sexta-feira, 9 de março de 2018

Contradições insanáveis

Não há muito tempo, Jerónimo de Sousa, em nome do PCP, falou de contradições insanáveis, a propósito da actuação do PS. Julgo que a maioria dos cidadãos não terá entendido. Contradições insanáveis são aquelas que só podem ser ultrapassadas mediante o desaparecimento das suas causas. Conquanto se trate de uma algo contestada noção marxista, a experiência tem vindo a demonstrar que as obras humanas, tanto físicas como imateriais, se desmoronam quando erguidas sobre contradições insanáveis, irresolúveis de outro modo.
Todo este arrazoado teórico tem como objectivo alertar para os perigos latentes que resultam das actuais contradições insanáveis existentes e persistentes em Tomar. Por um lado, a autarquia vai procurando aplicar, em pequenas doses e sem o dizer, o velho postulado socialista e comunista de cada um segundo as suas possibilidades, a cada um  segundo as suas necessidades. É assim que, em nome dos munícipes que pagam os seus impostos directos e indirectos, vai distribuindo benesses sob três formas: subsídios a mais de uma centena e meia de colectividades por um lado; festas, exposições, colóquios, transportes e outros, tudo à borla para os beneficiários, por outro lado; facilidades no emprego, por outro lado ainda.
Trata-se em suma e à primeira vista de procurar instituir muito lentamente em Tomar, eventualmente sem disso se dar conta, porque o objectivo assumido é outro, o chamado 5º Império, ou Império do Espírito Santo, no seio do qual todos viverão na abundância, na saúde e na alegria. Infelizmente tal é impossível, com se sabe. Mas os votos entretanto assim comprados dão sempre muito jeito.
No caso tomarense, a acção mais recente nesse sentido é a mostra concelhia de teatro. Cinco dias, cinco espectáculos, tudo à borla, na boa tradição nabantina. Afinal, Festa dos tabuleiros, Festa templária, Estátuas vivas e até mesmo algumas sessões da Câmara e da Assembleia municipal, são excelentes divertimentos, tudo com entrada livre.
Tanto na mostra de teatro como nos restantes eventos artísticos, as entradas pagas teriam no mínimo quatro virtudes: A - Saber realmente quantos espectadores houve; B - Fornecer aos organizadores uma ideia clara das suas reais possibilidades em termos de captação de público; C - Reduzir os subsídios camarários; D - Controlar quem entra, em termos de segurança. A actual maioria não vê as coisas assim, e está no seu direito. Certamente considera que, tratando-se de eventos subsidiados, não deve haver bilhetes.

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Chega-se assim a uma primeira contradição insanável. Sendo uma posição perfeitamente sustentável, essa das borlas, a sua justificação não pode ser a apresentada. Pela simples razão que, em certos casos, como por exemplo o Festival Bons Sons, a autarquia atribui um generoso subsídio, mas a organização cobra entradas a preços de mercado, e faz  muito bem. Isto para já não falar nos bilhetes paras as competições desportivas, ou no recente repasto da Casa do concelho de Tomar, no refeitório do Convento de Cristo, cujo aluguer de 4 mil euros foi ou vai ser pago pela autarquia, apesar de cada um dos 230 convivas (excepto os borlistas) ter desembolsado 35 euros. Alguém arrecadou o pecúlio.
Há porém outra contradição mais grave, que é a seguinte: O supracitado princípio socialista e o 5º Império pressupõem um sociedade livre e fraterna, sem inimigos nem ódios. Sucede que tal não é de todo o caso em Tomar. Nem coisa que se pareça. Nas margens nabantinas imperam, mesmo que de forma dissimulada, a inveja, o ódio, o desprezo, o preconceito, o racismo e até o extremismo doentio. Em Tomar, poucos são os que aceitam dialogar de forma civilizada, ou sequer  considerar como simples adversário, mas igual, quem pensa de maneira diferente.
Na óptica tomarense, quem critica está sempre com má intenção, não tem razão, está errado e é um inimigo a banir ou a abater. Quem não é por mim é contra mim. O ideal, para evitar mais chatices, era mesmo castigá-lo, obrigando-o a sair da cidade. Ou, melhor ainda, arrancar-lhe os olhos com um garfo e a língua com uma tenaz. Infelizmente há essas leis modernas, feitas para proteger a malandragem.  Ou seja, só o código penal, o medo dos tribunais e a censura social impedem que os tomarenses se destruam uns aos outros. Uma sociedade assim pode ir longe? A resposta é óbvia.
Tem dúvidas de que assim seja? Pois aqui vão dois exemplos concretos. Um é extremamente conciso. Trata-se de um comentário aos recentes espectáculos de teatro, publicado no nosso colega Tomar na rede:

 Anónimo8 de março de 2018 às 19:11
"Fora do Fatias tudo o resto é paisagem, apesar do seu cultissimo e amalucado lider."

