quinta-feira, 14 de abril de 2016

Conversa fiada

Incomodada com a reacção do eleitorado tomarense, geralmente demasiado brando, perante o escandaloso lucro anunciado pelos SMAS, a simpática presidente Anabela Freitas desta feita reagiu prontamente. Anunciou e mandou publicar nos órgãos ao seu serviço que o citado lucro vai servir para melhorar a limpeza urbana e reduzir as taxas cobradas aos explorados consumidores de água. Tenho para mim que é apenas conversa fiada. Mais precisamente prematura propaganda eleitoral, tentando desde já assegurar uma  cada vez mais hipotética reeleição. Candeia que vai à frente alumia duas vezes.
É provável que as referidas taxas até baixem, sobretudo em 2017. Mas só poderá ser uma redução cosmética, do tipo do aumento das pensões anunciado pelo governo Costa. Se viermos a pagar menos um euro ou dois já será uma festa. Isto porque o bicho está e vai continuar na fruta. A experiência mostra que, nos concelhos onde as águas e saneamento foram privatizados, os consumidores pagam menos. Como por exemplo em Ourém, cuja população continua crescendo enquanto a de Tomar diminui, e onde o presidente Paulo Fonseca, apesar de socialista, não reverteu as citadas concessões. Porque terá sido? Porque é um socialista dissidente? Desnaturado? Ou simplesmente realista?
Quanto à limpeza urbana, vai decerto mudar qualquer coisinha no aspecto actualmente miserável das nossas ruas e dos nossos parques e jardins, para que no essencial tudo possa continuar como até aqui -uma vergonha. Isto porque melhorar tais serviços implica arranjar mais meios humanos, mais máquinas e mais consumíveis. Tudo aquilo que a autarquia não pode pagar nas condições actuais, porque tem excesso de pessoal supérfluo. Há chefes e funcionários de secretária a mais. Faltam varredores, jardineiros, pedreiros, operadores de máquinas, carpinteiros... E não há disponibilidade orçamental para aumentar as despesas com pessoal, posto que a câmara cada vez recebe menos em impostos e transferências do governo.
Julgo que Anabela Freitas sabe tudo isto muito bem. Tal como sabe igualmente que não pode nem deve despedir ou mandar para casa com o vencimento integral os funcionários supérfluos, pois deles depende a sua desejada reeleição, cada vez mais problemática. São os funcionários e os pensionistas que votam PS. Não os empresários ou os proprietários.
Entretanto, os desgraçados munícipes de uma parte da cidade antiga, praticamente ao lado dos Paços do Concelho, vão continuar a pagar o mesmo que os outros consumidores, sem contudo terem direito à mesma qualidade de serviço. Refiro-me àquela zona histórica cujas infraestruturas de águas e esgotos ainda datam da primeira metade do século passado e cuja modernização continua aguardando melhores dias. Matéria sobre a qual Anabela Freitas foi omissa
Mas temos os museus da Levada. Custaram perto de 6 milhões de euros, mas valeu a pena! É ver as filas de visitantes a comprarem os seus bilhetes e a entrarem, para se extasiarem ante tais maravilhas...


