quinta-feira, 7 de abril de 2016

A causa da coisa

Recordam-se os leitores certamente daqueles cortejos de automóveis em marcha lenta, ali entre Bombarral, Torres Vedras, Peniche e Óbidos. Reivindicavam trânsito sem portagens na A8 entre aquelas localidades. E conseguiram o que queriam.
Recordam-se também decerto que o mesmo aconteceu mais recentemente na A23, desta vez para reivindicar ausência de portagem entre Torres Novas, Entroncamento, Barquinha e Constância. O que também conseguiram.
Numa outra área -a da informação e debate de ideias- têm também presente um caso singular. Cada vez que o pobre escriba destas linhas diz umas tantas verdades mais incómodas tal como as vê, é logo acusado de pessimista congénito, demasiado agreste e quase sempre inconveniente. Mal educado, em suma. 
Aparece agora em Tomar Opinião um bom texto de António Lourenço dos Santos, geralmente considerado uma das melhores cabeças da sua geração. Sob o título Portagens e interioridades, anota e interroga, em tom de lamentação, porque continuam os tomarenses a pagar portagem na A13, mesmo no minúsculo troço entre os dois acessos à cidade. Fá-lo nos seguintes termos: "Porque é que aceitamos este estado de coisas? Não sabemos. Mas ainda é tempo de intervir, por quem tenha autoridade e condições para isso."
Não sabemos?!? Sabemos sim, prezado amigo António. E sabemos muito bem. Exactamente porque somos como somos. Todos temos bom apetite e gostamos muito de comer. Mas têm de nos pôr a comidinha no prato. Caso seja preciso servir-se ou, pior ainda, prepará-la, preferimos passar fome. Exagero meu? Creio que não. Aliás, tu próprio, quiçá sem disso te dares conta, confirmaste antecipadamente aquilo que acabo dizer. Ao escreveres que "ainda é tempo de intervir, por quem tenha autoridade e condições para isso", topa-se que estás mesmo a pedir comida pronta e servida no prato. Porque afinal, que autoridade ou condições tinham os automobilistas protestatários da A8 e da A23? E no entanto conseguiram. Porque não se ficaram à espera que outros lhes viessem servir a papinha já pronta e no prato. Tiveram coragem para arriscar. Para dar o peito às balas. Em sentido figurado, bem entendido. Para exercer o seu direito de cidadania. O que nunca é cómodo.
Portanto, desculpa lá caríssimo António mas, no meu tosco entendimento, é essa a causa da coisa. Que já nos trouxe onde estamos e vai continuar a desgraçar-nos enquanto comunidade. Ou mudamos ou morremos como tomarenses.
Tens dúvidas? Então pensa lá um bocadinho: Se o Gualdim, que era de Braga, tem ficado à espera que outros, com autoridade e condições para isso, edificassem o castelo, achas que alguma vez teria havido tomarenses?