Vê-se que quem escreveu semelhante nódoa odeia o Carlos Carvalheiro. A tal ponto que esse ódio cega. Não permite entender que sem o "cultíssimo e amalucado líder", não haveria Fatias de Cá. Ou pelo menos não seria a mesma coisa.

O outro exemplo é pessoal: No verão passado, conversava eu de forma amena com um conhecido de há mais de 50 anos,  de cultura média-baixa, quando a certa altura divergimos sobre a forma de organizar a Festa dos tabuleiros. Mantive o tom cordato, mas ao procurar  fundamentar o meu ponto de vista, a sua reacção surpreendeu-me. Zangou-se e exclamou: -Nem parece que você é tomarense! Virou-me as costas e foi-se embora, sem sequer saudar. Há que convir, parece-me, que entre conterrâneos conhecidos há muito, mesmo existindo algum desnível cultural, a relação poderia ser nitidamente mais fraterna. Mas há a tal contradição insanável. Esta política autárquica não é para estes eleitores, ou vice-versa.
É também por isso, por causa dessa encapotada compra de votos, sob a forma de borlas e com dinheiro dos próprios votantes, que na corrida rumo ao progresso, a velha carripana nabantina se atrasa cada vez  mais.
E os tomarenses vão continuando  a ir diariamente trabalhar alhures, ou a fazer as malas. Excepto os satisfeitos membros do "clube dos sentados dos Paços do Concelho". Mas tudo tem um fim.
E por causa das contradições insanáveis, até os regimes dos países do Leste ruíram.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Poluição do Nabão

Ele há coisas!!!


Ora aí está! Após semanas e semanas, meses e meses, anos e anos de poluição, de repente, qual milagre, faz-se luz. As análises encomendadas pela Câmara revelam 12 focos suspeitos de poluição. Doze focos em pouco mais de oito quilómetros, é obra. Foco e meio por quilómetro de rio. E o zé povo pergunta, intrigado -Porque raio só agora a câmara encomendou análises? E havendo uma dúzia de focos, porque diabo não publicam os respectivos nomes e localização?
Acrescenta a notícia da Rádio Hertz, com dados fornecidos pela autarquia, que a senhora presidente Anabela Freitas e o senhor deputado Hugo Costa reuniram com o senhor ministro do Ambiente e o represente da Agência Portuguesa do Ambiente. Trata-se obviamente de mais um lapso protocolar. Presidentes de Câmara e deputados não reúnem com um ministro. São recebidos por ele, o que não é bem a mesma coisa.
O Mirante, que anda há muito nestas coisas, revela o essencial em duas frases:

Antes de mais, invertendo a ordem das frases, Anabela Freitas foi recebida pelo ministro, mesmo que tenha dito à Hertz que reuniu com ele. Segue-se que, havendo reunião tripartida APA - Tomar - Ourém, visando "delinear estratégia para travar poluição no Nabão", tal revela que o problema tem origem em Ourém e que nem sequer se trata de o solucionar, mas só de o travar, o que é elucidativo. Porque travar significa sobretudo limitar, reduzir, afrouxar. Muito raramente parar.
(Actualização efectuada às 19H46, hora de Lisboa)

Acrescenta a citada notícia da Rádio Hertz que está prevista nova reunião da senhora presidente e (supõe-se) do senhor deputado, com o representante da APA e o Presidente da Câmara de Ourém, para a próxima segunda feira, uma informação que esclarece tudo. Assim sendo, os tais doze focos de poluição só não são identificados publicamente, para evitar eventuais erros. Como no recente caso do Tejo...
Pode dar-se o caso de os peixes do Nabão terem resolvido aliviar-se nalguns locais precisos do curso do rio, o que obviamente polui, mas os proprietários confinantes não têm naturalmente culpa nenhuma que a fauna piscícola seja mal educada.
Já a reunião com o senhor presidente da câmara de Ourém, não carece de qualquer esclarecimento completar. Certamente o Nabão, que é um rio velho e com muita experiência, inverte pela calada da noite o seu curso normal, começando a correr para cima, indo poluir o concelho de Ourém com os efluentes de Tomar.  Depois, alta madrugada, volta a normalidade e volta a porcaria a Tomar.
O progresso tem destas coisas. Até os rios já começam a ter vontade própria, e a tomar decisões políticas, vejam bem!
Se não é assim, qual o papel do presidente de Ourém nesta farsa?

Apoiado com aclamação!