quarta-feira, 13 de abril de 2016

O porco só pensa na bolota

Podia começar pelo clássico "diz-me do que falas, dir-te-ei quem és e o que vales". Neste caso porém, sem querer comparar bípedes em princípio inteligentes com quadrúpedes em princípio broncos, parece-me mais adequado o anexim alentejano "o porco só pensa na bolota". Isto porque, pasme-se, "A qualidade das refeições escolares foi objecto de análise no executivo municipal", diz a Rádio Hertz. Que acrescenta esta conclusão de mão cheia dos senhores edis tomarenses: "A alimentação não tem a qualidade que se deveria exigir."
Noutros termos e se bem entendi, num concelho onde abundam os problemas magnos em todos os sectores, sete maduros à volta de uma mesa, alguns dos quais generosamente estipendiados e fazendo disso modo de vida, resolveram entreter-se a conversar sobre a sua, lá bem no fundo, principal preocupação -cuidar da barriguinha. Porque, guiado pelos hábitos da casa, não acredito que tenham analisado ou sequer debatido a coisa. Isso tem regras e exigiria bastante trabalho prévio. Limitaram-se por isso a debitar generosas generalidades, entremeadas com vacuidades polivalentes.
A prova do que afirmo é que, lendo a notícia da Hertz, nem sequer se fica a saber porque é que a comida escolar não tem a qualidade que se deveria exigir". Gordura a mais? Tempero a menos? Excesso de sal? Pouco peixe? Carne fraca? Pouca variedade? Mau aspecto? Confecção deficiente? Pouca quantidade? Tudo perguntas sem resposta. Os encarregados de educação e as adoráveis criancinhas queixam-se. Mas de quê?
Gente vivida, de grande pedalada, que rompeu vários fundilhos nos bancos das universidades e nas cadeiras das bibliotecas, ou em casa a olhar para o ecrã, os directores dos agrupamentos escolares não tiveram qualquer dificuldade para ir logo ao âmago da questão: No fundo, terão deduzido, o que os senhores autarcas querem é ir enchendo os bandulhos respectivos. naturalmente com comida da melhor qualidade possível. E bem regada!
Vai daí convidaram os membros do executivo para uma ou várias almoçaradas à custa dos contribuintes. Belo tiro, sim senhor! Que mata diversas peças. Umas de pele bem grossa, outras de bico amarelo.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Mais uma aselhice

Os adoráveis autarcas que temos primam por comportamentos que eu pelo menos não consigo entender muito bem. Agora, assim de repente, sem qualquer aviso à informação local, resolveram mandar sinalizar na Várzea Grande, lado poente, dois lugares reservados para autocarros. Supõe-se que de turismo. Apenas dois lugares! Quando vierem três autocarros, com alunos para visitar o Museu dos fósforos, o que é usual, o terceiro vai estacionar onde? Junto ao acampamento cigano? Pensando melhor, até que nem seria má ideia organizar visitas guiadas àquela triste curiosidade, logicamente com a colaboração dos seus habitantes. Afinal até eu já paguei e participei numa visita guiada à Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Voltando ao estacionamento e às vistas amplas dos nossos eleitos. Passamos agora a ter no total  8 lugares de estacionamento reservado para autocarros de turismo. Dois na Várzea Grande e seis junto ao Convento. A título de exemplo, a simpática e minúscula vila de Marvão, aninhada nas suas multicentenárias muralhas, oferece aos visitantes seis lugares, seis! de estacionamento para autocarros, mesmo à entrada do castelo. Tantos quantos os existentes no novo parqueamento junto ao Convento de Cristo. Que recebe anualmente quatro vezes mais visitantes que Marvão. Por aqui se pode ver a usual largueza de vistas dos actuais ocupantes dos Paços do Concelho. Que Deus os abençoe e ilumine os meus escritos! Para evitar ser tão agreste...
Resta mencionar um detalhe muito saboroso e bem tomarense. De acordo com a inscrição legalmente obrigatória no dorso dos sinais de trânsito, esta deliberação sobre lugares de estacionamento reservado para autocarros data de Março de 2007. Nove anos para implementar uma deliberação assim tão complexa... vá lá, vá lá! Podia ser bem pior! E mostra mais uma vez que estamos mesmo muito bem servidos.