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Dois pesos e duas medidas

A Assembleia de Freguesia de S. João e Santa Maria voltou a chumbar o orçamento para o ano corrente, com os votos contra do PSD e dos IpT. Os laranjas voltaram a invocar a sua discordância em relação às opções do presidente Augusto Barros, como fundamento para o seu voto negativo. Aceita-se, embora seja consensual que estão a ser demasiado exigentes com um homem mais de acção que de reflexão.
Já os amigos de Pedro Marques ficaram-se praticamente pelos ataques pessoais, sabido como é que não têm qualquer programa distinto, nem nunca sequer por aí foram em termos de argumentação para justificar o chumbo. Apenas nunca aceitaram a fuga de Augusto Barros dos seguidores de Pedro Marques para os de Luís Ferreira. Compreende-se. Ninguém gosta de estar no lugar do marido enganado.
Assim sendo, lamenta-se que, ao longo dos mais de dois anos já decorridos no actual mandato, as duas referidas formações nunca tenham querido ou sabido agir de igual modo na câmara e na AM, levando a cabo uma oposição substantiva, eficaz e visível em termos de opinião pública. No executivo, tanto quanto se sabe, que neste caso as paredes nem sempre têm ouvidos, têm-se ficado praticamente pelas quezílias pessoais, transitórias e inconsequentes. E quanto à Assembleia Municipal melhor é nem falar, para que a pintura não fique excessivamente escura.
Neste quadro pouco alegre, a ideia que chega à opinião pública não é mesmo  nada favorável aos esforçados (?) eleitos oposicionistas que temos. Salvo explicação mais convincente, que ainda não apareceu, o voto PSD na AF da freguesia urbana está justificado, mas o dos IpT é entendido como uma mesquinha vingança pessoal contra Augusto Barros, por este se ter passado para o PS, conforme referido mais acima. Temos portanto dois pesos e duas medidas no que diz respeito à acção dos seguidores de Pedro Marques. Na junta urbana vão até ao fim. Na Câmara e na AM ficam-se pelo paleio inconsequente. Outro tanto sucede com a tropa liderada por João Tenreiro. Na junta, são mais rijos, na câmara e na AM nitidamente mais maleáveis, nunca ousando levar as discordâncias até ao fim. Porque será?
À maneira de conclusão, acrescento que nada adianta invocar uma vez mais a minha inventada aversão a Pedro Marques, ou o meu congénito pessimismo e estilo agreste, na linha da argumentação putiniana agora visando explicar o "escândalo Panamá" como tratando-se apenas de calúnias para denegrir a Rússia. Como os tomarenses em geral não sabem, mas já foi repetido à saciedade, "em política o que parece é". Foi Salazar que o disse e neste caso tinha razão. Como se constata uma vez mais no triste episódio do chumbo do orçamento da freguesia urbana. Assim vão os tempos...

terça-feira, 5 de abril de 2016

Complicar o que é simples

Sabe-se que o estilo manuelino é afinal um gótico muito mais complicado. Por isso representa tão bem os recônditos da alma portuguesa. E tomarense, pois então, que o expoente máximo da dita arte é a janela monumental lá de cima do convento.
Nestas condições, não espanta que, perante qualquer problema, os portugueses tenham tendência para complicar, em vez de simplificar. O exemplo mais recente é o restauro da fachada norte do Convento de Cristo. Não custava nada picar, voltar a rebocar e pintar tudo de branco. Como sempre esteve e estava. Mas era demasiado simples.
Vai daí, avançou a ideia de pintar de outra cor a parede situada abaixo da sanca. Para adequar aos embasamentos em calcário aparelhado no sector barroco, à esquerda do portal filipino, disseram eles. O pior foi o resto. Com as ilhargas do referido portal já pintadas a branco, continuam os ensaios de cor:


Supõe-se que em busca do tom consensual, Que evidentemente nunca existirá. Assim para um leigo como eu, não podendo ficar tudo como estava, por que é preciso ir mudando qualquer coisinha para que tudo possa continuar na mesma, o melhor será deixar em tosco todo o sector ainda não pintado à esquerda do Portal filipino. Como está agora. Mas é bem capaz de ser demasiado simples:


O restante, que até é de outra época, ficará melhor em branco, como estava. Julgo eu. Mas é decerto igualmente demasiado simples. Almas torturadas, é o que é... Resta aguardar pelas cenas dos próximos capítulos. Com os tomarenses em geral tão calados como os barbos do Nabão. O costume. Não se cresce nem se vive impunemente em Tomar. Tem custos. E que custos!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Os sanitários da Cerrada dos Cães

Até 1960 era um terreno com algumas oliveiras, ali à entrada do castelo. Em tempos fora o vedado dos cães de guarda da Ordem de Cristo, daí lhe vindo o topónimo de Cerrada dos Cães. Em 1960, por ocasião das comemorações do 5º centenário da morte do Infante D. Henrique, a Junta Autónoma de Estradas mandou ali fazer um parque de estacionamento, dotado de instalações sanitárias. Sentinas públicas, como então se dizia:


Instaladas com entrada pela ilharga inferior do parque, mal sinalizadas e sem a adequada manutenção, as ditas instalações sanitárias nunca cumpriram cabalmente a sua missão. 
Meio século mais tarde veio o Império paivino e as suas obras mal enjorcadas, algumas nitidamente projectadas em cima do joelho. A velha Cerrada dos Cães foi rebaptizada à pressa. Passou a ser o Terreiro Gualdim Pais. As velhas pinheiras foram-se e os velhos sanitários foram encerrados.
Com dinheiros europeus e entre várias outras asneiras, construiu-se uma cafetaria e novas instalações sanitárias. Mas o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Apesar de modernos, os ditos sanitários são pouco funcionais. Não dispõem de acesso para deficientes, o que os torna mesmo ilegais, porque não conformes com a legislação europeia. E foram os europeus que os pagaram na sua quase totalidade:


Agravando a situação, o concessionário da cafetaria procura logicamente maximizar os seus lucros. É humano. Para isso mantém fechada a porta que é simultaneamente acesso exterior e saída de socorro. Os visitantes necessitando aliviar-se são assim forçados a entrar na cafetaria. Cuja porta mais à direita está igualmente encerrada:


Maneira ardilosa de obrigar quem chega a atravessar o estabelecimento.
Chegados ao cimo das escadas de acesso aos sanitários, que são no subsolo, os turistas lêem este letreiro, que não deixa dúvidas:



Trata-se sem qualquer dúvida de um aviso ilegal, uma vez que os sanitários são públicos e não para uso exclusivo da cafetaria. No que me toca, entrei, saudei, desci, urinei e lavei as mãos:


Depois subi e pedi um descafeinado e um bolo. Paguei 2 euros e 70. Ainda estive para perguntar onde era a auto-estrada; mas depois lembrei-me que especuladores há em toda a parte e não só nas áreas de serviço das vias rápidas.
Coitados dos turistas. Pobre terra que tem gente assim.

domingo, 3 de abril de 2016

Fui literalmente à merda

Sem ninguém a dizer-mo directamente, porém calculando que alguns o façam pela calada, resolvi ir à merda. Por outras palavras mais limpas, resolvi visitar todas as instalações sanitárias municipais. Fi-lo por saber que os credenciados jornalistas locais não podem exercer os seus talentos nesta área mal cheirosa, pois ninguém gosta de ter no seu currículo uma ou várias reportagens de merda. É claro que mesmo assim alguns as terão, mas aí o sentido (ou campo semântico, para os mais entendidos) será outro.
De forma que lá fui. O que vi não é realmente motivo para alegrias. Mas a situação já foi muito pior. Aos factos.

Sanitários da Escada de S. Tiago (Traseiras da Câmara):


Reabilitados recentemente, estão limpos, têm papel e sabão líquido, tanto nas senhoras como nos homens.

Sanitários da Mata dos 7 montes:



Únicos que conheço aqui na zona com recepção, que por acaso nunca funcionou. Modernos e limpos. Havia papel só nas instalações femininas.

Sanitários junto aos serviços municipais de higiene e limpeza:




São a vergonha da Câmara, se apesar dos tempos que correm ainda por lá houver semelhante coisa. E uma patente contradição. Anexos aos serviços municipais de higiene e limpeza, não têm nem uma coisa nem outra. Como bem documentam as fotos. Mas têm água a correr 24 horas por dia e as luzes sempre acesas. A ordem é rica e os frades são poucos. 
Sem papel nem condições mínimas.

Sanitários da Estação rodoviária:

Acanhados mas funcionais, limpos e com papel.

Sanitários junto à Igreja de Santa Maria dos Olivais:


Modernos, muito bem sinalizados, estão fechados. Ao que me foi dito, devido a doença da funcionária respectiva. Mas os cidadãos não podem deixar de se aliviar só porque a funcionária está de baixa...