A Câmara de Tomar deliberou "mostrar desagrado" junto da direcção do Convento de Cristo e da Direcção geral do Património Cultural, a entidade de tutela, porque o conjunto monumental Castelo dos Templários - Convento de Cristo esteve fechado no Dia de Tomar, justamente quando se comemora o início da edificação do castelo, notícia a Rádio Hertz.
Sem cuidar de saber quem apresentou a proposta ou quem a votou favoravelmente, Tomar a dianteira 3 apoia com aclamação, coisa rara, como os leitores bem sabem. E aproveita para alertar os senhores autarcas para o facto de o citado encerramento ser apenas um detalhe da parte visível do iceberg. Caso estejam mesmo interessados em melhorar a actual situação dos dois monumentos, protestando em nome dos tomarenses junto da entidade gestora, aqui vai uma listagem das mazelas a corrigir:

1 - Quando o castelo está iluminado, a respectiva Torre de menagem (à direita na foto) continua na escuridão há mais de dois anos:

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2 - A prisão da Inquisição, por baixo da Torre de Dª Catarina, (no meio da foto acima), que sempre esteve aberta ao público, beneficiou de obras de conservação, mas terminadas as mesmas nunca mais reabriu;

3 - A entrada do Convento pela capela de S. Jorge é indigna num país europeu, provocando longas filas para comprar o bilhete de entrada, além de não permitir o acesso a obesos, pessoas com necessidade de canadianas, carrinhos de bébé ou cadeiras de rodas:





4 - A Sala dos cavaleiros e a antiga Enfermaria conventual, onde mais tarde funcionou o hospital militar, estão fechadas desde que o hospital foi desactivado, há mais de 15 anos:

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 Varanda coberta da antiga enfermaria conventual, fechada ao público

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Aspecto da Sala dos Cavaleiros do Convento de Cristo, que não está aberta ao público

5 - A cisterna do claustro da Micha, irmã da marroquina de El Jadida, ex - Mazagão, não está acessível aos visitantes:

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6 - O Tribunal da Inquisição (as Salas das Cortes) não faz parte do usual circuito de visita, por falta de adequada sinalização:

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Uma das três salas  onde funcionou o tribunal da Inquisição no Convento de Cristo

7 - Dada a complexidade do monumento, é inaceitável que apenas haja visitas guiadas quando solicitadas com antecedência:

8 - O horário do monumento, que é praticamente o da função pública, não se coaduna com as necessidades do turismo moderno.

9 - Não há qualquer controle de segurança à entrada do monumento. Desde que se pague, entra-se. Com ou sem mochilas. Com ou sem más intenções.

10 - Além de 1 de Março, o Convento também está encerrado a 1 de Janeiro, domingo de Páscoa, 1 de Maio, 24 e 25 de Dezembro, justamente quando mais cidadãos estão livres para o visitar.

11 - É absurda a actual situação administrativa do Convento de Cristo. A Câmara, que representa sempre todos os tomarenses, seja qual for a sua cor política, assegura como lhe compete os acessos, a limpeza, o estacionamento e a iluminação exterior. Mas nada tem a ver com a gestão, que depende da DGPC, instalada no Palácio da Ajuda, a 130 quilómetros de Tomar, quando a sede do poder local fica a cem metros em linha recta. Lisboa cobra as entradas (mais ou menos milhão e meio de euros por ano). Tomar assume as despesas, excepto com o pessoal.

12 - No mandato de António Paiva, a câmara investiu centenas de milhares de euros na recuperação do caminho pedonal para o Convento, pelo interior da Mata dos sete montes:

o projecto obedece a uma filosofia que aposta nos acessos pedonais como “facilitadores” da ligação da cidade ao Convento de Cristo e vice-versa. Como tal, prevêem a requalificação do percurso pela Mata Nacional dos Sete Montes, que foi alvo de uma candidatura já aprovada, (O Mirante, 13/07/2009)

Ao contrário do que acontecia antes do 25 de Abril, a direcção do monumento nunca assegura a abertura da porta de ligação, na Torre da Condessa. Foi portanto um investimento até agora praticamente para nada.

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Torre da Condessa, vendo-se no ângulo superior esquerdo a porta de ligação ao Convento, infelizmente sempre fechada.

Como se vê, razões para se indignar, manifestar desagrado, pedir, expor, requerer, solicitar, reclamar ou protestar,  não faltam. O que tem faltado é vontade aos senhores autarcas. Será finalmente neste mandato que as coisas começam mesmo a mudar? Ou a manifestação de desagrado pelo encerramento de 1 de Março é apenas fogo de vista?