segunda-feira, 11 de abril de 2016

Andar à deriva dá nisto

Enquanto António Lourenço dos Santos ataca de forma acutilante a actual gestão autárquica, a informação local noticia que os SMAS registaram no ano passado um saldo positivo ligeiramente superior a meio milhão de euros. No seu blogue Tomar opinião, o evidente candidato a candidato PSD Lourenço dos Santos mostra que decidiu usar também e finalmente o meu estilo agreste, que tem criticado. Decerto por ter concluído, tal como eu, que com paninhos quentes nos vamos enterrando pouco a pouco. E vá de denunciar com acutilância a falta de limpeza, a falta de qualidade nos espaços verdes, a falta de planos e a falta de rumo. Tudo evidências chocantes, perante as quais os tomarenses continuam impávidos e serenos, à espera de milagres. Parafraseando Lopes Graça -Acordai gentes!
Pela mesma ocasião, os SMAS noticiaram ufanos que conseguiram em 2015 um lucro ligeiramente superior a meio milhão de euros. O que corresponde grosso modo a 14 euros por eleitor concelhio. Um vergonha. Porque é a prova evidente de que andamos a ser escandalosamente roubados, pagando tarifas desadequadas, só possíveis porque a autarquia abusa da sua situação de monopólio e da passividade doentia dos tomarenses. Já se sabia, uma vez que bebemos a mesma água dos lisboetas mas pagamo-la bastante mais cara. Esta é apenas mais uma confirmação.
Além de nos esbulharem sem necessidade real, os senhores autarcas que temos mostram também a sua óbvia inépcia em matéria de gestão, ao manifestarem alegria perante o referido lucro dos SMAS. Deviam era ter vergonha. Em pleno centro urbano, a 50 metros dos Paços do Concelho, há ruas ainda sem separação de emissários, sem sarjetas eficazes, sem rede de gaz e com distribuição de água através de condutas com mais de 50 anos e em amianto, matéria há muito proibida na UE. Se até conseguem um lucro confortável ao fim do ano, porque raio ainda não fizeram as obras indispensáveis? Porque os consumidores se vão calando, e quem cala consente, não é? Mas olhem que por vezes os vulcões adormecidos...
Lá estou eu também à espera de um milagre! Vê-se bem que sou tomarense.

domingo, 10 de abril de 2016

A melhor solução

Vimos no texto anterior que os ciganos tomarenses, habitantes do miserável e chocante acampamento do Flecheiro, são sedentários. Há mais de 40 anos, acrescente-se. Carece por isso de sentido prático procurar obter fundos comunitários para a instalação de um parque destinado a nómadas. Além de não se ver bem onde poderia ser instalado a contento dos interessados.
Sedentários portanto, os ciganos continuam a ser em grande parte casos sociais, por manifesta marginalidade em todos os sentidos. Nem a sociedade se esforça muito para os integrar, nem eles no fundo se querem integrar. Para alterar positivamente tal estado de coisas, acabando de vez com o triste espectáculo do Flecheiro, é por isso indispensável e urgente proporcionar-lhes antes de mais alojamento digno. Cujos encargos mensais terão naturalmente de pagar. Em último caso mediante desconto coercivo no rendimento de subsistência. 
Tanto Bruxelas como Lisboa ou a banca comercial, dispõem de recursos para a construção de habitações sociais. Ponto é que a autarquia tomarense se deixe de blábláblá de circunstância e passe a trabalhar eficazmente no sentido de resolver o problema dos ciganos da borda do Nabão. Assim: 1 - Não sendo legalmente possível, porque discriminatório, projectar e edificar um bairro só para os ciganos; 2 - Não sendo realista pretender alojar toda a comunidade nas habitações urbanas actualmente existentes; 3 - Conhecidos os pruridos racistas não assumidos da população tomarense de menores recursos materiais e intelectuais, que a impelem a rejeitar os ciganos; há várias soluções disponíveis, mas só uma é a melhor.
Tenho para mim que essa melhor solução do problema cigano nabantino é o realojamento no Bairro 1º de Maio. Não no actual, que manifestamente há muitos anos que está a pedir uma reabilitação de fundo. Não só para facultar condições actuais de habitabilidade, mas também para pôr cobro a chocantes situações de abuso e manifesta ilegalidade (agregados cujo rendimento é superior ao fixado para a ocupação de alojamentos sociais, gente que tem casa noutro lado e subaluga a do bairro ou a mantém fechada por que é barata, quintais ocupados com construções ilegais sem condições mínimas de segurança...)
Creio que andaria bem a autarquia encomendando um projecto para a construção de 200 habitações sociais, em edifícios de 3 pisos (r/c + 2), nos actuais quintais, que nada justifica nos nossos dias. Uma vez concluído esse novo conjunto, nele seriam realojados todos os membros da comunidade cigana do Flecheiro que assim o desejem, bem como os actuais moradores do bairro que satisfaçam as condições legalmente fixadas para  beneficiarem de habitação social.
Concluído o realojamento, o velho bairro 1º de Maio que agora existe seria demolido e os terrenos assim tornados livres transformados em lugares de estacionamento e espaços verdes. Quanto à favela do Flecheiro, ao que parece a actual gerência camarária tem um projecto. Terá mesmo? Ou será, mais uma vez, apenas 31 de boca?
Sucintamente é isto. Haverá coragem? Haverá empenhamento? Haverá capacidade? Logo veremos...

