quarta-feira, 20 de novembro de 2024

 Resposta a comentários

COM O RIO COMO ESTÁ 

OS TOMARENSES NABÃO LONGE

O leitor e habitual comentador Helder Silva criticou a prosa de Guilherme Silva na crónica com o título supra. O autor visado enviou-nos o seguinte comentário resposta, a título pessoal:

"Não tecendo qualquer comentário ao tipo de prosa por mim redigida (creio que

não o devo fazer), mais ou menos elaborada, simplificada ou eficaz (concordarão uns,

discordarão outros), apenas identifico os pontos que me levaram a concluir que o rio

pôde ter um papel preponderante (na sua época) em matéria de defesa:

1- Por constituir uma barreira natural de entrada, um

obstáculo na sua travessia, provocando assim um acesso limitado à cidade;

2- A proximidade com o castelo confere uma posição estratégica como parte de sua

defesa;

3- Proporciona um maior controlo de travessias em pontes e passagens.

Não querendo estar a alargar o conteúdo, penso que os três argumentos acima

descritos demonstram a minha posição.

Deixo à sua consideração a partilha de algum conteúdo relativamente à “crítica” a que

fui sujeito, mas essa é a parte nobre da democracia – saber escutar e promover o debate de

ideias opostas."

Guilherme Silva

2 comentários:

  1. O Guilherme Silva falou em termos genéricos, os rios constituem normalmente uma barreira de acesso mas o Nabão é extremamente estreito e facilmente transponivel.

    O Rio Nabão teve muita utilidade ao longo dos séculos mas na minha modesta opinião a defesa de Tomar não há de ter sido uma desses fins. Se tivesse piranhas ou crocodilos se calhar até podia ser perigoso e deter o inimigo, mas felizmente não tem. Eu não me lembro de ouvir que alguém tenha morrido afogado no Nabão, de certeza que houve, mas eu nunca ouvi falar disso. Já ouvi falar nuns bêbados que caem ao rio na levada mas agora aquilo parece mais seguro. Talvez no açude de pedra alguém tenha tido alguma constão. E felizmente que assim é....

    O Rio há de ter sido muito útil para pesca, para agricultura, para as pessoas tomarem banho, eu cheguei a tomar banho na vala muitas vezes, serviu até á pouco tempo para as mulheres lavarem a roupa, eu lembro-me das mulheres lavarem a roupa na ponte da vala, da água ficar branca com o OMO, lembro-me do esgoto ali ao pé da ponte para o Mouchão, era onde os miúdos da altura do professor Rebelo se divertiam e aprendiam a nadar, lembro-me das fábricas onde a água servia para gerar energia mecânica e eléctrica para a produção, TUDO ISSO ACABOU!!! O rio é tão estreito que nem é navegável. Eu até deitei as cinzas do meu falecido pai ao Nabão por vontade dele e eu não podia recusar, e já outras pessoas a fazerem o mesmo.

    Os políticos vêm para a comunicação social e redes sociais dizer que o rio é essencial para Tomar, que é uma grande riqueza mas é tudo treta!!! O rio já só serve para efluente de esgotos e para compor a paisagem, não serve para mais nada, todas as utilidades que eu descrevi já não acontecem. O rio Douro é uma grande riqueza, gera muito dinheiro com o turismo e a irrigação da vinha, armazenamento de água e produção de energia. O Zêzere também, o Tejo idem. O Nabão tem muito pouca utilidade. A presidente Anabela Freitas queria produzir hidrogénio com a água do Nabão mas isso é um sonho. Queriam até meter sondas,instrumentação e drones para medir a qualidade da água mas isso é uma estupidez, há melhores sítios onde gastar o dinheiro. Basta olhar para a água para ver se está poluída ou não. Querem nos impor a cidade inteligente mas são burros. A câmara até tem um gabinete da cidade inteligente no organograma.

    Volto a repetir: o rio Nabão já não é uma riqueza, um património com um valor incalculável para Tomar. Só serve para efluente dos esgotos, encher as piscinas dos hotéis, e meia dúzia de pessoas fazerem uma agricultura de subsistência.

    ResponderEliminar
  2. Esqueci-me da captação da mendacha como mais uma utilidade do rio, que penso que não esteja mais activa mas não tenho a certeza. Uma utilidade recente porque o tratamento e a água canalizada são recentes. Antigamente as pessoas íam aos fontenários abastecer-se. E a areia, o chamado adobo para fazer as casas.

    Resumindo o rio há de ter tido imensas utilidades ao longo dos séculos, duvido muito que a defesa de Tomar tenha sido uma delas pelos factos que enumerei, o rio é demasiado estreito.

    Quanto á escrita do Guilherme eu posso lhe falar como Tomarense de habilitações e inteligência médio baixo que infelizmente sou, eu tenho dificuldade em perceber, tenho de ler duas vezes. Escreva simples e vá directo ao assunto, sem palha, e a mensagem vai passar muito melhor.

    Eu gosto de um político que fale como o povo, eu gostava que os políticos não mentissem ao povo: o rio Nabão já pouca importância tem para Tomar, é simplesmente um ornamento da paisagem e esgoto para as águas da etar, nada mais!!!

    Por falar em rio e políticos eu gostava muito do Américo Costa até ele ir para a assembleia municipal. Gostei de ele ter ido a uma reunião de câmara dizer "merda" e toda a celeuma que isso criou, lembro-me de ver o assunto ser discutido nas redes sociais e pensei assim: este gajo é um génio. Foi uma desilusão!!! Os políticos são como os melões. Felicidades Guilherme.

    ResponderEliminar