quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Realmente...

Já votou ?

Para romper com o passado, realmente não há melhor do que políticos idosos. Porque a juventude não pode romper com algo que não conheceu nem conhece. Palmas para o MRPP da Moita!:


(Caso não tenha entendido, trata-se obviamente de um texto irónico sobre uma candidatura séria, porém contraditória e por isso mesmo algo piadética.)

Segunda dose

Reportagem de uma repetição

Já votou ?

Era de esperar. Numa terra cada vez mais pequena, porque com menos população, onde apesar disso há dois clubes desportivos, duas filarmónicas, dois jornais e duas rádios, teria de ocorrer outro par. Foi o que aconteceu. No sábado passado houve um "debate" de três horas com os seis candidatos à câmara. Dois dias mais tarde, ontem terça-feira, saiu a 2ª dose do mesmo prato.
A Rádio Hertz organizou o primeiro. Jornal Cidade de Tomar, Rádio Cidade de Tomar e mediotejo.net fizeram este. Ao que foi possível apurar, esta segunda edição já estava prevista desde o verão, mas a Hertz antecipou-se. Dado que o "debate" de sábado passado não entusiasmou ninguém, longe disso, ontem a assistência rareou. O salão da BM não encheu. (Clique nas fotos, para ampliar):



Conforme mostra a segunda imagem, os organizadores desta repetição optaram por uma cenografia diferente da primeira. Dividiram os candidatos em dois trios. O ramalhete da esquerda e o ramalhete da direita. Tanto em relação aos espectadores como no tabuleiro político. Da extrema esquerda para a extrema direita, Luis Santos, Bruno Graça, Anabela Freitas, José Delgado, Nuno Ribeiro e Américo Costa. Ao meio, virados para a assistência, e não de costas como no sábado, os moderadores. Um do mediotejo.net uma da Rádio Cidade de Tomar.
O resultado prático terá sido tudo menos aceitável:


Muitos espectadores só viram um dos ramalhetes de perfil e o outro demasiado longe. Num evento político, em que as expressões faciais contam bastante, não terá sido a melhor opção. Em todo o caso, eis aqui os rostos dos candidatos no início da função:



Indo agora à substância da coisa, assinale-se que o esquema de intervenções foi praticamente o mesmo de sábado passado. Perguntas sequenciais para cada um dos candidatos, que tinha dois minutos para responder. Com um detalhe saboroso: Sucedeu mais de uma vez, durante os 100 minutos em que Tomar a dianteira esteve presente, que a moderadora e o moderador excederam o tempo alocado ao candidato. O que levou José Delgado a pegar nessa "deixa". Perante tanta conversa, lançou: -"Já respondeu à pergunta que fez."
Tratando-se de uma repetição, os candidatos mostraram-se mais soltos, menos rígidos, com destaque para Anabela Freitas (que a dada altura até repreendeu um espectador), José Delgado e, sobretudo, Américo Costa, que assumiu o papel de provocador de serviço. Perante a evidente condescendência dos seus homólogos, dos moderadores e da assistência, lá foi debitando verdades inconvenientes. Esta foi as melhor: -"Gostei muito de ouvir os candidatos, disseram maravilhas, mas não acredito em nenhum deles." Pode considerar-se demasiado cru, mas decerto que muitos espectadores pensam exactamente o mesmo.
Por falar em espectadores, a assistência também não esteve mal. Usualmente temos nestas coisas os profissionais, os curiosos e os culambistas (isso mesmo, os antigos lambe-botas, que agora se reconverteram, decerto por não ser muito agradável lamber sapatilhas). A estes juntou-se desta vez um grupo de aplaudistas, desconhecidos cá no burgo. Tarefa política atribuida por alguma formação, que despachou o seu piquete respectivo.
Entre várias gargalhadas contidas, destaque para o protesto ruidoso, que visivelmente surpreendeu a candidata socialista. Ao reivindicar os 300 empregos criados pela IBM, na sequência de um investimento camarário que disse já estar pago, muitos espectadores protestaram alto e bom som. Mau sinal para Anabela Freitas? Faltam só dez dias para tirar dúvidas.
Quanto a um projecto bem articulado, susceptível de inverter a marcha acelerada do concelho para a ruína, ficou mais uma vez claro que nenhum candidato o tem. É praticamente só conversa de circunstância, que convence cada vez menos eleitores. Infelizmente.

anfrarebelo@gmail.com

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Não tem grande importância?

