segunda-feira, 31 de julho de 2017

Outra anomalia tomarense

Face ao evidente alheamento, há três anos atrás decidi efectuar aquilo a que então chamei "uma reportagem de merda". Fotografei todos os sanitários públicos existentes em Tomar naquela data e descrevi o estado em que se encontravam. Desde então a situação pouco mudou. Apenas reabilitaram os sanitários da calçada de S. Tiago. E encerraram os situados ao lado da antiga abegoaria. Mas entretanto a informação local passou a ocupar-se do assunto. Lá acabaram por concluir que uma cidade de turismo sem sanitários públicos suficientes em quantidade e qualidade, é algo inaceitável.
Chegou agora a vez de denunciar outra situação anómala no Centro Histórico. Há dezenas de anos que existem na Praça da República bancos públicos que, não sendo uma maravilha em termos de conforto, são contudo bastante funcionais. Modernizados recentemente, ficaram como deve ser. Têm encosto para todos:


Infelizmente, logo mais abaixo, na Corredoura, continuam estes bancos do tempo de António Paiva. Ao que foi dito na época, são de origem espanhola e custaram bom dinheiro:



Lamentavelmente, até hoje ninguém julgou útil explicar qual a razão de só terem encosto numa parte. Assim tipo executivos autárquicos. Quando de sete eleitos, só quatro têm "encosto". Se de apenas cinco elementos, só três podem ter "encosto".
Há mesmo um exemplar, ao fundo da Corredoura, sem qualquer encosto:


Supõe-se que seja para transeuntes que resolvem mudar bruscamente de posicionamento. Como alguns políticos.
Mas passo ao essencial, ao que me levou a escrever estas linhas. Como frequentador da Praceta de Olivença, a que o falecido presidente Jerónimo Graça chamava a esquina da SAPEC (Sociedade Anónima dos Polidores de Esquinas e Calçadas), estou mandatado pelos outros utentes usuais para apresentar esta reclamação, contra uma situação de nítida discriminação. Negativa deste lado da ponte, positiva além da ponte:



Em nome da igualdade de todos perante a Lei, consignada na Constituição da República, pede-se à autarquia que pelo menos os bancos da citada Praceta de Olivença, acima fotografados, sejam substituídos quanto antes por outros, semelhantes aos existentes na Praceta de Santa Iria:


É tudo. Por agora. E já não é nada pouco, que isto de não ter encosto, mesmo sentado, não é nada confortável.

Post Scriptum

Nem tentem vir com a desculpa de que os bancos da Corredoura e da Praceta são a última moda em Espanha. Poderão ser, mas não se inserem harmoniosamente nem no estilo citadino, nem nos hábitos dos tomarenses. De resto, pelo menos em Trujillo, que fica na Extremadura espanhola, até têm bancos bastante mais adequados ao centro histórico, com assento frio e arejado encosto ...para todos os sentados:


domingo, 30 de julho de 2017

Há algo que não bate certo

É ponto assente que somos dos consumidores de água mais explorados do país. Por causa das taxas agregadas. Quando se conversa sobre o assunto com o vereador responsável, Bruno Graça avança diversas justificações: 30% de perdas na rede, que é velha; pagamento de tratamento de água da chuva na inverno; preços leoninos da EPAL, tarifas exageradas da Resitejo...
Terá razão o autarca, mas não tem toda a razão. Há também coisas que custam a entender. Por exemplo esta, que é actual. Há menos de uma semana ocorreu uma ruptura ao cimo da Rua Aurora Macedo, onde moro:

