale sempre a pena desde que antes se proceda a um rigoroso cálculo custos-benefícios, o que  no caso da  JMJ está facilitado. Basta indagar junto das entidades responsáveis pelas  anteriores edições do mesmo evento. 
O problema é que ninguém ousa, com medo de surpresas menos agradáveis. Em Madrid, por exemplo, também foram gastos milhões de euros, porém sem recurso ao orçamento público. o que indica que a alegada promoção deve compensar. Não consta que as entidades privadas que financiaram o evento sejam todas beneméritas...
Neste contexto, a CNN - Brasil noticiou hoje que Hong Kong, ex-colónia inglesa agora território autónomo chinês, decidiu oferecer 500 mil passagens áreas gratuitas, para relançar o turismo. Os bilhetes serão oferecidos aos cidadãos de determinados países com maior poder de compra e com a imposição de compra de um mínimo de noites de hotel e outros serviços. Seguem assim o exemplo dos casinos de Macau, que desde sempre oferecem a passagem marítima gratuita de e para Hong Kong, a todos os jogadores. Macau é a capital do jogo, com vários casinos, alguns superiores a Las Vegas, e o jogo é proíbido na antiga colónia britânica.
Em conclusão, parece fora de dúvidas que a promoção turística compensa largamente, desde que adequada e a preço realista. É evidente, por exemplo, que a recente representação tomarense na feira de turismo de Madrid -FITUR- com stand próprio e tudo, foi mais uma asneira, com contornos de megalomania, porque Tomar não tem nada para vender que interesse ao turismo internacional estruturado, para além do Convento de Cristo, que na alta estação dificilmente comportará mais visitantes. Agravando a situação, nem sequer dispõe de condições mínimas de acolhimento, pelo que cada visitante dificilmente volta ou fará boa publicidade. Nestas condições, gastar dinheiro para quê? Para o pessoal do turismo municipal ir passear até à capital espanhola, com tudo pago e ajudas de custo? Aguardemos o respectivo relatório -que não tardará- para termos uma ideia mais substantiva.

sábado, 4 de fevereiro de 2023

No primeiro plano o Bairro Calé e logo atrás o quartel da GNR.

Política local

Vamos começar a resolver o problema?

A recente crónica sobre os desmandos de alguns ciganos, uns residentes e outros não, mostrou haver amplo descontentamento popular contra aquela comunidade, o que naturalmente se lastima, lembrando contudo que, conforme o provérbio, "quem semeia ventos colhe tempestades", pelo que os prevaricadores não devem estranhar reacções fortes da população em geral.
O problema dos ciganos em Tomar é complexo, tal como a própria comunidade. Eram 14 em 1976, são agora 258, numa população que praticamente não aumentou. 32.438 eleitores em 1976, 33.705 em 2022. Durante o mesmo período de tempo, Ourém progrediu de 27.035 para 40.778 eleitores, e Leiria de 58.992 para 113.214. Os tomarenses estão mesmo a caminho da extinção. Muito devagarinho, mas lá vamos cantando e rindo...
Desmantelado o acampamento do Flecheiro, que a maioria socialista considera a sua grande obra, as inconveniências ocasionais que por ali havia foram transferidas para várias zonas da cidade, com destaque para o Bairro 1º de Maio, Srª dos Anjos e Bairro Calé. Agravando a situação, por causas que falta apurar com segurança, embora haja suspeitas, criou-se no seio da comunidade cigana um sentimento de impunidade, confortado por funcionários da autarquia e por alguns eleitos.
Na impossibilidade prática de acudir a todas as queixas nos diversos bairros, optou-se pelo Bairro Calé, por parecer o de mais fácil resolução. É questão, como se sabe. de sucessivos desacatos nocturnos, com um volume de som excessivo, mesmo ao lado da GNR, que todavia não pode intervir, por para tal não ter competência legal.
Assim sendo, para começar a resolver o problema, o melhor será uma petição dos moradores prejudicados, um abaixo assinado dirigido à Câmara, nos termos seguintes:

Senhora presidente da Câmara Municipal de Tomar

Os subscritores abaixo identificados, todos moradores nas redondezas do chamado Bairro Calé, cansados de tanta música nocturna "em altos berros", entre outros desacatos, vêm requerer o seguinte:
1 - Que a Câmara solicite ao Ministério da Administração Interna a publicação urgente de um diploma legal, atribuindo à GNR funções de protecção, policiamento e manutenção da ordem pública, com pelo menos  uma patrulha diária, na zona envolvente ao seu quartel de Tomar, entre a Av. Fonseca Simões e a linha de caminho de ferro, incluindo o Bairro Calé.
2 - Que a Câmara publique um comunicado, declarando que em Tomar a Lei é igual para todos, pelo que não pode tolerar comportamentos desviantes, venham de onde vierem, caso colidam com as leis do país a que todos estamos sujeitos.

Tomar,...de.......de 2023

NOME                          Nº CC e cartão de eleitor         Assinatura

Vamos a isso, ou (ainda) não há coragem para tanto?

ADENDA

Tomar a dianteira 3 pode recolher as assinaturas e encaminhar a petição para a Câmara. Basta enviar um mail para anfrarebelo@gmail.com com a frase "Subscrevo a petição", acompanhada de cópia do cartão de cidadão e nº de eleitor.