JÁ VOTOU ?  

Após a leitura da peça anterior, haverá conterrâneos a pensar para com os seus botões que a questão dos autocarros de turismo, impedidos de descer à cidade pela Estrada do Convento, no fim de contas não é assim tão importante. Este texto destina-se a provar-lhes três coisas: A - Que estão enganados; B - Que nem sequer fazem ideia do que se passa lá em cima, nas proximidades do Convento, durante a chamada "alta estação"; C - Que tanto conformismo só pode resultar em situações tão trágicas como aquela em que nos encontramos enquanto comunidade concelhia.


Esta imagem foi obtida hoje, 19 de Setembro, cerca das 15H30. Parque de estacionamento para autocarros junto ao Convento completamente esgotado. Vários outros autocarros parados na berma da estrada para a Cadeira d'El-Rei.
Só aqui no parque estão 8 autocarros, igual a 400 turistas que não vêm à cidade, porque os autocarros não podem descer pela Estrada do Convento. E motoristas pouco satisfeitos porque obrigados a manobras pouco habituais. 
Tudo isto na segunda quinzena de Setembro, terminadas as férias. Agora imagine-se o pandemónio em Julho e Agosto...

Mostrar quem manda de facto


JÁ VOTOU ?  





Nas suas intervenções de campanha eleitoral, Anabela Freitas vai debitando o seu mantra. Candidata-se porque tem um projecto. Os primeiros quatro anos foram para arrumar a casa. Os próximos são para executar esse projecto. Tomar a dianteira não tem nenhuma razão de fundo para pôr em causa estas declarações da candidata socialista. Contudo, mesmo tendo em conta a obra feita, nomeadamente o tal "arrumar a casa", há temas que são significativos e merecem destaque.
Este, por exemplo: Durante as desastradas obras da Estrada do Convento, num mandato PSD, foram cometidos diversos erros de palmatória. Destruiu-se, por manifesta ignorância grosseira, parte do alambor templário; provocou-se a queda das velhas árvores da Cerrada do cães, com mais de meio século; não se fez a indispensável e obrigatória rampa para cadeiras de rodas, de acesso aos WC, instalados por baixo da cafetaria; impediu-se o trânsito nos dois sentidos de autocarros de turismo, ao reduzir a largura da faixa de rodagem.
Tal era a situação nesta área quando os socialistas tomaram posse, há perto de quatro anos. Após todo esse tempo, apesar de notícias, protestos, reclamações, petições e por aí adiante, continuam por resolver a contento duas das argoladas acima denunciadas -a ausência de rampa de acesso para cadeirantes, (para usar um vocábulo brasileiro) e o trânsito de autocarros nos dois sentidos.
No que concerne àquela, um dia destes vem por aí a ASAE que, constatando a desconformidade, só poderá proceder como no ex-Parque de campismo: aplicar uma coima elevada e mandar encerrar. Quanto à outra, o caso estrambótico dos autocarros de turismo que deixaram de poder descer à cidade, devido à asneira dos próprios técnicos superiores autárquicos, o  evidente deixa andar brada aos céus.
Sentindo-se prejudicados, os próprios comerciantes e industriais hoteleiros já protestaram, tendo proposto uma solução transitória, praticamente sem custos. Inverter a actual situação, autorizando os autocarros a descer e proibindo-os de subir, enquanto não houver meios para restabelecer a anterior largura da estrada. Tão simples como isto:
Retirar um sinal de trânsito lá em cima, o da proibição para pesados no sentido da descida, e colocá-lo cá em baixo. Desenroscar  e enroscar quatro porcas. Só.
Em quase quatro anos ainda não houve tempo para fazer uma coisa tão simples? Ou trata-se afinal de não dar o braço a torcer? De mostrar quem manda de facto? De não admitir os erros, mesmo os mais evidentes? De obstinação, em suma?
Uma coisa parece certa. A senhora presidente terá realmente feito a arrumação da casa que lhe consentiram, tendo em conta as circunstâncias. Para a arrumação mínima indispensável, ainda lhe falta um bocadinho. Oxalá daqui a 10 dias os eleitores lhe venham a conceder tempo para isso. Nesta altura os augúrios não são os melhores. Mas como é sabido, o administrador deste blogue é uma ave agoirenta. 
Nesta terra é sempre problemático ter razão antes do tempo.

