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quinta-feira, 6 de março de 2025

Cem milhões de euros anuais para sustentar o órgão e os respeitáveis deputados da nação.

Eleições

Parolos deslumbrados 
armados em ricos com os euros de Bruxelas

Somos assim, e não parece haver grande coisa a fazer para lograr alterações comportamentais substantivas. Disse há dois milénios aquele romano que nos visitou, haver no oeste do território um povo -os lusitanos- que nem se sabem governar, nem querem que os governem. Infelizmente, não parece ter havido grande evolução em mais de vinte séculos. Ainda somos assim, em grande parte.
Numa situação que intriga a Europa inteira, temos desde há mais de um ano um parlamento com 60% de eleitos de direita, contra logicamente 40% de esquerda, que vai provocar a queda de um governo de direita, ao votar contra uma moção de confiança. Tudo porque as direitas não se entendem, preferindo algumas votar junto com as esquerdas. Baralhado?
São apenas, em grande parte, parolos deslumbrados com os euros de Bruxelas, sem mundo nem arcaboiço para a grande política. Se assim não fora, teriam matutado antes nos inconvenientes da rejeição da moção de confiança que Montenegro resolveu apresentar, por lhe cheirar a folgada vitória eleitoral. Será mesmo assim?
Governantes um bocadinho mais preocupados com as finanças e outros problemas do país, teriam concluído ser melhor aguardar mais alguns meses para provocar a queda do governo, de forma a conseguir-se a junção das eleições legislativas com as previstas autárquicas, lá para Setembro ou Outubro. Demasiado exigente? Isso era pedindo a junção dos três escrutínios, previstos nos próximos 8 meses: legislativas em Maio, autárquicas em Outubro, presidenciais em Janeiro 2026.
Poupava-se muito dinheiro fazendo um três em um, mas isso é coisa para países de gente pobre, e nós somos abastados graças aos abundantes recursos prodigados pela UE. Ou temos essa mania. Além disso, a junção de pelo menos duas consultas eleitorais numa só, teria outro efeito benéfico, pelo menos no concelho de Tomar.
Se os leitores bem se lembram de leituras recentes aqui no blogue, nota-se uma diferença de participação eleitoral da ordem dos 16% entre as municipais de 2021 e as legislativas de 2024. O que representa no concelho de Tomar cerca de cinco mil eleitores que não foram votar em 2021. É muito. Sobretudo na freguesia urbana, em que mais de metade (51%) se abstiveram.
Procurando poupar, conseguia-se também, é suposto, que juntando as duas consultas, a participação eleitoral aumentasse significativamente, pois ninguém está a ver um eleitor votar nas legislativas e abster-se nas autárquicas, ou vice-versa, se em simultâneo. Mas isso era pedir demasiado a eleitos mais preocupados com parlapié, putas e vinho verde, como disse o holandês da Comissão Europeia, aqui há tempos.
Nós portugueses somos assim. Salvo raras excepções, nem esquecemos nem aprendemos nada. E o Mundo não espera por nós...




quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Porque concordo com quase tudo...

Porque sou visceralmente tomarense, nunca fui de rancores, quando está em jogo o futuro da minha amada terra. Embora nem sempre tenha concordado com as opções do PS local, quando liderado por Luís Ferreira, e muito menos com o a todos os títulos lamentável folhetim, que já dura pelo menos desde Janeiro de 2016, não posso deixar de concordar e até de aplaudir o texto seguinte do mesmo Luís Ferreira, que reproduzo com a devida vénia, do seu blogue vamosporaqui.blogspot.com
É meu entendimento que, a partir de agora, nada poderá voltar a ser como antes. Caso queira evitar vergonhas ainda maiores, Anabela Freitas apenas têm uma saída digna e elegante -demitir-se quanto antes. Porque já nem a eventual conferência de imprensa para explicar tudo a poderá salvar.

anfrarebelo@gmail.com

24.11.16


Demissão de Serrano - FAZER TUDO MAL FEITO


O estado maior socialista de Tomar – de Cristóvão à Anabela, deve estar por estas horas rejubilante de autossatisfação, pela demissão do anterior vice-presidente da Câmara, Serrano. É o roda bota fora perfeito, de quem não vê, porque não sabe, que a política não se escreve no curto prazo e que os fins não justificam, nunca, os meios usados. Serrano percebeu, tarde demais, ser a marioneta perfeita e útil, às mãos de quem nunca quis que a gestão da mudança, prometida e ainda por concretizar, fosse efetivamente implementada em Tomar.

Quem governa a medo e pelo medo, só pode esperar morrer pelo medo. A História não regista os fracos, mas sim os que com coragem apontam e fazem o caminho. E em Tomar, a estratégia seguida, afunda a comunidade nas contradições das incapacidades latentes e cada vez mais evidentes dos seus gestores públicos.
Serrano não era perfeito, mas era à entrada do mandato o único eleito, tirando eu próprio, que sabia da poda. Tinha uma visão diferente, tinha nível e pensava fora da caixa. Tudo características demasiado perigosas, numa macroestrutura avessa a pensar e a gerir com transparência e que, ao longo do tempo, demonstrou ser incapaz de liderar qualquer processo de afirmação de Tomar no contexto regional e/ou nacional. Tomar deixou de contar. Infelizmente.

No momento em que escrevo não sei quem substitui Serrano, nem isso importa. Agora, uma oportunidade se abre, para um de dois quadros do PS há muito preparados para o exercício de funções públicas: a advogada síndica da Câmara, Anabela Estanqueiro ou o atual chefe de gabinete, Dr. Virgílio Saraiva. Só a opção da promoção do atual chefe de gabinete não comporta riscos, para o envolvido ou para a organização. Anabela Estanqueiro é, há muitos anos, a sombra política de Anabela Freitas, nunca tendo sido por si apoiada no seu percurso político, por motivos óbvios. Participar na primeira linha de uma estratégia mal desenhada e com resultados demasiado incertos, seria hipotecar o futuro, porque ele precisa dos que sabem e contam.
Alguém imaginava, há apenas um ano atrás, que a gestão da autarquia de Tomar pudesse estar envolvida em tamanha confusão?

Pois. Alea iacta est (os dados estão lançados).