sexta-feira, 30 de junho de 2017

D. Gualdim fica assim

Nova sondagem mais apelativa

Pouco participada (apenas 63 votos) a sondagem sobre a melhor localização para o monumento a D. Gualdim Pais proporcionou um resultado curioso: 31 votos a favor da manutenção no local onde está, outros tantos a favor da mudança para o Terreiro D. Gualdim Pais e um voto para a instalação no ângulo sudoeste da praça. Numa terra manifestamente conservadora como Tomar, tal resultado mostra que apesar de tudo as coisas vão evoluindo. Demasiado lentamente, é certo. Mas mesmo assim evoluindo, porquanto retrógrados e progressistas até já empatam, embora numa consulta não representativa, que agrupa apenas cidadãos que sabem e usam normalmente a Net.
Terminada esta, aí vai outra sondagem, desta vez mais excitante. A questão é a seguinte: As autárquicas são hoje. Qual a sua preferência? Uma tentativa para perceber quais as grandes tendências, num concelho em crise, até em termos de pré-campanha. Basta pensar que até agora -e vêm aí as férias grandes- a situação não é nada brilhante. O PS apresentou os candidatos mas ainda não tem programa. A CDU apresentou o programa mas ainda não os candidatos. O PSD nem uma coisa nem outra. Dos outros o melhor é nem falar.
Nesta altura do campeonato, apesar de mal informado como é costume, vote aqui ao lado. É uma maneira de fazer o ponto da situação e, quem sabe?, de assustar algumas formações partidárias. Vai depender do resultado.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Há coisas...

Que fazer à estátua do Gualdim? Já votou? Restam apenas algumas horas. Tem falta de informação? Clique aqui. Se está a usar um telemóvel, vá até ao fim da página e clique em "aceder ao formato web", para visualizar a aplicação.

Pois é. Há coisas que à primeira vista não se entendem, mas após alguma ponderação tornam-se claras como a água. A notícia é do PÚBLICO de 27/06/2017, página 15:

Pavilhões termais das Caldas da Rainha. Foto acrescentada por Tomar a dianteira 3, para melhor entendimento do problema focado.

Poucos meses após a decisão governamental de concessionar a privados vários imóveis degradados em todo o país, a VISABEIRA avança com um projecto de 15 milhões de euros, para transformar num hotel de luxo de 110 quartos os velhos pavilhões termais das Caldas da Rainha. Comparando, em Tomar há mais de dez anos que está para venda o que resta do antigo Convento de Santa Iria, do século XVI, também para um hotel, sem que haja interessados. Porque será?
Continuando a comparar, em 1976 Caldas da Rainha tinha 28.460 eleitores inscritos e Tomar 32. 438. Quarenta anos mais tarde, em 2016, Caldas registava 45.671 eleitores inscritos e Tomar apenas 36.266. Ou seja, em quarenta anos houve um aumento de 17.211 eleitores inscritos nas Caldas, mas apenas de 3.828 em Tomar. Incremento anual médio de 432 novos inscritos nas Caldas, apenas 95 em Tomar. Uma diferença que faz toda a diferença para os potenciais investidores, na hora de aplicar o seu dinheiro.É mesmo uma situação do das Caldas, porém que fazer?
Terra de mentes privilegiadas na área política, (como é bem sabido e está à vista de todos os que queiram e saibam ver), Tomar tem sempre pronta uma explicação para qualquer desgraça. Neste caso, já se está mesmo a ouvir (ou ler) que não se pode comparar Caldas com Tomar, porque uma fica na faixa costeira, que cresce, e outra no interior, que definha. Influência da água do mar? Simples questão de mentalidade? Olhar para fora? Olhar para dentro?
Certo é que Ourém, concelho vizinho e também do interior, passou de 27.035 eleitores inscritos em 1976, para 42.863, em 2016. Um salto de 15.826 em quarenta anos, (incremento anual médio de 395 inscritos), que compara com Caldas da Rainha, ao contrário de Tomar. Uma vez que Ourém está, como Tomar, a mais de 50 quilómetros da costa, como explicar tal diferença? Influência da água benta, no caso de Ourém? Azar, no que toca a Tomar? Ou os tomarenses, com relevo para os "políticos", há muito que andam a dormir em pé, sem disso se darem conta?
Porque afinal, Ourém tem Fátima, mas não tem hospital, nem politécnico, nem divisão policial, nem inspecção do trabalho, nem auto estrada, nem estação de caminho de ferro dentro da cidade, nem regimento de infantaria, nem Convento de Cristo. Tem contudo, além de Fátima, aquilo que falta em Tomar. Uma autarquia sem funcionários supérfluos nem burocracia excessiva. Audácia, ideias fecundas e capacidade para as implementar. Sem estar à espera das acções camarárias, das ajudas do estado, ou dos fundos da UE.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Autárquicas 2017