A verdadeira causa

Já votou ? 

O debate entre os seis candidatos à Câmara, no sábado passado, começou com cada um apresentando, em dois minutos, as razões da sua candidatura. Seguiu-se o primeiro tema, lançado pelos dois moderadores. Que medidas tomar para pôr cobro à hemorragia populacional, que nos últimos oito anos foi de quatro mil habitantes?
As respostas foram variadas, registando-se um ponto partilhado. A diminuição da população é um fenómeno generalizado nos concelhos do interior do país. Perante isto, nem os moderadores nem os candidatos, nem a assistência, lembraram que há excepções. Na Covilhã ou em Ourém, por exemplo, que são concelhos do interior, a população tem vindo a aumentar. Se tivessem ido por aí, pela contra-argumentação, ouviriam muito provavelmente que na Covilhã o aumento da população se deve à Universidade da Beira Interior, enquanto em Ourém será "porque têm Fátima". Ou seja, há desculpas para tudo..
Por mero acaso, na véspera do debate, Tomar a dianteira viajou pelo chamado Alentejo profundo. Almoçou em Évoramonte, após a visita à fortaleza, tendo depois seguido para Monsaraz. Apreciada a aldeia, (que já foi sede de concelho, conforme testemunha o pelourinho manuelino de gaiola), bem como as magníficas vistas panorâmicas do Alqueva, o maior lago artificial da Europa, rumou-se a Elvas. Passada a fronteira, encheu-se o depósito sem entrar em Badajoz e regressou-se, continuando na direcção de Campo Maior e Arronches, Portalegre, Abrantes e Tomar.
Para os menos atentos a estas coisas, convirá esclarecer que Elvas e Badajoz são duas cidades interiores, uma portuguesa, outra espanhola, separadas por menos de dez quilómetros. Apesar de tão curta distância, há grandes diferenças entre elas, nomeadamente quanto a população. Enquanto Badajoz evoluiu de 143.746 habitantes em 2006, para 149.892 em 2016, Elvas registou uma evolução negativa entre 2001 e 2011. Regrediu de 23. 360 para 23.090 habitantes.

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Quais serão as causas, neste caso? Badajoz não tem praticamente monumentos importantes, nem atrai muito turismo, ao contrário de Elvas, que é rica em património, designadamente militar, ostentando o título de Património da Humanidade. Em contrapartida, Badajoz tem gasolina a 1,19 euros o litro, contra 1,49 euros em Elvas. Uma diferença de 30 cêntimos por litro. Além disso, os habitantes de Badajoz têm auto-estrada gratuita para Cáceres, Trujillo, Sevilha ou Madrid, enquanto os de Elvas têm de pagar portagens assaz gravosas, para Lisboa ou para qualquer outro destino em Portugal. Assim, no comparativo Badajoz/Elvas não é difícil concluir porque é que a cidade portuguesa definha e a espanhola se desenvolve. Os que moram em Espanha têm condições que os de Portugal não têm.
Porque não se trata só da gasolina e das portagens. Gás, alimentação, vestuário, calçado, alojamento, transportes, praticamente tudo é mais barato em Espanha. Onde as remunerações são mais elevadas do que em Portugal. A começar pelo salário mínimo: 557 euros cá,  825 euros em Espanha. Até o IVA é mais reduzido: 21% em Espanha, 23% em Portugal.
E como se tudo isto não fosse já suficientemente grave, a água que os tomarenses consomem obrigatoriamente é das mais caras do país, devido às abusivas taxas agregadas, fixadas pela autarquia que, com falta de verbas disponíveis, porque incapaz de criar valor acrescentado, cobrando entradas nos eventos, por exemplo, vai castigando cada vez mais os munícipes. Caso para dizer que, mais cedo ou mais tarde, a continuar-se neste caminho, os cães acabarão por fugir para longe, ou por morrer todos, ao não aguentarem com tanta carraça.
Em conclusão, a população tomarense diminui por razões evidentes, que só não vê quem não quer. Conhecidas que são as causas, as soluções são óbvias. Apenas tem faltado coragem para as implementar. Será desta? Lidos os vários programas e outra propaganda eleitoral, a dúvida subsiste.

