domingo, 4 de junho de 2017

Há cada vez mais sinais de decadência

Há cada vez mais sinais da decadência tomarense. Agora até o McDonald's já discrimina Tomar negativamente. Segundo noticia o TomarTV, o McDonald's de Torres Novas funciona sem interrupção. O de Tomar fecha às 2 da manhã. É também a vida nocturna que permite distinguir entre as cidades vivas  e as outras.
Isto é que vai uma crise!!!

Resumo da atualidade regional - Tomar TV


Posted: 04 Jun 2017 12:02 PM PDT

McDrive aberto até às duas da manhã em Tomar.

Os restaurantes McDonald’s de Tomar e Torres Novas contam, a partir de junho, com novos horários.
O McDrive de Tomar passa assim a estar aberto até às duas da manhã. Já em Torres Novas passa a regime de 24 horas.
Reveja a reportagem da Tomar TV sobre a reabertura do McDonald’s de Tomar.

Conteúdo patrocinado.

Silêncios e exageros condenáveis

Caiu como uma  bomba a reportagem referida na peça anterior,  sobre os lamentáveis acontecimentos no Convento de Cristo, uns recentes outros bem antigos. Um trabalho que veio confirmar mais uma vez o já bem conhecido axioma de Marshall Mcluhan "o meio é a mensagem". Tratando-se da RTP 1, um canal importante, a dita reportagem está a ter uma larga repercussão. O que origina o bem conhecido reflexo mimético. Vários media locais e nacionais procuraram agora imitar o Sexta às 9, noticiando o assunto, que na realidade têm ignorado ao longo dos anos.
Foi o caso, entre outros,  do semanário SOL, com pouca ou nenhuma felicidade:


Houve realmente desmandos, que provocaram estragos importantes e condenáveis durante as filmagens referidas. Mas escrever que "Convento de Tomar fica parcialmente destruído", não é verdade, nem mentira, nem sério. É simplesmente exagerado e despropositado. Além disso,  cúmulo da pouca sorte para o jornalista autor da notícia, a foto é antiga. Tem mais de sete anos, apesar de não estar referenciada como foto de arquivo, em desacordo com as boas práticas da profissão. Engana portanto os leitores menos atentos.
Chegou-se a essa conclusão olhando com atenção para o remate superior da parede sul, entre os três coruchéus, aquelas pequenas torres pontiagudas:


Está tudo muito perfeitinho, não está? Então faça o leitor o favor de olhar agora para estas fotos tiradas ontem à tarde:




Afinal, uma parte importante do remate da parede sul do coro já lá não está. Que aconteceu entretanto? Estragos originados pelas filmagens? 
Entre as duas fotos, a publicada no SOL e a obtida ontem, houve o tornado de 7 de Dezembro de 2010, que destruiu parte importante do coroamento do coro alto manuelino. Já lá vão quase sete anos, mas entretanto só Tomar a dianteira noticiou o facto aqui, em 25 de Agosto de 2011. Há mais de cinco anos! Sem qualquer resultado, claro está. Porque todos os outros, incluindo os políticos que temos, os jornalistas e a autarquia, se mantiveram mudos como carpas. O costume. 
Agora porém toda a gente se mostra muito indignada, após ver na RTP 1 que as coisas não vão nada bem pelas bandas do Convento de Cristo. Mas entre o tornado de 2010 e os desmandos de 2017, o que fizeram em defesa do monumento? Comentaram? Indignaram-se? Queixaram-se? Reclamaram? Pediram? Noticiaram sequer?
Foi uma falha, vão se calhar alegar em sua defesa. Mas não é. É apenas e só o habitual nesta pobre terra. Continuam a considerar que "o calado foi a Lisboa e não pagou nada". Pois aí têm o resultado! Sete anos e aquilo que foi destruído pelo tornado no Convento continua por restaurar. Num monumento Património Mundial! E agora estão convencidos que alguém vai ser responsabilizado pelos incidentes das filmagens? 
Por favor tenham vergonha. Não venham com a história de que foi um lapso. O Convento está cheio de problemas, além dos denunciados na reportagem do Sexta às 9. Segue-se a ilustração de mais quatro: Entrada miserável, péssimo acolhimento dos visitantes, piso do jardim de entrada sem adequada manutenção, Torre de menagem às escuras.