Sanitários do Mercado:




Modernizados há pouco. Limpos, funcionais, com papel e sabão líquido. Uma originalidade que não se percebe assim muito bem: as instalações para senhoras são no r/c, mas as dos homens são no 1º piso. Houve por isso necessidade de instalações para deficientes no r/c. Ou seja, 3 sanitários em vez de 2. É o que eu digo: a ordem é rica, os frades são poucos...e pagam sempre os mesmos.

Sanitários da Rua da Fábrica:


 Modernos mas abandonados há muito tempo. Ignoram-se as razões.

Sanitários do ex-Estádio Municipal:



Modernos mas acanhados, mal cuidados, mal limpos, sem papel, parcialmente encerrados. Dotados de videovigilância.

Sanitários de S. Gregório:

Encerrados, após terem servido de alojamento durante alguns anos  a um conterrâneo infeliz.

Sanitários junto ao castelo: Ver mensagem seguinte.

sábado, 2 de abril de 2016

Ainda há gente assim...

Na sua saga sob nome suposto, o peculiar e suposto senhor Silva desatou ultimamente a fazer lume com qualquer lenha. Por vezes até com excrementos secos. O que naturalmente só pode dar fogueiras de merda. Foi o que sucedeu nomeadamente com o seu conto da páscoa (Tomar na rede, 26/03).
Ultimamente deu-lhe para lisonjear figuras controversas do PS (Gameiro, Luís Ferreira...) e uma outra formação politica local, que nunca teve qualquer futuro, dada a sua evidente natureza caciquista. Está no seu direito, bem entendido. Ainda que os direitos dos pseudónimos sejam uma questão em aberto e nada simpática nos regimes reconhecidamente pluralistas. Porquê? Porque, como é o caso, o pseudonomeado se aproveita do anonimato  para promover os seus amigos, assim enganando os leitores, que ignoram de quem se trata. Poderá até dar-se o caso de mero auto-elogio. Nesta terra nunca se sabe!
Além desse manifesto ultraje à transparência. o pseudo Silva padece de outra tara. Tolera mal quem tem opiniões diferentes das suas e ousa criticar os seus já citados amigos. Um exemplo flagrante está no seu texto mentiroso do primeiro de Abril. Assim ao virar da esquina, como quem não dá grande importância ao assunto, aproveita para referir que Pedro Marques me perdoa por eu estar sempre a zurzi-lo. 
Está enganado, suposto Silva. O ex-presidente tomarense não tem nada que me perdoar, pois eu nunca tentei sequer prejudicá-lo. Nada tenho de pessoal contra ele. Tenho-o criticado, é certo. E continuarei a fazê-lo. Até que, uma de duas: ou ele muda e deixa de cometer os erros que lhe aponto ou, eventualmente agastado, decide regressar à paz e ao anonimato dos que não estão na política. Mas daí não resulta que eu necessite de perdão. Faço o mesmo com todos os outros actores políticos locais. E com as mesmas intenções: mostrar-lhes como podem ser vistos pelos outros, fornecendo-lhes assim um "som de retorno". Limito-me em suma a exercer os meus direitos de cidadania, decorrentes do facto de cumprir atempadamente as minhas obrigações fiscais.
O suposto senhor Silva é que me parece necessitar de um esclarecimento elementar. Aqui vai ele. Ensina-se, logo no início, em qualquer escola de jornalismo. que os factos são sagrados mas a sua interpretação é livre. Por conseguinte, nem Pedro Marques, nem você, nem ninguém tem nada a condenar nos meus escritos. Podem opinar. Podem não gostar. Nunca condenar com falsa argumentação. Porque há apenas duas hipóteses possíveis: 1 - O que eu escrevo é factual e verdadeiro, pelo que resta aos leitores e sobretudo aos visados comentar ou comer e calar; 2 - O escrito por mim não corresponde à verdade e aí há dois caminhos, a saber: A - Escrever para o meu email, procurando assim esclarecer a questão e repor a verdade factual; B - Recorrer ao poder judicial, sempre que se considere que o caso é grave, porque deliberadamente calunioso.
Tudo o que seja fora disto, suposto Silva, não passa de areia atirada aos olhos dos leitores, com o óbvio intuito de os enganar. Que é o que você anda a fazer desde o início. Mas por mim, faça favor de continuar. Pela boca morre o peixe e pela escrita capciosa a credibilidade do autor respectivo.
Mais de 40 anos após Abril, ainda há gente assim. Irra!