sábado, 9 de abril de 2016

Acabar com o problema dos ciganos tomarenses

Há mais de 40 anos que existe e se vai ampliando aquele vergonhoso acampamento cigano, ali à entrada de Tomar, para quem vem de Lisboa. E há mais de 40 anos também que se sucedem as ciganices, por parte de eleitos não ciganos, que é como quem diz gajos e/ou gajas em calé, o dialecto dos ciganos. As duas mais recentes são a promessa interesseira de Anabela Freitas e a proposta do seu companheiro, o deputado municipal socialista Luís Ferreira. Interligadas, uma resulta afinal da outra e destina-se visivelmente a apalpar terreno.
A actual presidente afiançou, durante a campanha eleitoral que caso vencesse, resolveria de vez a situação dramática dos ciganos tomarenses, acampados há mais de quatro décadas nas margens do Nabão. Venceu. Decorrido mais de meio mandato, veio agora informar a comunidade que afinal não há verbas europeias para tal efeito. O que é falso.
Pouco tempo depois, o eleito socialista Luís Ferreira publicou no seu blogue uma proposta de resolução para o problema cigano nabantino. Segundo esse documento, a autarquia deve providenciar a edificação de um bairro exclusivamente destinado a ciganos, situado nos terrenos anexos à GNR.
Trata-se de uma evidente ilegalidade. Nos termos da legislação portuguesa e europeia, ninguém pode ser discriminado, seja de que forma for. De resto, somos useiros e vezeiros nestas asneiras crassas. Já António Paiva caiu no mesmo erro, agravado pela circunstância de pretender instalar habitação social numa zona industrial, o que também é estritamente proibido. Agora o ex-chefe de gabinete vem com a ideia genial de instalar os ciganos num conjunto vigiado em permanência pela GNR. Ele há cada patusco...
Quanto à nossa simpática presidente, mente ao afirmar que não há verbas, eventualmente sem disso se dar conta. Na verdade, há fundos nacionais e europeus disponíveis para realojar os ciganos e outros casos sociais. Apenas têm os senhores autarcas, assessorados pelos seus adjuntos de confiança, de saber onde e como obtê-las. É pura perda de tempo ir por exemplo a uma farmácia pedir alpista para o canário. Mas foi na prática o que a autarquia fez. Candidatou-se a verbas europeias para instalar um parque para nómadas no concelho, quando afinal os serviços da Comissão europeia, pelo menos de acordo com documentos em francês a que tive acesso, sustentam que os ciganos portugueses já não são nómadas, uma vez que se sedentarizaram há décadas. E não havendo nómadas, a candidatura foi rejeitada. Porque afinal, o dito parque serviria para quê? Para estacionamento durante a festa do tabuleiros, de 4 em 4 anos? Para os campistas fugindo das taxas proibitivas praticadas no parque respectivo? Por favor, deixem-se de brincadeiras com coisas sérias.
Tendo deixado portanto de ser nómadas, ou gente da viagem, os ciganos continuam todavia a ser, infelizmente, casos sociais. E como tal devem ser tratados. É o que tem procurado fazer, sem alardes mas com algum sucesso, o vereador Cristóvão. Duas ou três famílias antes no acampamento do Flecheiro já estão a viver no Bairro 1º de Maio. O problema é que, mesmo mantendo o ritmo actual e sempre com igual êxito, dentro de 20 ou 30 anos ainda teremos acampamento habitado no Flecheiro. É por isso urgente encontrar um solução muito mais rápida e definitiva. Sem ciganices, claro!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Linguagem publicitária