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Com este magnífico portal manuelino dez metros mais adiante, tem algum jeito que a entrada se faça, como mostram as duas fotos seguintes, por  onde não cabem carrinhos de bébé, nem cadeiras de rodas, nem obesos?:


Ainda não estamos na época alta e esta tarde a fila já era assim. Agora imagine-se como vai ser em Julho e Agosto. Tudo porque só há um funcionário a vender bilhetes.
Mas há mais:



O piso da parte central do jardim da antiga Praça de armas, em tempos recoberto com saibro periodicamente, para contrastar com o verde adjacente, agora está neste lindo estado. Se algum visitante torce um pé, de quem é a culpa? Do visitante. Só pode!
A estes três aspectos que envergonham, junta-se o caso já caricato da iluminação da torre de menagem do Castelo dos  Templários, às escuras há mais de três anos, por não haver quem mude as lâmpadas e/ou repare o projector. É à autarquia que incumbe a manutenção da instalação eléctrica exterior, mas é o Convento que tem a chave de acesso ao referido local...
Perante tudo isto e bem mais, a Câmara cala-se, a Assembleia cala-se, a informação local cala-se, os tomarenses calam-se, a grande informação tem mais com que se ocupar...e o IGESPAR, bem instalado no Palácio nacional da Ajuda, a 130 quilómetros daqui, vai aproveitando para embolsar mais de um milhão de euros anuais. Apesar de se estar nas tintas para o Convento e para os tomarenses, como acaba de demonstrar a reportagem do Sexta à 9.
Abraham Lincoln, presidente dos USA, foi bem claro, já lá vão quase dois séculos: "Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em cobardes."
E pouco a pouco, também cidades outrora importantes em vilórias decrépitas do interior rural, acrescenta o escriba destas linhas, pedindo desculpa caso ofenda alguma alma mais sensível. Porque nesta desgraçada terra já se é condenado até por se  escrever a verdade inconveniente.

sábado, 3 de junho de 2017

Uma monumental bofetada na informação local

Programa da RTP 1 denuncia situações escandalosas no Convento de Cristo

Alertado por um amigo jornalista,  acabo de assistir ao programa Sexta às 9, na RTP 1, sobre o Convento de Cristo e um pouco do que por lá vai infelizmente acontecendo. Não adianta alongar-me sobre o tema. O essencial acaba de ser noticiado e pode ser visionado aqui. Resta apenas enumerar os assuntos focados e comentar: Desmandos e destruições durante filmagens recentes, fraudes na venda de bilhetes de entrada, funcionários que nunca são controlados, (alguns dos quais se limitam a ir lá assinar o ponto uma ou duas vezes por mês), clima de medo, pessoal do Convento que na realidade trabalha em casa da directora, câmaras de vigilância que não funcionam. A tudo isto se pode ainda acrescentar que, a dada altura, os quartos existentes no Claustro dos Corvos eram cedidos ao ano por determinado preço, a quem quisesse dispor de um clandestino ninho de amor. Ignoro se tal prática terá sido entretanto ultrapassada.

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Andreia Galvão, chefe de divisão do IGESPAR e directora do Convento de Cristo. O responsável pelo Convento de Mafra, que nem sequer está classificado como Património Mundial, tem a categoria de director de departamento. Será por estar mais próximo de Lisboa? (Foto copiada de TomatTV)

Ao conseguir que funcionários e ex-funcionários, incluindo ex-directores, denunciassem semelhantes atropelos ao normal funcionamento, a equipa da RTP, que veio de Lisboa, deu sem querer uma monumental bofetada na informação local que temos. Porque a triste verdade é esta: Jornalistas de Lisboa não tiveram grande dificuldade para descobrir aquilo que praticamente sabem há muito todos aqueles que em Tomar se interessam pela defesa do património. Que a gestão do Convento de Cristo pelo IGESPAR, além de uma aberração é um escândalo. Como certeiramente resume este anónimo em Tomar na rede:

VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA. A SENHORA DIRECTORA, CASO ESTEJA NO SEU LOCAL DE TRABALHO ( ANTES DO ALMOÇO, CLARO) NÃO SE APERCEBEU DE NADA?
Perante tudo isto, que nalguns casos já dura há anos, os da informação local não sabiam de nada? São surdos e invisuais?
Vão alegar certamente que eu também não disse nada a esse respeito, o que é verdade. Tenho contudo várias razões para essa minha posição. Antes de mais, não sou nem nunca fui jornalista. Não vendo nem vivo da informação ou da publicidade. Além disso, estando desde há muito ao corrente de vários dos escândalos agora denunciados pela RTP, (e até de alguns outros), tomei conhecimento de que a senhora presidente da Câmara está desde há meses a tentar conseguir junto do governo que a gestão do Convento de Cristo seja transferida para Tomar, o que acontece pela primeira vez desde o 25 de Abril. Resolvi por isso abster-me  transitoriamente nessa matéria, como forma discreta de apoio, uma vez que existe neste país, como é sabido, uma tradição condenável, mas extremamente resistente: Agitar as águas sem o sentido da oportunidade, é ajudar a manter tudo como está.
Quanto aos responsáveis pela informação local, que argumentos têm para justificar o ensurdecedor silêncio do costume? Será que vão finalmente aprender alguma coisa com esta monumental bofetada da RTP?
Segundo a conhecida expressão popular, só os burros é que não mudam. Para melhor, claro. Para pior já basta assim.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Um abuso nas barbas do executivo camarário



Estas duas fotografias mostram um abuso, sem margem para dúvidas. Um dos cafés da Praça da República, justamente o que está mais próximo dos Paços do Concelho, resolveu aumentar a área da esplanada. Colocou três mesas no tabuleiro da praça propriamente dita, no espaço reservado para os bancos públicos. De tal forma que, caso nada seja feito entretanto, um dia destes vamos ter um alegre convívio entre os "desgraçados" dos bancos públicos, sem dinheiro para mais, e os "abonados" da esplanada invasora, eventualmente alardeando dinheiro mal arrumado.
Há duas hipóteses básicas: Hipótese A - Trata-se de um abuso na ocupação do espaço urbano, que é público e gratuito, pelo que a autarquia deve intervir quanto antes para lhe pôr fim. Hipótese B - A Câmara licenciou ou autorizou verbalmente a referida ampliação e nesse caso resta-lhe anular o erro evidente.
Dirão os mais conformistas que se trata afinal de coisa pouca. Depende dos pontos de vista. Por ser bem sabido que certa gente tem tendência a pegar no braço, quando apenas se lhe dera a mão. E porque há um problema de limpeza urbana. 
Até agora tem havido um acordo cumprido por ambas as partes: Os funcionários da autarquia limpam o tabuleiro da praça e respectivas vias adjacentes, excepto a zona das esplanadas. Os proprietários das esplanadas providenciam cada qual a limpeza da sua. 
Na nova situação, quem limpa o quê?

35 anos mais tarde

Ponto prévio
Parece-me uma excelente ideia, convidar personalidades  de Tomar e de fora para participarem em eventos tomarenses. É bom para a promoção dos nossos recursos turísticos, que são muitos e são excelentes. Em contrapartida, mostra falta de educação, falta de verniz, falta de chá no berço, falta de saber viver, falta de capacidade de encaixe,  fingir ignorar e virar as costas a tomarenses conhecidos, só porque ousam criticar o que lhes parece não estar bem. É mesmo lamentável e reles!
Ao contrário do que escrevem certos comentadores -não por acaso anónimos- que assim julgam defender os actuais instalados no poder, o executivo socialista não é excelente, é apenas tomarense. A oposição também não é boa ou má, é apenas tomarense. E, tal como os cobardes anónimos, os poucos críticos de cara descoberta que ainda há, tão pouco são bons, maus ou péssimos, mas apenas tomarenses. Não adianta portanto adoptar a mentalidade de bunker, porque temos de viver cá todos.
E assim vai continuar, mesmo depois de Outubro, qualquer que venha a ser o resultado.