ADENDA

Há dúvidas sobre a argumentação supra? Pois aqui vai um excerto sobre alguns desníveis Espanha-Portugal:

"Tudo isto justifica preocupação porque, por baixo do véu da conjuntura internacional, o país está longe de saudável. A dívida é mais cara do que a de Espanha, a poupança é a mais baixa de sempre, o crédito está novamente focado na habitação, o crescimento económico é inferior ao espanhol, o défice comercial aumenta. Não, não é a bancarrota para a próxima semana. É apenas a medida da vulnerabilidade de uma economia impedida de se valer das oportunidades para progredir ao nível requerido pelas suas expectativas e compromissos. A boa conjuntura protege-nos. Mas bastará que o tempo mude para nos arriscarmos a mais aflições. E que farão então Costa e os seus aliados? Vão culpar outra vez Passos Coelho?"


Para ler toda a crónica, clique aqui: Rui Ramos, Observador, 19/09/2017

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Festival de estátuas vivas

Já votou ??? 

Mais um sucesso à moda de Tomar

O Festival de estátuas vivas 2017, que terminou ontem, 17 de Setembro, foi mais um sucesso à moda de Tomar. Trouxe muita gente:



De tal forma que o seu supervisor andou a procurar uma maneira de calcular o total de visitantes, segundo soube Tomar a dianteira. Tenha ou não encontrado, um facto é incontroverso: Estamos mais pobres, pois mais este sucesso custou cerca de 75 mil euros aos cofres da autarquia, que não arrecadou qualquer receita. Apesar de Eduardo Mendes, o mentor desta edição, ter avançado a hipótese de cobrar entradas, ideia logo condenada pela senhora presidente. Tal como antes já sucedera com Carlos Carvalheiro, aquando do Festival de teatro. Anabela Freitas lá terá as suas razões. Seria bom que finalmente as apresentasse aos tomarenses. Festa dos Tabuleiros, Festa Templária, Festival de Teatro, Estátuas Vivas, Congresso da Sopa, tudo só despesa, por alma de quem?
Com toda esta afluência e decerto cumprindo ordens, a PSP tomou as suas providências. Trouxe material antigo para exposição e mandou fardar um polícia sinaleiro à moda antiga. Agradou.



Decidiu também desviar o trânsito no sentido norte-sul (excepto autocarros) para a Rua Dr. Sousa e Rua Infantaria 15, (vulgo Rua Direita), para facilitar a travessia dos peões ao fundo da Corredoura, o que deu este lindo resultado:






Os moradores da zona, entre os quais o autor destas linhas, ficaram todos muito contentes. Com destaque para os que tentaram aceder ao ParqT e se depararam com a indicação COMPLETO. Sem ninguém para explicar como proceder quando se circulava no sentido Rua da Costa - Rua Dr. Sousa. Coisas tomarenses...
Outro aspecto a considerar em futuras edições tem a ver (e não "tem a haver", como por aí se ouve, da boca de cabeças de lista), com segurança colectiva. Com a Corredoura de tal forma cheia de gente, que nem se via por onde passar,





caso haja um imprevisto grave, tipo desabamento, indisposição súbita, tremor de terra, explosão, ou incêndio, como em Pedrógão Grande, os veículos de socorro passam como? As pessoas fogem por onde e para onde? Quantas vão ser espezinhadas?
Outro caso a ponderar será naturalmente o comportamento dos artistas, pagos pelo orçamento municipal que, no entender de Tomar a dianteira, não devem "fazer pedincha" durante a sua actuação:


Conforme mostra a imagem, caiu-se numa situação caricata. A Câmara paga e não cobra entradas. Inversamente, os artistas recebem da Câmara e ainda por cima tentam cravar os espectadores. Recebem duas vezes. Está mal! Não é digno! Lembra aqueles funcionários bem pagos pelos cofres públicos,  que apesar disso vão tentando sacar algum por baixo da mesa. A tal corrupção. Não é de todo o caso de Tomar, bem entendido. Tudo gente séria.