Vieram os funcionários e efectuaram a reparação, que levou várias horas. Ignoro o que terá falhado. A reparação, o material utilizado ou o excesso de pressão na rede. A verdade é que, poucos dias depois, temos o mesmo problema no mesmo sítio. Há de novo ruptura, o que já nem surpreende os moradores, pois acontece de tempos a tempos. Trata-se afinal do único sector da cidade antiga cujas infra-estruturas ainda não foram renovadas (Rua do Teatro, Rua do Pé da Costa de Baixo, parte da Rua Infantaria 15, Rua Aurora Macedo e Rua Joaquim Jacinto). O esgoto continua a ser de colector único. As sarjetas não têm sifões. Mau cheiro no verão. A rede de água data de 1937. Em parte com canos de amianto, cuja utilização foi entretanto proibida na União Europeia, por serem cancerígenos. Segundo consegui saber em tempos, está prevista a respectiva requalificação, mas ignora-se para quando. Os SMAS não têm recursos próprios para tanto. Entre 2015 e 2016, o resultado positivo baixou 70,3%, ficando nos 166.473€. No ano anterior foi  de 561.104€, o mais elevado desde 2008. Falta saber porquê. Vem aí mais um aumento no recibo da água? Para depois das eleições, se calhar....


Perante isto, resolvi indagar.  Concluí que afinal somos dos poucos municípios ainda com SMAS. Em todo o país, num total de 308 municípios, apenas 25 ainda têm SMAS. E desses, só 22 se ocupam de águas e saneamento:
Fonte : Anuário financeiro dos Municípios, 2016

Porque será? Estaremos mesmo a ser servidos nas melhores condições? Não seria melhor extinguir os SMAS e concessionar algumas tarefas, a exemplo do que já acontece noutros municípios vizinhos? São apenas perguntas. Afinal estamos a dois meses de novas eleições autárquicas.

Adenda
São seis horas da manhã de domingo. Chegou o pessoal dos SMAS, para voltar a reparar a ruptura, que recomeçou ontem à tarde. Horas extraordinárias em perspectiva, o que é natural. Custos acrescidos para os SMAS. Agora vamos ficar de novo sem água durante algumas horas. O costume.
Entretanto faltou a luz. 
São agora nove horas da manhã. A luz voltou e o pessoal dos SMAS já se foi. Aparentemente era coisa pouca. (ver foto abaixo)
Durante o pequeno almoço, a minha amiga Neila comentou: -Vive-se bem aqui em Tomar. Em três meses já faltou a água três vezes e a luz duas. Sinto-me no Brasil. Há até aquele cheiro ali ao fundo da rua... Só faltam mesmo as notícias dos assaltos e dos tiros. Não se pode ter tudo.




Adenda 2
Chegou novamente o pessoal dos SMAS. Afinal a reparação anterior foi provisória:



sábado, 29 de julho de 2017

Os social-democratas tomarenses com mar alto

Acostumados a adiar, protelar, alongar, aguardar, os dirigentes laranjas tomarenses acabam de entrar em tempo de mar adverso, com a infelicidade que atingiu o seu ex-candidato, obrigando-o  a retirar-se da compita eleitoral. Aquando dos preparativos que culminaram na sua escolha, as hostes laranja abusaram da paciência da informação local. Só ao cabo de meses foi possível tomar conhecimento da conclusão a que entretanto tinham chegado.
Agora, com a imprevista desistência de Luís Boavida, que naturalmente se lamenta, a situação é totalmente diferente e adversa. Mesmo que quisessem prolongar o período de ponderação, visto tratar-se de uma decisão capital, que vai condicionar tudo o resto, os laranjas estão impedidos de o fazer. Contrariados ou não, têm apenas oito dias para completar as listas e entregá-las no tribunal local. Por conseguinte, desta vez os tomarenses não vão ser forçados a esperar durante semanas e semanas, como aconteceu com o programa, que nunca apareceu.. Se não for antes, no próximo dia 7 de Agosto já se saberá quem é o substituto de Boavida. Uma segunda escolha, forçada pelas circunstâncias.
Conforme recordei entre ( ) na peça anterior, nas autárquicas de 2001, as últimas antes do aparecimento da aventura IpT, que agora termina sem glória, o PSD obteve 15.163 votos e o PS apenas 5.441. Doze anos mais tarde, na autárquicas de 2013, os socialistas venceram com apenas 5.479 votos, mais 38 votos, praticamente a mesma votação de 2001, enquanto os social-democratas se ficaram pelos 5.198 votos, menos 9.865, o que representa uma perda de dois terços dos votos de 2001. Ou seja, a bem dizer não foram os socialistas que ganharam. Foi o PSD que perdeu estrondosamente. É portanto numa posição extremamente frágil que participa nas autárquicas de 2017, de novo disputadas em mano a mano. Assim sendo, das duas uma, ou concorrem para ganhar, ou apenas para marcar presença.
Se querem mesmo concorrer para vencer, só vejo três candidatos possíveis: Miguel Relvas, António Paiva ou António Lourenço dos Santos. Fora deste trio não me parece que possa haver salvação possível. Com qualquer outro candidato, a campanha de Anabela Freitas, se bem conduzida e com um programa sólido e adequado, será um simples passeio, rumo a uma vitória folgada.
Porque está no poder, porque tem obra para mostrar, porque é uma senhora, porque conseguiu a adesão dos IpT, e porque finalmente até tem evidenciado bastante mais bom senso e traquejo político que o vaticinado por alguns inimigos seus. Cometeu erros? Certamente. Mas soube reconhecê-los e emendá-los em tempo útil.
Resta aguardar, com maior ou menor tranquilidade consoante os casos, o que aí vem."Quand les jeux sont faits, rien ne va plus".

"Sei muito bem o que quero e para onde vou"

O título acima é uma afirmação de Salazar, nos anos 30 do século passado, logo no início do seu longo consulado, pouco depois de os militares do 28 de Maio o terem ido convidar a Coimbra, onde era professor. O resto é bem conhecido. A polícia política, a censura, o regime de partido único, as eleições falseadas, as prisões por delito de opinião, a longa guerra colonial, que originou milhares de mortos...
Numa altura em que consta que o padre vigário de Tomar é um sério candidato a bispo sucessor do actual, que atingiu o limite de idade, alguém me fez chegar esta fotografia, pedindo para a publicar:


Nela figuram, da esquerda para a direita, o padre Tereso, da Serra, o padre Sérgio, de Alviobeira e Além da Ribeira, o padre Mário, vigário forâneo de Tomar e o padre André, da Junceira e Olalhas
O local é a campa de Salazar, no cemitério de Santa Comba Dão, com a legenda "Havemos de chorar os mortos se os vivos O não merecerem." É igualmente uma citação do falecido presidente do conselho, que na sua versão original se referia aos mortos na guerra colonial, então designada "guerra do ultramar": "Havemos de chorar os mortos se os vivos OS não merecerem." Uma pequena diferença que faz toda a diferença. 
Graças à acção abnegada e heróica dos militares de Abril, antes combatentes em África, vivemos felizmente em paz e num país livre há 43 anos. É portanto natural que cada cidadão possa peregrinar para onde entender e lhe convier. Eu visito por vezes a campa de Salgueiro Maia, em Castelo de Vide, que avançou, enfrentou o poder ditatorial, venceu e se retirou. Sem aguardar louros ou outras benesses.
Neste caso, os senhores padres resolveram ficar na fotografia junto à campa de um ditador, que antes havia sido seminarista  e toda a vida foi católico conservador. Nada tenho a reprovar-lhes, embora surpreendido. Estranho também que o padre Mário se tenha posto na posição de "sentido". Mesmo assim, conquanto não praticante e apesar de algumas divergências, aqui deixo votos sinceros para que seja o próximo bispo de Santarém. Os tomarenses em geral só terão a ganhar com isso, pois ficarão decerto contentes por vê-lo na capital ribatejana. E muitos católicos praticantes sentir-se-ão orgulhosos, creio eu. Que também sou crente. 
Seja feita a vontade do Senhor!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Luís Boavida forçado a renunciar para prosseguir tratamento