Aquando das recentes eleições internas no PSD nabantino, João Tenreiro apresentou-se e venceu com o mote "Ganhar 2017". Esta semana, entrevistado pelo Cidade de Tomar, Bruno Graça garante que "A CDU vai concorrer às eleições para ganhar". Já em 2013, Anabela Freitas afiançava que, caso fosse eleita, resolveria o problema do acampamento cigano no Flecheiro. CDS e BE não se coíbem de fazer outro tanto. Refiro-me ao uso e abuso da linguagem publicitária na área política. O que é sobremaneira pernicioso.
Como bem sabemos, pelo menos desde o célebre "Omo lava mais branco", os publicitários são especialistas no uso de uma linguagem dúplice, que lhes é muito própria. Não sendo falsa, tão pouco é verdadeira. Isto é: Não se consegue demonstrar, no momento em que é usada. que se trata de algo falso. Mas os leitores e/ou ouvintes duvidam imediatamente, escaldados que estão por experiências anteriores. Porque afinal, "Omo lava mais branco" que quê? Que os outros outros detergentes? Ainda que tal fosse verdade, não se vê como seja possível com a roupa de cor.
Esta falta de rigor, de honestidade intelectual, vai em simultâneo engordando os publicitários mas degradando pouco a pouco a credibilidade dos políticos. De tal forma que quase metade dos cidadãos já nem se dá ao trabalho de ir votar "porque são todos uns aldrabões". Aqui em Tomar então, a situação é cada vez mais assustadora para quem saiba e queira analisar friamente a dramática realidade local.
Com os políticos totalmente desacreditados, a população em geral parece continuar a aguardar a vinda de um messias, que nos salve a todos da miséria, trazendo progresso e desenvolvimento económico. Naturalmente propiciados pelo Estado, uma vez que a burocracia cada vez mais pesada e a condenável mentalidade de autarcas e funcionários, todos convencidos de que a população está ao serviço deles, e não o inverso como deveria ser, tudo fazem para afastar os potenciais empresários e investidores. Agem assim, uns porque são mesmo contra a iniciativa privada. É o caso do Bloco de Esquerda e da CDU. Outros porque não se dão conta das consequências daquilo que fazem no seu dia a dia.
Claro que é tão legítimo defender uma economia estatizada como lutar a favor da iniciativa privada. 
O fundamental é não se enganar naquilo que andamos a semear e depois a regar. Noutros termos: Ninguém espere semear cebolas para depois colher melões. China, Cuba, Vietnam, Coreia do Norte e Laos são economias estatizadas. Países escandinavos, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Japão são economias de iniciativa privada. 
Tomar é uma minúscula economia estatizada de facto, uma vez que o essencial da actividade económica concelhia depende exclusivamente do Estado (funcionários públicos, aposentados e pensionistas). Inversamente, Ourém é uma economia de iniciativa privada. Nem sequer têm hospital ou ensino superior, por exemplo. Não espanta por isso que Tomar esteja cada vez mais enterrada na crise e Ourém na senda do progresso. Exagero meu? Basta olhar para a população senhores. Há 20 anos Ourém tinha menos gente que Tomar.  Actualmente já tem mais 6 mil eleitores: 37 mil em Tomar, 43 mil em Ourém. Dados oficiais incontroversos.
Simples milagre de Fátima? Ou aqui em Tomar andamos há décadas a apostar nos cavalos errados? Faça o leitor o favor de responder a si próprio. E depois procure começar a agir em consequência. Nunca é tarde...