quarta-feira, 7 de março de 2018

Os 15 locais mais visitados de Espanha

Copiada do diário espanhol EL PAIS online, aqui vai a lista dos 15 locais mais visitados de Espanha, todos com mais de um milhão de entradas. Comparativamente, enquanto a Sagrada Família de Barcelona vendeu 3,7 milhões de entradas em 2017, o Museu Reina Sofia de Madrid 3,2 milhões, e o Alhambra de Granada 2,5 milhões, por para mais não ter capacidade, em Portugal o Mosteiro dos Jerónimos foi o mais visitado, com um milhão de bilhetes vendidos, seguido pela Torre de Belém com 576 mil bilhetes vendidos. O Convento de Cristo vendeu cerca de 300 mil bilhetes.
Outra diferença significativa reside no facto de em Espanha 8 dos 15 locais mais visitados serem realizações  modernas (Sagrada Família, Museu Reina Sofia, Museu do Prado, Cidade das Artes de Valência, Casa Milá em Barcelona, Teatro museu Dali em Girona, Museu Guggenheim em Bilbau, Museu Picasso em Barcelona), enquanto que em Portugal todos os locais mais visitados são anteriores ao século XVIII. Dos oito locais modernos mais visitados em Espanha, cinco são museus. Em Portugal o museu Soares dos Reis, no Porto e Grão Vasco, em Viseu, venderam em 2017 menos entradas que no ano anterior, apesar do grande incremento turístico registado.

La primera piedra de la basílica se colocó en 1882, pero Antoni Gaudí no asumió su construcción hasta un año después. Respetando los trazos principales de un templo gótico, mejoró su arquitectura hasta crear el monumento (con registro de entrada) más visitado de España en 2015. Todavía inacabado, el simbolismo cristiano está presente en cada piedra: su verticalidad evoca la altura del cielo; cada una de las 18 torres está dedicada a un evangelio, a los apóstoles o a la Virgen María, y en el centro, Jesús. Las columnas herbáceas simulan un bosque donde Gaudí quería invitar a los feligreses a orar. No vio terminada su obra: murió en 1926 tras ser atropellado por un tranvía. Su cuerpo fue enterrado en el interior del templo.
1 - Sagrada Família - Barcelona - 3,7 milhões de visitantes

El edificio que hoy alberga el museo Reina Sofía fue construido en el siglo XVIII a petición del rey Carlos III. Sin embargo, sufrió numerosos cambios acordes con su función sanitaria. El edificio es obra de los arquitectos José de Hermosilla y Francisco Sabatini, aunque se otorga a este último gran parte de la misma. Tras sobrevivir a una incumplida demolición, en 1986 se inauguró el Centro de Arte Reina Sofía con algunas modificaciones importantes, como las tres torres de vidrio y acero que albergan los ascensores. Hoy dispone de 84.000 metros cuadrados, incluida la ampliación proyectada por el arquitecto Jean Nouvel (inaugurada en 2005), en los que se exhiben las más de 20.000 obras que forman su colección.
Museu Reina Sofia - Madrid - 3,2 milhões

El centro artístico fue el segundo museo más visitado el año pasado. Con exposiciones como 'Los diez Picassos del Kunstmuseum Basel', atrajo a 2,6 millones de personas. Pero los visitantes no solo admiran sus muestras, también su arquitectura. La actual sede de El Prado se construyó a finales del XVIII de la mano del arquitecto Juan de Villanueva y fue un encargo del rey Carlos III como gabinete de Ciencias Naturales. Fue Fernando VII quien lo destinó, en 1819, a su actual función, estimulado por su esposa María Isabel de Braganza debido al interés que este tenía por las artes. Buena parte de su patrimonio se fue en coleccionar obras que hoy se muestran en la institución.
3 - Museu do Prado - Madrid - 2,6 milhões

Una muralla de 1.400 metros, doble en algunos tramos, alberga el mayor tesoro cultural de Granada: La Alhambra (al fondo de la imagen). Aunque hay varias versiones, Ibn-al-Jatib, escritor del siglo XIV, aseguró que su nombre, castillo rojo, se debía a que fue construida de noche bajo la luz de las antorchas. Fueron los nazaríes (1238-1492) quienes dieron forma al complejo actual sobre la colina Sabika, donde muere Sierra Nevada. La forman cuatro recintos: Alcazaba, Medina, los Palacios y el Generalife. A punto estuvo de ser totalmente destruida cuando, a principios del XIX, el mariscal francés Jean de Dieu Soult la mandó destruir. Fue el cabo de Inválidos José García el que, tras varias explosiones, paró la mecha con su propio cuerpo.
4 - Alhambra - Granada - 2,5 milhões, limite anual imposto pela entidade gestora do monumento

El arquitecto Santiago Calatrava diseñó este complejo hace 21 años sobre el antiguo lecho del río Turia, en Valencia, que había sido desviado con anterioridad debido a una riada. Cinco espacios componen el monumento valenciano más visitado y polémico (por sobrecostes y problemas de mantenimiento): el museo de las Ciencias Príncipe Felipe, el Oceanográfic, el Palau de les Arts, Umbracle, Ágora y el Hemisféric. La composición de este último, con forma ocular, es una de las imágenes más representativas de la construcción. Alberga la mayor sala de proyección de España, con una pantalla cóncava de 900 metros cuadrados.
5 - Cidade das Artes e Ciências - Valência - 1,9 milhões