Ainda não votou? Só tem mais um dia. >>>> 

Resultado de imagem para imagens de luis boavida tomar

Boavida vítima de indisposição súbita

Luís Boavida, candidato do PSD à Câmara de Tomar, sofreu uma indisposição súbita ontem ao fim da tarde, quando se encontrava num restaurante da cidade, acompanhado por familiares e amigos. A indisposição manifestou-se nomeadamente por uma acentuada alteração no tom do rosto. Congestionamento esse que deixa antever problemas cardíacos, circulatórios ou digestivos. Foi chamada a ambulância, que o transportou para o hospital de Abrantes, onde após exames detalhados não foi detectado nada de anormal. Tratou-se apenas de um susto, segundo opinião clínica no local.
Ainda assim, é previsível que Boavida tenha de afrouxar o seu ritmo de vida, sobretudo no que se refere à actividade política. O PSD  Tomar deixará portanto de poder contar com um candidato a 100%, podendo mesmo vir a colocar-se a hipótese de encontrar alternativas, enquanto ainda não é demasiado tarde. Mais vale prevenir que remediar.
Tomar a dianteira 3 deseja a Luís Boavida uma rápida e total recuperação.

AUTÁRQUICAS 2017

Já votou aqui ao lado?

Incluindo os críticos

Alguns dos que leram a notícia comentada sobre a apresentação da candidatura de Anabela Freitas, terão pensado que Tomar a dianteira 3 se ficou pela mera descrição da primeira parte do evento. Têm razão. Foi mesmo esse o caso. O comentário ficou deliberadamente para depois. Para agora. Porque não se pertence impunemente a uma agremiação durante anos e anos. É portanto necessário deixar assentar a espuma dos dias.
Na sua intervenção, Anabela Freitas enumerou, mais uma vez, muito do negativo que encontrou ao chegar à câmara. Mas acrescentou agora uma outra vertente. Segundo afirmou, a nível nacional e internacional, o Município de Tomar ou não estava lá, ou estava mas "fazia figura de corpo presente." Uma lástima. E a candidata concluiu que o orgulhosamente sós não nos leva a lado algum. Prometeu portanto a integração municipal em redes de trabalho nacionais e internacionais, que possam potenciar o indispensável desenvolvimento económico local, sobretudo como centro exportador de serviços.
Elencou depois mais três grandes áreas de trabalho: A - Promoção da coesão social, B - Sustentabilidade ambiental, C - Educação, Cultura e Desporto. É suposto tratar-se em princípio de grandes linhas para um programa a apresentar aos eleitores, não se sabe ainda quando nem onde

Anabela Freitas durante a sua intervenção. (fotograma HertzTV)