Regata de barcos miniatura no Nabão

No início da década de 80, professores, alunos, funcionários e encarregados de educação da então Escola Preparatória Gualdim Pais decidiram comemorar conjuntamente o Dia Mundial da Criança e o Dia Mundial do Ambiente, com uma regata de barcos miniatura no Rio Nabão. 35 anos depois, os alunos de então, agora já pais e dirigentes, resolveram retomar a iniciativa, liderados pela autarquia. Ainda bem. Oxalá seja para continuar, uma vez que estamos em ano eleitoral e pode ter-se tratado apenas de mais uma actividade de pré-campanha.


O protocolo estabelecido para o lançamento à água (o bota abaixo, em linguagem técnica) implicou o alinhamento dos barquinhos em filas na Ponte do Mouchão, e a partida por séries.


Assistência numerosa. Pais, alunos e curiosos, entre os quais muitos turistas, agradavelmente surpreendidos, porque por essa Europa fora já ninguém faz coisas assim. Problemas de segurança, sobretudo.

Fila para entregar os barquinhos. O modelo adoptado, de corrida por séries, não será o mais adequado, pois aquando da primeira largada, eram mais os barcos cá fora, ainda nas mãos dos alunos, que na água.




A cerimónia do lançamento à água foi grandiosa e bem preparada, com a numerosa assistência a fazer a contagem decrescente e logo depois a aplaudir. Houve detalhes bem curiosos, como por exemplo o da primeira foto, aquela da senhora presidente, que me abstenho de comentar em detalhe, para não ser mal interpretado...


Os barquinhos já em plena prova, com a escusada presença de canoistas, pois as embarcações não se afogavam, apesar de muito pequenas. Já a presença do bote dos bombeiros municipais foi útil, porque com tanta gente, um acidente é sempre possível, e mais vale prevenir que remediar.



Os dois primeiros barquinhos chegados à Levada. Ambos engenhosas adaptações de garrafões de água mineral. Havia também muitas embarcações tipo jangada ou multicasco, feitas com conjuntos de garrafas. Vivemos numa sociedade em que impera cada vez mais o plástico. Até na política e nas relações humanas.
Já chegámos à segunda fase. Na primeira, sobretudo na política, o que parecia era. Agora, pelo contrário, o que parece, não é. Mudam-se os tempos...

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Um magnífico cortejo e o resto

Um magnífico cortejo, com centenas de crianças caracterizadas e os adultos que as dirigiam vestidos à época. Alguns carros alegóricos, nomeadamente uma caravela, o gigante Adamastor e o padrão do Rio Zaire. Tudo sob um sol radioso, num clima de festa, de alegria, de concórdia, de paz e de segurança, tudo coisas cada vez mais raras noutras paragens, nos conturbados tempos que correm. 
E o resto. A grande colaboração dos pais e a devotada acção dos educadores, que mais uma vez foram muito para além daquilo para que são pagos, caso se entenda que o ensino está confinado às salas de aula. Mas também a sua magnífica lição de perseverança e de tomarensismo, ao vincar, quatro décadas após o Abril libertador, que os Descobrimentos, afinal a primeira globalização, começaram aqui em Tomar. Mais precisamente lá em cima, nos Paços do senhor Infante. Aquilo que agora parece evidente, foi porém bem difícil de difundir. Antes de Abril, os Descobrimentos eram considerados um êxito da capital do império agora desaparecido, e apenas isso.
Recordando as quatro décadas anteriores, é cada vez mais evidente que os tomarenses se especializaram pouco a pouco em cortejos. Tanto de adultos como de crianças. Pena é que essa experiência ainda não tenha convergido para uma reflexão profunda, partindo justamente do tema hoje celebrado em conjunto com o Dia da Criança: Tomar berço dos Descobrimentos.
Porque,  bem vistas as coisas, se houve Descobrimentos foi graças aos recursos da Ordem de Cristo, mas também e sobretudo a um estrangeirado chamado Henrique, nascido no Porto, filho de mãe inglesa. Que conseguiu esse feito extraordinário, porque antes tinha fixado objectivos precisos. Sabia o que queria e como alcançá-lo.
Para além do espectáculo, quais foram e são os objectivos a médio e longo prazo dos organizadores do excelente evento de hoje? Continuar a organizar eventos que não geram receita, nem evoluem?
Por favor não vejam nestas linhas uma critica, mesmo implícita. É apenas mais uma humilde tentativa para suscitar um debate que permita a Tomar sair do pântano em que se vai afundando. Antes que seja demasiado tarde.