Mezquita y Catedral, el monumento más importante de Córdoba lo es también, junto con la Alhambra, para todo el islam occidental. El templo, de planta rectangular, fue compartido por cristianos y musulmanes hasta que Abderraman I lo adquirió por completo en el siglo VIII para la construcción de la mezquita. Parte de su peculiaridad reside en el laberinto de arcos cromáticos que compone su interior y el fabuloso mihrab, el nicho abierto que simboliza el lugar en el que predicaba Mahoma. Tras la reconquista cristiana, se construyó la catedral dentro del propio templo.
6 - Mesquita de Córdoba - 1,6 milhões

El templo está formado por cinco naves de 23.400 metros cuadrados que la convierten en la tercera catedral más grande del mundo, y la primera de arte gótica. Su construcción se demoró desde 1433 hasta 1506, aunque siguió modificándose posteriormente. El resultado es una superposición de motivos cristianos sobre islámicos que le dan un carácter genuino. El campanario de más de 100 metros de altura, denominado la Giralda por la veleta que hay en su cúspide (en la foto), junto al patio de los Naranjos en el que se conserva el cerramiento original del siglo XII, son dos de sus atractivos más sobresalientes.
7 - Catedral de Sevilha - 1,5 milhões

Abd Al Rhaman III mandó construir este palacio fortaleza a principios del siglo X que poco revela el carácter militar con el que se concibió. El patio de las Doncellas y el patio de las Muñecas, con zócalos azulejados y yeso exquisitamente adornado, son auténticas joyas mudéjares a las que se suman 70.000 metros cuadrados de ornamentados jardines. El complejo que forma junto a la Catedral y el Archivo fue declarado patromonio mundial en 1987.
8 - Real Alcazar de Sevilha - 1,5 milhões

El Alcázar de Madrid se convirtió en residencia oficial de los reyes de España en el siglo XVI. En la Nochebuena de 1734 un gran incendio devoró sus estancias y todas las grandes piezas de arte que en ellas se guardaban, incluidas varias obras de Diego Velázquez, al que se le había encargado su decoración. Felipe V decidió entonces reconstruir el Palacio Real pero fue Francisco Sabatini, arquitecto de Carlos III, quien decidió realmente la dirección del proyecto. El palacio continúa siendo la residencia oficial del rey, aunque actualmente solo se utiliza para las audiencias reales.
9 - Palácio Real - Madrid - 1,3 milhões


La última obra civil del arquitecto Antoni Gaudí fue la casa Milá (1906-1912), más conocida como 'La Pedrera' por su aspecto exterior de cantera. Se trata de un encargo del industrial Pere Milà i Camps y su mujer, Roser Segimon i Artells, para construir su residencia familiar y además disponer de apartamentos para alquiler. Criticado en la época por su rocambolesco aspecto, a punto estuvo de ser derribado por no cumplir con la normativa municipal. Declarado Bien Cultural del patrimonio mundial de la Unesco, actualmente acoge la sede de la fundación Catalunya-La Pedrera y todavía cuenta con algunos afortunados vecinos.
10 - Casa Milá - Barcelona - 1,1 milhões

“¿Dónde, si no en mi ciudad, ha de perdurar lo más extravagante y sólido de mi obra, dónde si no?”, declaró Salvador Dalí sobre su museo, inaugurado en 1974. El artista escogió las ruinas del antiguo teatro municipal de Figueres, que había sido destruido por un incendio, para edificar la que sería su última construcción. Supervisó personalmente las obras y encargó la cúpula de vidrio que hoy se ha convertido en un símbolo del museo al arquitecto Emilio Pérez Piñeiro. El edificio fue ampliado posteriormente para albergar nuevas colecciones, ya sin la mano de Dalí. La última fue la sala de las Joyas, donde se exponen 37 piezas de oro y piedras preciosas de la colección de Owen Cheatham y los bocetos originales de los diseños del artista, entre otras piezas.
11 - Museu Dali - Girona - 1,1 milhões

Bilbao ya no se entiende sin este imponente edificio de 24.000 metros cuadrados diseñada por Frank Gehry. Su construcción comenzó a fraguarse en 1991 con la intención de dinamizar la ciudad y hubo que esperar hasta 1997 para verlo inaugurado con la exposición 'Los Museos Guggenheim y el arte de este siglo'. Su orgánico exterior está compuesto por 33.000 planchas de titanio cuya tonalidad se adapta a la luz del día. Fue necesario aplicar un software empleado en la industria aeroespacial para conseguir modular las curvas que Gehry diseñó.
12 - Museu Guggenheim - Bilbau - 1,1 milhões