 Tempos difíceis para o PSD nabantino

Soube-o ontem pela manhã. Luís Boavida ia anunciar a sua renúncia à candidatura, devido a tratamentos oncológicos que terá de efectuar. À cautela, tendo em conta alguns antecedentes, preferi manter o silêncio, até que fosse o agora ex-candidato a pronunciar-se. Aconteceu já depois das 18H30, conforme relata Tomar na rede, melhor do que eu o faria.
Resta-me portanto desejar, com sinceridade e bem do fundo do coração, um rápido e completo restabelecimento ao meu prezado conterrâneo Luís Boavida, que doravante deixará de estar no  radar de Tomar a dianteira 3, uma vez que já não é candidato.

Começa agora um período bem difícil para o PSD nabantino. Por dois motivos principais. Primeiro, porque o tempo é curto para acertar táctica e estratégia, arranjar conteúdo e alterar o que não estava bem. Passar de uma candidatura de ressentimento para uma campanha de projecto. Segundo, porque o novo cabeça de lista -seja ele quem for- muito dificilmente conseguirá livrar-se do estigma de candidato de substituição. De segunda escolha, por conseguinte. Circunstância que os adversários não deixarão de aproveitar durante a campanha.
Falaram-me da muito provável hipótese José Delgado, que classificaram como uma candidatura demasiado delgada. Sem espessura política. O contrário do que o PSD necessita para ganhar. Um candidato com arcaboiço político e económico. Um programa denso. Ouvi, registei e calei. Não conheço José Delgado o suficiente para poder emitir opinião fundamentada.
Quer-me parecer, a mim que vejo as coisas de cima e de fora, pois não sou militante, nem filiado, nem simpatizante do PSD, que há uma escolha, e uma só, que se impõe à vista desarmada. António Lourenço dos Santos, o anterior proto-candidato vencido, já tem um mote bem achado (Todos por Tomar), o esboço de um programa e bastantes apoios de peso, fora do partido. Resta saber como vão reagir os seus adversários no interior do laranjal nabantino, e se aceitará ser a tal segunda escolha, uma posição usualmente ingrata. Como quase sempre na política, julgo que tudo dependerá de quem o abordar e da forma como o convidar. 
Oxalá resulte, porquanto vamos ter em Tomar nas próximas autárquicas, pela primeira vez desde 2001 (PSD 15.163 votos - 5 eleitos, PS 5.441 - 2 vereadores, CDU 1.158), um duelo mano a mano, dado que os Independentes por Tomar já foram. Convirá por isso que ambas as candidaturas, PS e PSD, tenham um peso humano comparável, uma densidade política semelhante e programas aliciantes, de forma a que a cidade e o concelho saiam a ganhar com o despique, qualquer que venha a ser o vencedor.

Querela sem fundamento

Tomar na rede publicou textos e fotos sobre o corte de algumas árvores no Mouchão. Cumpriu a sua missão. Noticiou um facto que considerou relevante. Desgraçadamente, aquele nosso colega aceita comentários anónimos. Que alguns troll da zona aproveitam. E de que maneira. Gerou-se assim mais uma daquelas querelas à moda de Tomar. Muita conversa, pouca substância.
Como usualmente por estas bandas, o que devia ser pessoal, passou a ser tribal: Os contra a Anabela e os a favor da Anabela. Sem meios termos. Como nas claques de futebol.
Agoniado com algumas mensagens, resolvi ir lá ver e tirei umas fotos:





Concluí que se pode concordar ou não com a poda dos plátanos e o corte de algumas árvores. Mas daí a alargar a toda a gestão PS da autarquia, é do domínio da palermice política. Noutros termos, não há para tanto. Não cabe na cabeça de ninguém, minimamente sensato, que a câmara corte ou pague para mandar cortar árvores saudáveis, unicamente por sadismo ou por vingança. E mesmo a empresa portuense que foi contratada, não tinha qualquer interesse em cortar árvores a esmo, uma vez que quanto menos cortasse, menos trabalho tinha ...pelo mesmo preço. Por conseguinte, não vejo qualquer motivo para protestos.
Surge depois a questão da empresa não ser tomarense. Sucede contudo que, em geral, as empresas da zona apresentam sempre preços mais elevados que as concorrentes de longe. Ignoro porquê, mas é um facto. Que naturalmente conduz a presidente a consignar a empreitada à empresa concorrente que apresenta o melhor preço para a autarquia. O mais baixo.
Quer isto dizer que está tudo bem? Que não há problemas? De modo algum. Há problemas, e muitos. A começar pela questão das prioridades. Neste caso do Mouchão, por exemplo, se fosse eu o autarca responsável, teria preferido não fazer a Feira medieval ali, mas na Mata e com entradas pagas. O produto das entradas daria agora para proceder aos indispensáveis actos de simples manutenção daquele outrora magnífico parque municipal. A começar pelo corte da palmeira-tamareira já vitimada pelo parasita asiático, como tantas outras, e pelo abate daquela árvore que está seca (ver última foto). Só depois viria a poda dos plátanos e o abate de alguns choupos, cuja inclinação ameaçava o muro de suporte em caso de queda. Choupos que, segundo informação do vereador Bruno Graça, vão ser substituídas por espécies autóctones. Isto para ficar pelo Mouchão.
Por essa cidade fora há vários outros casos de falta de manutenção. Por exemplo na Rua de Coimbra, onde não há meio de cortarem os rebentos, ou de substituírem as árvores secas. Ou na rua Lopo Dias de Sousa e avenida Melo e Castro, com dezenas de árvores condenadas, aguardando substituição.
Concluindo, é aparentemente muito fácil criticar. Sobretudo quando no conforto do anonimato. Mas difunde-se assim, sem querer, uma imagem de geral falta de qualidade, de seriedade e de ponderação. E instala-se o descrédito em relação a todos os intervenientes. Exactamente o oposto daquilo que, no meu tosco entendimento, Tomar precisa para começar a recuperar.
Mas também é ponto assente que nunca ninguém viu figueiras do inferno darem figos comestíveis.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

A encolher há 15 anos

Cumprindo a lei, o MAI publicou o mapa dos inscritos nos cadernos eleitorais, concelho a concelho. Parece ter causado alguma surpresa o total apurado no concelho de Tomar. O nosso colega Tomar na rede menciona a perda de 1833 eleitores desde 2013. De acordo com as minhas contas foram 1.555, ou seja a diferença de 37.310 em 2013, para 35.755 em 2017. Mas isso é o menos. Para mim o importante é perceber qual tem sido a tendência, tanto em Tomar como nos concelhos mais próximos. Eis o que apurei, de acordo com os dados recolhidos no Mapa 02/2017, do MAI, publicado no DR Série II de 01/03/2017 e nos sucessivos resultados das eleições autárquicas desde 2005, e presidenciais de 2016, tal como publicados pela CNE até 2009 e pelo MAI a partir desse ano:

INSCRITOS NOS CADERNOS ELEITORAIS

Os totais indicam os inscritos existentes em 31 de Dezembro do ano anterior.

Temos assim que:
1 - A redução de eleitores nos concelhos da região, entre 2005 e 2017 foi geral.
2 - Essa queda foi mais acentuada em Abrantes e em Tomar.
3 - No que concerne a Tomar, a queda no mandato anterior (menos 1.440 inscritos), foi semelhante à registada no mandato actual (menos 1.555 inscritos).
4 - O aumento considerável de inscritos registado entre 2005 e 2009, mal se verificou em Tomar (+ 200 inscritos) e foi negativo em Abrantes (menos 674 inscritos).