Um ponto merece reparo especial na intervenção da candidata PS. Disse textualmente, falando da péssima situação que encontrou à sua chegada aos Paços do Concelho: "Resolvemos a situação interna." Terão resolvido mesmo? A pergunta impõe-se, porquanto a CDU, que não costuma andar a dormir em serviço e está coligada com o PS, indica no seu programa a necessidade de "Qualificação dos serviços públicos prestados aos cidadãos do concelho... a nível dos especificamente decorrentes das competências do Poder local..." (página 5) e da "Reorganização e modernização dos serviços do município". (página 7).
Em relação à reorganização, a CDU é até bem mais explícita: "A estrutura orgânica do Município precisa de ser ajustada ao modelo de desenvolvimento para o concelho e de responder às necessidades operacionais da actividade do Município." 
Em que ficamos afinal? Quem tem razão? Anabela Freitas, quando afirma que a situação interna do Município está resolvida? Ou a CDU, ao sustentar pelo contrário, que está quase tudo por fazer nessa área? Ou será até um daqueles casos admiravelmente resumidos por um campónio sábio, com uma frase coxa, mas bem oportuna, "Um dos dois estão enganados"?
Tomar a dianteira 3 opina que teria sido muito agradável ouvir Anabela Freitas dizer, como o seu camarada Medina, candidato a Lisboa, que está orgulhosa por "liderar uma equipa que cumpriu com a cidade. Manteve os impostos em baixo." Só que em Tomar não é bem esse o caso. E, tendo em conta o contexto, tão pouco Anabela Freitas poderia respeitar a verdade, caso resolvesse parafrasear o seu camarada alfacinha: "Tomar precisa de todos. Incluindo os críticos".
Quer dizer, lá poder podia. Os eleitores mais por dentro, os chamados opinion-makers é que se calhar não iam acreditar. Sobretudo tendo em conta a inesperada colagem de parte dos náufragos IpT. Porque  ao proclamar que "Lisboa precisa de todos, incluindo os críticos" o candidato socialista lisboeta está a indicar que os críticos são necessários. Como mostra o facto de ter tornado pública a mensagem privada de Ramalho Eanes, que declinou o convite para estar presente: "Vou dizer isto à bruta: Não me lixe e faça um bom trabalho." 
Já com Anabela Freitas e alguns dos seus apaniguados mais ferrenhos, até agora pelo menos, os críticos só são necessários e bem vindos se previamente deixarem de criticar. Mostram sectarismo. Ignoram o que seja "apoio crítico". Partem do princípio equívoco  segundo o qual "cão que não ladra também não morde". Há erros que se pagam muito caro.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Radiografia do programa da CDU

Ainda não votou sobre a estátua? Clique aqui.

No passado dia 24, a CDU foi a primeira formação política local a apresentar o seu programa. Bruno Graça leu um documento com oito páginas, que afinal não são todas sobre as propostas programáticas. Nas três primeiras é feita a resenha detalhada das tarefas concluídas com êxito pelo vereador coligado com o PS. São assim como que os alicerces do prometido programa, que só podem ser usados pelas duas formações coligadas, uma vez que os social democratas apenas poderão mencionar intervenções, propostas, protestos ou votos. Pela força das circunstâncias, obra feita nada.
Mesmo as páginas seguintes do documento não são integralmente dedicadas ao programa. Aí se faz nomeadamente um diagnóstico da actual situação de perda e envelhecimento da população, que para a CDU resulta de 4 causas:
1 - Destruição do aparelho produtivo
2 - Perda de importância militar
3 - Política especulativa no sector imobiliário
4 - Perda de atractividade em relação aos concelhos vizinhos.
Trata-se, no entender de Tomar a dianteira, de uma formulação apenas parcialmente correcta. Com efeito, não se percebe de onde possa provir a alegação de "política especulativa no sector imobiliário", nem se encontra no documento qualquer explicação para a "perda de atractividade em relação aos concelhos vizinhos".
Por considerar irreversível a perda de importância militar, a CDU define uma estratégia a partir dos pontos 1, 3 e 4. Ou seja, a partir de uma constatação incontroversa e de duas outras muito discutíveis. Essa estratégia assenta em três pontos:
A - Inverter o actual ciclo de decréscimo da população
B - Inverter o ciclo de envelhecimento populacional
C - Aumentar a coesão territorial, económica e social do concelho


Segue-se a apresentação de três eixos de trabalho, susceptíveis segundo a CDU de solucionar as mazelas apontadas antes:
I - Qualificação dos serviços públicos
II - Instalação e desenvolvimento do aparelho produtivo
III - Reorganização e modernização dos serviços do município

Além dos anteriores, indicam-se três outros eixos de trabalho:
a - Aproveitar a riqueza florestal da região
b - Reabilitação urbana
c - Potenciar a ligação ferroviária Tomar - Lisboa