Fue el propio artista malagueño el que promovió la construcción de un museo monográfico en Barcelona, ciudad a la que estaba muy unido. Su amigo Jaume Sabartés ejerció de intermediario para lograr instalarlo en el palacio Berenguer de Aguilar. Tras unas costosas obras que contaron con la supervisión del propio Picasso desde Francia, en 1963 se inauguró el centro que hoy ocupa cinco grandes mansiones y palacios de los siglos XIII y XIV. En su interior se puede disfrutar de las 4.250 obras que incluyen su colección permanente.
13 - Museu Picasso - Barcelona - 1,1 milhões

El interior de la basílica de Nuestra Señora del Pilar, en Zaragoza, está abierta al público y se puede visitar de forma gratuita (aunque no cuenta con registro de entrada, se estima que unos cinco millones de personas lo hicieron en 2015). Su nombre se debe, según la tradición, a la columna que la Virgen María le entregó a Santiago el Mayor en una aparición para que este no cesara en su empeño evangelizador. Sobre el pilar, de 1,70 metros de altura, que se supone es el mismo que se conserva en el templo, se construyó una iglesia románica que después fue gótico mudéjar y, a partir del siglo XVII, con el auge de la adoración mariana, se amplió hasta convertirse en lugar de peregrinaje. El papa Juan Pablo II besó este pilar, hoy recubierto con bronce y plata, en sus dos visitas a la ciudad (1982 y 1984). Lo corona una virgen tallada en madera del siglo XV, y de menos de 40 centímetros, que luce un manto diferente casi a diario. Solo se deja desnuda los días 2, 12 y 20 de cada mes para conmemorar diferentes fiestas marianas.
14 - Catedral de Saragoça - 5 milhões (Estimativa, por não haver venda de bilhetes)

El templo primigenio que dio origen a la Catedral de Santiago data del siglo XI, pero fueron las manos del Maestro Mateo las que, un siglo más tarde, moldearon la pieza arquitectónica que hoy disfrutan los más de 260.000 peregrinos que llegan cada año ante sus puertas. El templo está abierto todo el año y no se cobra entrada para visitar su interior, por lo que resulta difícil calcular el número exacto de turistas que recibe (se estima que entre los tres millones y tres millones y medio en 2015). Además de su arquitectura, cuenta con otros atractivos, como el botafumeiro; la primera referencia histórica de su existencia se encuentra en el Códice Calixtino, obra del siglo XII que también se conserva en el templo.
15 - Catedral de Santiago de Compostela - 3 milhões (Estimativa, por não haver venda de bilhetes)

Para ajudar a compreender

Turismo a brincar e turismo como deve ser 

Tendo como público alvo sobretudo aqueles leitores que raramente ou nunca viajam para lá da fronteira, ou que, fazendo-o, não têm tempo para observar, não tendo por isso uma ideia precisa de outras realidades na aérea do turismo, relata-se uma ocorrência do verão de 2017, que foi presenciada por alguns tomarenses, entre os quais um eleito do actual executivo.
Tal como faz todos os anos, o autor destas linhas viajou no verão passado, como simples cliente em turismo organizado. Comprou dois circuitos, para matar saudades e mostrar locais maravilhosos a uma amiga. Num deles, visitou La Rioja, Burgos, S. Sebastião, Lourdes, Andorra, Barcelona, Saragoça, Madrid, Ávila e Salamanca.
Correu tudo às mil maravilhas. Apenas um facto curioso a assinalar. A guia acompanhante, que foi impecável, depois de conhecer parte do currículo deste escriba, e na sequência de um telefonema que recebeu, avançou: -"Não está interessado em fazer como guia acompanhante um circuito para a agência X? Eu não tenho disponibilidade e estão com muita dificuldade para conseguir arranjar alguém qualificado. Como deve saber, nesta altura do ano (Estávamos em Agosto) não há profissionais disponíveis."
O amável e inesperado convite, que dá uma ideia da situação no sector do turismo organizado em Portugal, foi naturalmente recusado. Há tempo para tudo, mas esse tempo para guiar grupos por esse mundo fora, já passou há muito. E que saudades!

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Mosteiro e Palácio de S. Lourenço do Escorial