Uma nota final, tendo em vista futuras edições deste e de outros eventos. A Mata nacional dos sete montes é um recinto público murado e sem trânsito. Tem espaço abundante, tanto ao sol como à sombra. Fica no centro histórico, próximo do estacionamento da Várzea grande, dos autocarros, do caminho de ferro. Dispõe das melhores e mais modernas instalações sanitárias da cidade. Que até têm recepção e tudo. 
Porque raio insiste a autarquia em utilizar a Corredoura e o Mouchão, o que implica atravessar a estrada nacional 113, junto ao Nabão? Para tentar enganar as pessoas, mostrando que veio muita gente e levando-as assim a pensar que a Câmara tem algo a ver com o incremento do turismo?
Estes turistas que vieram às estátuas vivas, por exemplo, são dos tais que incomodam muito, sujam bastante, mas gastam pouco ou nada. Entre outros motivos porque a programação foi infelizmente mal calculada. Considere-se só a de ontem, domingo, para não alongar. Houve estátuas vivas entre as 17 e as 19 horas. Seguiu-se o concurso até às 20 horas. Ou seja, quem veio de fora, e foram muitos, que os parques estavam todos à cunha, chegou cá já almoçado e jantou  no caminho de regresso, evitando enchentes.
Assim não vamos lá! Quanto mais sucessos destes conseguimos, menos somos e mais pobres ficamos!

ADENDA

Finalmente uma ornamentação muito tomarense na Corredoura. Presa  por arames, como a economia local.

domingo, 17 de setembro de 2017

Uma fórmula gasta

JÁ VOTOU ? 

Com notável acerto, a Rádio Hertz organizou aquilo a que chamou o debate entre os seis candidatos à câmara municipal. Teve casa cheia, mas não houve multidão. Couberam todos. 200 eleitores, num universo de 36 mil. É pouquíssimo e mostra onde estamos como comunidade concelhia. Tomar a dianteira acredita que a causa principal do alheamento da população residirá no facto de já saberem que tais eventos são geralmente enfadonhos, sobretudo nas terras pequenas. Pela simples razão que regra geral não há debate nenhum. É uma fórmula gasta. Cada candidato limita-se a debitar aquilo que preparou, não havendo assim qualquer confronto de ideias. E sem confronto de ideias...




Desta feita foi o que voltou a acontecer. Apesar do manifesto empenhamento dos moderadores, António Feliciano e Vítor Melenas, cada cabeça de lista disse aquilo que os presentes já sabiam, por pouco que sigam a actualidade local. Durante os 90 minutos em que Tomar a dianteira lá esteve, registou apenas os seguintes detalhes, que  considera significativos:

A - Anabela Freitas e Bruno Graça falaram "de dentro para fora", mas os seus projectos não parecem convergentes, embora ambos apostem no aumento do sector público;
B - Américo Costa, Nuno Ribeiro e Luís Santos falaram "de fora para dentro";
C - José Delgado adoptou ora uma ora outra posição, consoante lhe convinha;
D - Luís Santos pareceu singularmente desmotivado, dando até a entender que aceitou concorrer porque outros roeram a corda;
E - Américo Costa e Nuno Ribeiro mostraram ser outsiders, com relevo para aquele, (que atacou Anabela Freitas, usando um estilo popularucho) tendo ambos falado de corrupção, sem contudo especificar;
F - Anabela Freitas e José Delgado pronunciaram-se contra as alusões à corrupção. Bruno Graça e Luís Santos não abordaram essa questão;
G - Destaque para a promessa inovadora, apelativa e promissora de José Delgado: afirmou que, caso vença, o PSD implementará um gabinete de estudos e apoio, para o qual chamará os melhores, sem olhar a cores partidárias.
Perante isto, a exemplo do que se tem feito por essa Europa fora, (Macron ganhou as eleições em França, ao vencer um frente a frente com Marine Le Pen), Tomar a dianteira entende que o concelho precisa, e os eleitores tomarenses merecem, um verdadeiro debate  entre os dois potenciais vencedores, Anabela Freitas - José Delgado. Com uma moderação ousada e de peso. Porquê potenciais vencedores? Porque são os candidatos dos dois partidos que até agora sempre têm vencido as eleições em Tomar. Todas as eleições.
Quem ousará organizar esse frente a frente? Rádio Hertz? Cidade de Tomar? O Templário? O Mirante? Ainda há tempo.