Trata-se, como se vê, de um documento com mérito, não só por ser pioneiro, mas também por estar baseado num diagnóstico parcialmente pertinente, por sua vez amparado nas conclusões de vários debates, sob a forma de tertúlias com a população. Apesar de tudo isso, deliberadamente ou não, o citado programa é bastante genérico, vago em suma. É também manifesta a intenção de se focar no sector público e implicitamente no orçamento de Estado.
Tomar a dianteira considera que, se a CDU tivesse procurado em tempo útil perceber as causas da evidente perda de atractividade do concelho em relação  aos vizinhos, as propostas talvez fossem agora outras. Isto porque essa tal falta de condições concorrenciais resulta, até prova em contrário devidamente fundamentada, da burocracia e do peso excessivo do sector público concelhio, designadamente das elevadas despesas fixas e permanentes do município, que exigem taxas, impostos e, por arrasto, preços mais elevados que nos concelhos vizinhos., a que se deve acrescentar uma burocracia miudinha e ultralenta, como já não se usa em mais lado algum na Europa ocidental. 
Sem alterar esse estado de coisas, bem podem elaborar programas, que nada de substancial vai mudar. Conforme a seu tempo se verá. Porque, partindo de pressupostos errados, não é possível chegar a conclusões certas, salvo por mero acaso. O bem conhecido bambúrrio.
O dito documento apresenta como objectivo principal a eleição de pelo menos dois vereadores. Na nova situação eleitoral, em que desaparece a terceira perna da tradicional trempe, abrindo assim a via à polarização, a CDU já se poderá considerar feliz caso consiga a reeleição de Bruno Graça. Tal como em França, o Outono pode bem vir a revelar-se um desastre para a esquerda. A não ser que a candidatura laranja não esteja de todo à altura das circunstâncias.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Presidente de Alviobeira/Casais recandidata-se



João Luís Alves, do PSD, o 1º presidente da união de freguesias de Casais/Alviobeira, apresentou a sua recandidatura no salão da Associação de Casais.

António Freitas

Perante uma sala com cerca de 90 pessoas, em que estavam o mandatário da candidatura do PSD concelhio, o  Prof. Pires da Silva, o candidato à câmara municipal de Tomar Luís Boavida, o presidente da mesa da assembleia de militantes do PSD, bem como membros da comissão politica concelhia do PSD e JSD, e pelo menos três candidatos à liderança de Juntas de freguesia, sendo dois presidentes eleitos.
A apresentação da recandidatura coube às manas Carla Silva e Cristina Silva, durou cerca de duas horas e incluiu momentos musicais de fado, interpretados pela fadista Ana Fernandes,  de Areias/Ferreira Zêzere (professora muito estimada nesta área da freguesia, nas aulas de ginástica e inglês para os nossos jovens),   cujas letras  não podiam ser conotadas com o momento em que os amigos de João Luís Alves aqui se deslocaram, “ tudo isto é triste tudo isto é fado”. 
Não é  letra que se aplique ao mandato de uma pessoa criada nesta área da freguesia, no lugar das Olas, que transporta no seu ADN a tenacidade e maneira de ser e estar da família Alves da Sertã e que começou na politica autárquica, não pelo telhado, mas palmilhando os lugares de eleito na Assembleia de freguesia, depois três mandatos (2001-2013) como tesoureiro e secretário de Casais e que viu a oportunidade de vir a ser presidente de junta e mostrar o que valia, quando a lei de limitação de mandatos impediu Jaime Lopes de ser cabeça de lista do PSD e,  como  fiel militante do PSD,  encabeçou a lista e,  mesmo não conseguindo fazer a lista em 2013 como queria, escolhendo as pessoas para junto de si nos lugares elegíveis, teve a grande ajuda na composição de um executivo, não certamente o que  mais desejaria, mas uma  boa Assembleia de freguesia presidida por quem muito o ajudou nestes quatro anos – Luis Freire, da Torre, eleito pelos Independentes, e  antes, na votação da composição do executivo e da assembleia, do seu compadre Carlos da Sarol, agora candidato dos  socialistas nas eleições de 1 de Outubro de  2017 e que desempenhou o cargo de tesoureiro da junta de Casais e se sentiu traído.  Viu  que a politica, mesmo autárquica e a nível de freguesia, por vezes é um jogo de interesses em que a freguesia fica em segundo plano.