No mês seguinte houve novo circuito em Espanha. Toledo, Torrejon de Ardoz, Madrid, El Escorial, Ávila, Salamanca, integrado num grupo de tomarenses. O guia acompanhante foi António Freitas, tomarense, jornalista e amigo deste escriba. Organização perfeita. Um daqueles casos, cada vez mais raros infelizmente, em que se pode usar com propriedade a expressão "bom e barato". 
No imponente mosteiro de S. Lourenço do Escorial, (513.529 visitantes em 2016, contra 295.808 no Convento de Cristo), uma vez revistados os sacos e passado o pórtico electrónico detector de metais, dado que não havia guias locais disponíveis, o escriba destas linhas resolveu regressar de forma transitória a tempos antigos. Começou a explicar o monumento aos seus conterrâneos e companheiros de viagem, tal como muitas vezes fez no século passado e neste mesmo mosteiro, tanto com grupos portugueses como franceses.
Desta vez porém, apesar da boa intenção, a iniciativa durou pouco. Ao cabo de pouco mais de 15 minutos, um guia reparou que o signatário não ostentava o obrigatório colar de identificação, com as indispensáveis credenciais, e chamou um dos seguranças. Este foi correcto e amável, porém firme. -Mostre-me por favor a sua credencial como guia profissional. -Já fui guia. Agora estou jubilado. Tento apenas ajudar os companheiros do grupo, uma vez que não há guia local disponível. -Então faça favor vá à portaria e peça a credencial, mostrando a sua carteira profissional. Ou então cale-se. Se continuar a explicar sem estar credenciado, sou forçado a expulsá-lo. O grupo deu meia volta e encaminhou-se para a saída, onde uma das guardas-guias lembrou que ainda não tínhamos visitado partes importantes...
Só no nosso maravilhoso país e na nossa abençoada terra é que qualquer cidadão se pode armar em guia turístico. Até adolescentes menores, em período de escolaridade obrigatória, e sem qualquer tutela presencial ou preparação prévia adequada, assegurada por profissionais de turismo qualificados.
É claro que nem o país nem Tomar são obrigados a copiar o que de bom se vai fazendo por essa Europa fora, nomeadamente no campo do turismo. Mas vendo os outros a avançar e Tomar a ficar cada vez mais para trás, no entender do autor destas linhas seria bastante mau nada escrever sobre o assunto. Porque há coisas que, parecendo não ter grande importância, são afinal fundamentais para o sucesso final. Que em Tomar tarda a aparecer. Entretanto o concelho vai definhando, na indiferença geral. Pobre gente. Pobre terra.

Actualização

Suponho que muitos tomarenses, sobretudo autarcas mas não só, gostariam de poder fazer como o segurança de El Escorial. Mandar-me calar e ser prontamente obedecidos. Mas as circunstâncias são outras. Pagar impostos dá direitos inalienáveis. E só lê quem quer. Ainda bem que assim é.

terça-feira, 6 de março de 2018

Dedicado aos senhores doutores do Politécnico de Tomar

Eis um excerto dedicado aos senhores doutores do Politécnico de Tomar. Para meditarem um bocadinho, logo que tenham uma pequena folga nos seus inúmeros e complexos afazeres académicos.

A pátria, chocada, vomita insultos. Meia dúzia de pessoal menor da Academia, devidamente encartada de títulos e graus, inchou de indignação. A universidade, desviada por instantes do negócio dos doutoramentos, habituada a debitar doutores como salsichas, rugiu. Acham, certamente, que Passos não é um Vitorino Magalhães Godinho, ou um Lindley Cintra. É certo. E dos atuais doutores encartados, quantos são?” 
"Sérgio Sousa Pinto, Deputado do PS, a propósito das críticas ao facto de o ISCSP ter contratado Passos Coelho, como Professor Catedrático Convidado."

Citado pelo jornalista João Silvestre, no Expresso curto de 06/03/2018 

A brincar ao turismo - 2

A narrativa e a realidade factual

O anterior texto A brincar ao turismo terá incomodado mais de um leitor. É natural. A verdade nua e crua geralmente desagrada. Ainda para mais, fala-se da nossa juventude -que é o melhor que temos- e dos seus mestres, num microcosmo que não aceita a crítica. Em Tomar, como é sabido por quem queira pensar um bocadinho, apesar das evidências em sentido oposto, qualquer realização é sempre um sucesso estrondoso. O mesmo acontece de resto com os eleitos, que são todos de primeira água e conseguem coisas extraordinárias. É por isso que a cidade está cada vez melhor, com a população aumentando a um ritmo preocupante, como todos notamos. Por este caminho, não tarda muito não vamos caber cá todos.
No caso da acção de Turismo cultural, protagonizada por alunos do ensino secundário, incentivados por alguns dos seus professores, supõe-se que os argumentos a favor sejam essencialmente os seguintes:

1 - Os alunos foram preparados e sempre tutelados por professores, evitando assim qualquer incidente;
2 - Correu tudo muito bem;
3 -  Alunos e turistas gostaram muito.