anfrarebelo@gmail.com













sexta-feira, 1 de abril de 2016

Marrocos é lindo em Outubro...

Ao que me disseram, (e até apostaram um jantar), o candidato PSD para Outubro 2017 é Luís Boavida. A ser assim, só falta conhecer agora o figurante bloquista, que para pouco ou nada conta. Tal como sucede de resto com a CDU, reduzida ao apoio ao vencedor, caso ele venha a precisar.
A futura escolha eleitoral será então como segue e por ordem de antiguidade. 
Bruno Graça não tem quaisquer hipóteses. Dotado de experiência política excessiva e nem sempre tranquilizadora para os eleitores, apresenta-se por uma formação liderada e totalmente dominada pelo PCP, que nas recentes presidenciais sofreu um desaire histórico. E como os camaradas gostam de dizer, "isto anda tudo ligado".
Pedro Marques já demonstrou à saciedade que é boa pessoa, porém nunca mais recuperou de ter entrado na política local pelo telhado e sem qualquer experiência anterior. Foi durante os seus mandatos que nasceu designadamente esse aborto técnico e trambolho político chamado PDM, cujos malefícios muito têm contribuído para o estado lastimável em que nos encontramos. E que tende a piorar. É também do seu tempo de liderança a reorganização dos serviços camarários, que transformaram a autarquia no monstro burocrático que todos conhecemos. Com destaque para o inenarrável sector das obras particulares e urbanismo, à época dirigidos por uma senhora muito chegada ao presidente. Finalmente, a sua falhada aventura à cabeça dos IpT não abona em nada a sua já antes fraca reputação política local.
Anabela Freitas conquistou inesperadamente a autarquia graças aos esforços e manigâncias do seu companheiro. Ao tomar posse, já estava singularmente limitada nas suas capacidades por muitos anos de experiência na função pública e pela concomitante e triste mentalidade. O que se seguiu só terá surpreendido os menos atentos e os que estão sempre à espera de um novo milagre. Com uma senhora a aparecer, desta vez nos Paços do concelho e não sobre uma azinheira. A "bronca Mandanela" vai figurar para sempre nos anais da história local.
Resta o também simpático (tal como a actual presidente) Luís Boavida, por agora e felizmente para ele apenas putativo candidato a candidato. Bem introduzido nos meios associativos locais, sobretudo nos desportivos e naqueles onde se come bem, padece de duas doenças, uma curável outra não. A maleita curável é a sua óbvia falta de experiência política. Uma desvantagem de todo o tamanho para gerir proficuamente uma autarquia em crise, cheia de vícios e pejada de alçapões. 
Quanto à doença incurável, trata-se naturalmente da sua já longa experiência como funcionário superior da autarquia. Com tudo o que de negativo isso implica. Nomeadamente a amigável convivência diária com os principais coveiros da cidade e do concelho, tão tacanhos que nem disso sequer se dão conta. Proclamam que a culpa é dos outros. Tenho para mim que, se eleito presidente, Boavida nunca teria coragem para agir contra eles. E por isso, no meu entender, o melhor para ele e para todos nós, é manter-se nos bastidores.
Anabela? Boavida? Bruno? Pedro? Marrocos é lindo em Outubro, sobretudo no dia das eleições em Portugal. Há menos frustração no ar...

anfrarebelo@gmail.com