Começou como membro da Assembleia

Um presidente de junta que veio de baixo, desempenhou além das funções de autarca cargos a nível das comissões da igreja, comissões de festa, foi desportista profissional e, profissionalmente, funções de gestor de meios humanos de uma empresa de transporte de passageiros e turismo -  a Turexpresso, tinha todas as vantagens e mais uma para fazer um bom mandato, como fez, em que a tónica de fazer “ o que não estava feito e  era necessário e urgente” e foi feito, em que criou um quadro de pessoal motor das obras, se apetrechou de maquinaria (para além da herdada), cortando radicalmente com a “politica do almoço para conseguir máquinas e meios da câmara” e que durante quatro anos mostrou muita obra  feita e, de igual modo, graças ao bom entendimento e parceria com a câmara e com a presidente (se bem que agora quando a campanha aquece as “bicadas” sejam a tónica)   e se aponte o dar com uma mão e tirar com a outra, quando sabemos que sem parcerias e ajudas da câmara nenhuma junta brilha, já que as verbas por via do FEF pouco mais dão que a gestão corrente!
Nenhum executivo camarário é obrigado a dar verbas extraordinárias e a agregação de freguesias traduziu-se em menos dinheiros para as freguesia agregadas. Porém, um euro dado a uma junta traduz-se em resultados imediatos em proveito das pessoas no valor de 4 euros e isso está provado.  Uma boa junta consegue muita mais proveitos que uma câmara. Por isso invista-se nas juntas.
Registe-se que Casais e Alviobeira agregadas recebem menos verbas do que quando eram freguesias autónomas poupa somente em ter um executivo único. O mesmo se passa em todas as freguesias que foram agregadas pela Lei Relvas.
Sem parcerias fortes entre a câmara e delegação de competências não se consegue mostrar obras o que, aliado a uma gestão rigorosa, com meios humanos excelentes como esta Junta têm e uma dedicação quase 24 horas de um presidente, que agora reformado se dedica e vive esta terra, com amor , paixão, sabe o terreno que pisa, cativa simpatias à esquerda e direita e daria não um bom presidente de junta que provou ser, mas um excelente vereador da câmara ou até  candidato a presidente.
Se a agregação de freguesias poderia “ser um perigo” para a freguesia que foi agregada e neste caso Alviobeira, ser governada,  por um executivo maioritariamente de Casais, ou seja da freguesia maior, “este perigo” não se revelou ou sentiu. Todo o território da freguesia, desde Ceras a Calçadas/Carrascal, desde  Algás a Benfica /Ventoso teve obras, muita coisa se fez, mas muita coisa ainda falta fazer, como o saneamento básico que não cobre mais de 70% da freguesia.
Apresentou no seu discurso as obras que fez, virou a artilharia contra Anabela Freitas, que a politica partidária “obriga” a cuspir na mão que nos dá a sopa. João Luís Alves não vai ter dificuldade em ser reeleito, mesmo sem precisar de fazer campanha e,  em duas freguesias que já foram socialistas, certamente a candidata do PS – Ana Paula Silva poderá, caso os votantes saibam votar em consciência vir a ser a sua secretária ou tesoureira, se os votos forem mais repartidos, e aí  João Luís Alves, que não apresentou a equipa nesta recandidatura , (o que vai ser feito  em Alviobeira),  poder ver-se livre de um dos karmas que ainda lhe fazem sombra, mas não o  assustam:  ter que atrelar pessoas que tem que atrelar, mas que não seriam a sua escolha livre e sim imposições partidárias. Quando se é militante, seja de que partido for, as estruturas que vivem das bases, impõem e muitas vezes isso é mau para as populações.
Um executivo deve ser uma equipa e isso nem sempre acontece.! Nestes quatro anos em Casais/Alviobeira via-se no terreno o binómio João Luís Alves/Luis Freire, ou seja os dois presidentes - de junta e assembleia,  lado a lado, que foram eleitos por forças diferentes, mas que vão agora concorrer juntos na mesma lista!
Por isso, há muitos deputados que defendem que este modelo de eleições  autárquicas tem que sofrer alterações profundas. Deixar de ser por lista e passar a uninominal. Aí se veria quem tinha votos.

CHALAÇA

Eventuais congeminações filipinas

Durante a recente sessão de apresentação do programa eleitoral da CDU, o deputado António Filipe (à direita na foto, mas só aí),  foi surpreendido nesta pose:


Supõe-se que poderia muito bem estar a congeminar algo como:

Que quem está cheio de bolor
Sofra tormentos enfim
Mas os tomarenses, que horror!
Porquê semelhante torpor?
Porque vão morrer assim?