Usando unicamente declarações dos próprios actores, publicadas nas páginas 5 e 6 da edição de 2 de Março do semanário Cidade de Tomar, passa-se a demonstrar que a realidade foi bem diferente, havendo até um aspecto a exigir inquérito mais aprofundado, por haver indícios de falta de zelo e de uso abusivo de trabalho infantil não remunerado, por parte de um funcionário público graduado, no âmbito das suas obrigações profissionais.
Sobre o primeiro ponto, a indispensável tutela docente, tratando-se de alunos numa actividade para-escolar, a professora Ana Célia Costa é bem clara: -[Os alunos] "foram quase totalmente independentes. Houve no início necessidade de fazer uma escala, mas depois, até na nossa ausência em período de férias, se organizaram entre eles."
O professor Eduardo Mendes, líder do projecto, confirma as declarações da colega: "Depois da formação inicial e feita a escala, os alunos foram perfeitamente auto-suficientes."
Pode-se pois dizer, sem ponta de exagero, que os alunos foram assim uma espécie de tropa ou de grupo de trabalho sem comando presencial. Em termos simples, foram autónomos forçados, à falta de outra solução. O resto fica à imaginação de quem leia.


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 Mesmo assim, sustentam que correu tudo muito bem. À primeira vista é verdade. Porém, lendo com atenção, houve coisas, contadas pelos próprios intervenientes, em tom heróico. A aluna Helena Nunes é muito clara: -Foi uma barafunda, porque era só eu e outra colega, a Sofia, no balcão de atendimento. Estivemos lá desde as dez da manhã até às cinco da tarde e não parámos um segundo. Acho que nesse dia não nos sentámos."
Convenhamos que, em termos de organização, há bem melhor. E acrescentemos que ter alunos adolescentes e não remunerados a trabalhar durante sete horas seguidas, não é uma prática aceitável em nenhum local de um país ocidental. Salvo em Tomar, claro.
Alunos e turistas gostaram muito? É o que falta demonstrar cabalmente. No estado actual do assunto, temos apenas a auto-avaliação dos alunos e as apreciações dos professores implicados. Desconhecemos por completo as opiniões da outra parte, dos turistas atendidos e/ou acompanhados, afinal as mais importantes. Isto porque os organizadores se esqueceram de elaborar questionários a distribuir posteriormente aos visitantes, prática corrente na área do turismo. (Ver por exemplo, na net, TripAdviser, Booking.com, Trivago, Airbnb... tudo tem comentários escritos dos clientes).
Mesmo os alunos, que agora se declaram muito satisfeitos, nem sempre tiveram essa opinião. A já citada aluna Helena Nunes é bem explícita, para quem saiba ler nas linhas e nas entrelinhas: "Há uma experiência que eu e o Diogo vivenciámos, não neste verão, mas no de 2016, em que nos foi solicitado pela Técnica do Convento para fazermos visitas guiadas a grupos de idosos que vinham de Salvaterra de Magos, e foi um bocado complicado porque as visitas eram sempre de manhã e tínhamos que ir para lá cedo. Não havia maneira de os cativarmos porque eram idosos e tinham dificuldades de mobilidade. Nós explicávamos tudo resumidamente e andávamos devagar, mas as visitas acabavam por ser aborrecidas."
Vários pontos merecem destaque nesta elucidativa declaração de uma aluna que participou no projecto. A abrir, como se impõe por se tratar da língua materna, sem a qual pouco é possível, convém assinalar que o fraseado da Helena, ainda que formalmente correcto, não parece ser o mais adequado para guiar turistas. Aceita-se por ser uma aluna, mas será indispensável assinalar-lhe o facto, para que se possa corrigir.
Vem depois a noção de tempo, que é muito característica. Diz a aluna que "as visitas eram sempre de manhã e tínhamos que ir para lá cedo." O Convento abre às nove da manhã...
Finalmente o tutano da questão. Primeiro um facto vergonhoso, que seria um escândalo se não estivéssemos em Tomar. O Convento de Cristo tem 36 funcionários permanentes, entre os quais alguns quadros superiores, que recebem mais de 2 mil euros mensais cada um. Segundo relata a aluna, em 2016 um desses técnicos superiores disse-lhes para fazerem visitas guiadas com grupos de idosos que vinham de manhã. Ou seja, um funcionário fugiu deliberadamente às suas obrigações profissionais, entregando tarefas que lhe estão normalmente confiadas a adolescentes  ingénuos em férias, sem qualquer remuneração. De acordo com as normas da OIT - Organização Internacional do Trabalho, chama-se a isso exploração de trabalho infantil sem remuneração. Um escândalo e dos grandes. Mas como estamos em Tomar, onde tudo é sempre um estrondoso sucesso, e como ninguém se queixou até à data...
A rematar, o outro óbice fundamental. O que a aluna descreve, mais não é afinal que o bem conhecido fosso entre os idosos que já não têm paciência nenhuma para aturar cachopos, e os jovens que, por falta de treino adequado, ainda não sabem lidar com velhos. É óbvio, mas em Tomar ninguém parece notar, pelo que o técnico conventual nem se lembrou de tal coisa. Queria era safar-se... e conseguiu. Foi decerto mais um estrondoso êxito tomarense, que deixa marcas.
Os críticos malévolos, esses malandros, é que andam sempre a procurar complicar tudo. É a vida...