Agir sem pensar nas consequências

Numa sequência de três textos, que podem ser lidos, respectivamente, aqui, aqui e aqui, Tomar a dianteira 3 procurou fazer aquilo que a informação local não pode, não sabe ou não quer levar a efeito: escrutinar a correcção e a pertinência das decisões camarárias, que a todos dizem respeito. No caso em apreço, chegou-se à conclusão que o tradicional Caminho Português de Santiago foi abusivamente mal sinalizado em parte do percurso concelhio, sem qualquer justificação ou outra explicação. Situação grave, pois conforme se demonstrou coloca em risco a vida dos turistas caminheiros. Se, fiados na sinalização colocada sob a égide do executivo camarário, vão pelo trajecto indicado, que é extremamente difícil e perigoso, podem vir a sofrer percalços menos agradáveis. E os usuais meios de socorro não têm como lá chegar.
Na sequência das citadas notícias, mão amiga a quem se agradece, fez chegar a Tomar a dianteira 3 este guia oficial, editado em português por uma associação galega de Santiago de Compostela:


Neste guia, assim uma espécie de bíblia do peregrino que ruma a Santiago, as etapas 5 e 6 são, respectivamente, de chegada e partida de Tomar:


Na etapa 6, Tomar-Alvaiázere, o percurso proposto para chegar à ponte de Peniche é totalmente diferente daquele que foi e está sinalizado sob a égide da Câmara:


Nestas condições, os turistas caminheiros que tenham o guia mas resolvam seguir a sinalética urbana em Tomar, e venham a sofrer qualquer percalço, irão queixar-se contra o Município. Com toda  a razão, diga-se. Porque não se mandam assim pessoas desprevenidas para locais inóspitos, difíceis e potencialmente perigosos.
Demandada na justiça, que poderá a Câmara alegar em sua defesa? Que os dois itinerários propostos são semelhantes, uma vez que conduzem ao mesmo local, a Ponte de Peniche? Não é de todo o caso. O itinerário indicado no guia permite auxílio de urgência em qualquer parte do percurso, mediante o recurso a ambulâncias, por exemplo. Pelo contrário, a caminhada via Boca da Vala e Açude de Pedra não permite qualquer tipo de acesso motorizado, nem mesmo aéreo, em boa parte do caminho.
Resta por conseguinte à autarquia tomarense reconhecer o erro e mandar retirar a sinalética do Caminho de Santiago a partir da esquina da Rua do Centro Republicano, indicando que  a coloquem em conformidade com o texto do guia. Se, por orgulho ou birra, assim não proceder, quando um dia houver algum azar, não terá qualquer respaldo jurídico, restando-lhe apenas pagar as avultadas compensações que não deixarão de ser pedidas em sede de poder judicial. Com as consequências que não custa adivinhar.
Fica o aviso.

Adenda, às 07H20 de 01/06/2017

Noticia a Rádio Hertz aqui que deputados do PSD por Santarém acusam o governo de estar a patrocinar a alteração de caminhos centenários de peregrinação rumo a Santiago de Compostela. A usual falta de informação completa e atempada não permite por agora saber de que projecto ou projectos se trata.