segunda-feira, 14 de março de 2016

Paisagem informativa local menos poluida

Impulsionados pela evidente crise local, que não é só na autarquia, antes fosse, surgiram ultimamente na paisagem informativa tomarense três pseudónimos ou nomes supostos, de empréstimo portanto. Considero que escrever de forma encapotada, acoitado num pseudónimo é uma evidente cobardia que deve ser combatida. Salvo circunstâncias excepcionais. Por exemplo quando existe evidente perigo para quem escreve, ou quando o autor entende ser preferível para o bem de todos que não se saiba quem escreve. 
Não era nem é o caso de José da Silva, Roberta Ferreiro ou Leonardo Capricho, ultimamente bastante assíduos no blogue Tomar na rede. Ávido leitor, fui seguindo com atenção os escritos de cada um. Só não fiquei totalmente desiludido porque José da Silva escreve bem, tem um estilo, sabe o que escreve, é requintadamente educado e abre perspectivas interessantes. Mesmo quando delas se discorde. Já os outros dois, coitados! Melhor fora para todos que nunca tivessem resolvido escrever. Mas mesmo assim fui lendo, com pouco ou nenhum prazer, é certo. Apenas porque indispensável para poder formar uma opinião.
E o inevitável aconteceu. Roberta Ferreiro revelou a sua ignorância e falta de boas maneiras ao tratar-me de forma que considerei demasiado familiar e por isso mal educada. Por que Toninho será quem ele quiser; não eu, que não lhe admito tal tratamento. 
Com Leonardo Capricho foi ainda pior, se tal é possível. Preocupado apenas com o seu ego e respectivo protagonismo, avançou com um texto no qual me compara a uma hiena, a propósito da minha posição em relação ao blogue Tomar opinião. Fiquei agoniado. Ao contrário do que afirma no dito esterco, sei que tenho muitos defeitos, como qualquer outro ser humano. Porém, nunca assassinei ninguém, em sentido próprio ou figurado, nunca vivi nem vivo de despojos e nunca fiquei contente perante a desgraça dos outros. Por conseguinte, o lamentável Capricho abundou na calúnia intencional, pois sabe muito bem qual é o meu passado e conhece o meu presente.
Perante tão evidente falta de civismo, considerei que "quem não se sente não é filho de boa gente" e resolvi queixar-me. Não no foro judicial, que não me pareceu caso para tanto, uma vez que se trata de evidente criancice malcriada. Junto de quem me pareceu poder vir a ter capacidade decisória.
Apraz-me registar que em princípio fui ouvido, tendo imperado o bom senso e o bom gosto. Segundo informação de fonte fidedigna, a Roberta e o Leonardo juntaram os trapinhos e foram-se em lua de...mel. Ia a escrever outra coisa. Tão cedo não voltarão portanto a poluir a paisagem informativa nabantina. Ainda bem, que problemas já temos que chegam e sobram.
Resta-nos por conseguinte o José da Silva e os seus textos sábios. Oxalá consiga continuar com o mesmo estilo e a mesma óbvia felicidade.

Do mal o menos...

Praticamente concluídas as obras da fachada norte do Convento de Cristo, estão agora na fase dos ensaios da cor a aplicar na parte inferior da fachada:


Um progresso em relação à informação inicial que me foi dada. Como os leitores decerto recordam, era questão de pintar a amarelo toda a parte inferior da referida construção.
A tonalidade da esquerda parece-me de longe preferível, porque muito mais compatível com o calcário das cantarias, tanto das portas e janelas, como dos vários outros troços exteriores do monumento:


mas os senhores técnicos é que sabem.
No meu entender de simples visitante à muito apaixonado por aquela mui ilustre Casa da Ordem, além dos sectores já pintados a branco:


há que usar a mesma cor na restante fachada, excepto entre o lado esquerdo do Portal Filipino e o embasamento do torreão de gaveto:


Se assim fizerem, terão contribuído para alindar aquela parte do monumento, respeitando no essencial o aspecto tradicional.
Contarão portanto com a minha concordância, de que de resto não precisam para nada. É apenas a opinião de um cidadão, que por ser contribuinte também ajudou a pagar a empreitada...  

domingo, 13 de março de 2016

A algumas alimárias que escrevem e publicam sob pseudónimo

Não o sabeis decerto, que a vossa mona manifestamente não dá para tanto: Ma sucede que, publicando sob nome suposto, as vossas bostas valem o que valem. Ou seja muito pouco e em função dos objectivos que julgais procurar alcançar. Assim os escritos do José da Silva têm pelo menos o mérito da boa redacção e também o dos objectivos cristalinos. Já os da pretensa Roberta, intentam chegar onde? À defesa e apoio dos desviantes sexuais? Pois é o efeito contrário que pelo menos em mim produzem. E não me tenho na conta de um exemplar raro. Embora use sempre botas de elástico no Inverno...
Quanto aos do Capricho, não passam de simples merda mal coada, cujos objectivos me escapam de todo.. Certamente porque a minha limitada inteligência não o permite. Ou será que o pobre diabo é que não enxerga sequer aquilo que anda a fazer? Este último então, o das hienas, não lembra nem a um simples e ignorante  sacristão do Ruanda, quanto mais agora a um auto-alegado intelectual tomarense, que tem a tola pretensão de se considerar europeu.
A pobre criatura nem sequer conseguiu perceber (ia a escrever intuir, mas a criatura era bem capaz de tresler) que o meu comentário que tanto o agastou -o que não me admira, porque ele é um dos visados, na qualidade de anunciado redactor do falhado blogue Tomar opinião- visa exclusivamente acicatar os mentores do antes referido blogue a acordarem e começarem finalmente a escrever todos os dias, assim ressuscitando o dito.
Já o citado gambozino (para não dizer monte de merda) que fala de hienas, tem que finalidade? O riso alarve dos bêbados de tabernas ordinárias?
Haja decência, senhores! A cidade merece melhor! E eu tenho direito à minha vida privada. Pela simples razão que não fui eleito nem ocupo qualquer lugar sujeito ao escrutínio dos eleitores. Assim sendo, não me obriguem a reclamar esse direito no local próprio, entalando também quem não pode ser culpado pela vossa mentalidade reles. Mas que, por ter publicado. e estar a viver num país europeu, está sujeito às suas leis.
Que estas frases sirvam de último aviso para todos. Depois não se queixem, alegando falsamente que ninguém vos avisou com tempo.

Adenda
Em Tomar a dianteira - 3 todos podem comentar. Basta enviar o mail devidamente identificado com o nome de baptismo. Como eu faço, carago! Custa assim tanto?

anfrarebelo@gmail.com

Quando fomos oficialmente espanhóis



Portal filipino na fachada norte do Convento de Cristo em Tomar e respectiva inscrição.
Filipe III "Rei das Espanhas".

Requiem para uma morte anunciada

Ao que a realidade indica, o blogue Tomar opinião, que tanta expectativa gerou, já bateu a bota. Finou-se. Esticou o pernil. Ou melhor dizendo: Ainda existe, porém já não mostra qualquer actividade vital. Era previsível, conforme aqui referi em tempo oportuno. Mais de dois tomarenses (ou equiparados) juntos, é demasiado para qualquer tarefa séria. Excepto para comer, beber e mandar palpites. Nessa área somos dos melhores. Da região, do país e se calhar até da Europa e do Mundo.
Há por aí, nas diversas freguesias, naturalmente com maior incidência na área urbana, mais de um quarteirão de tertúlias e outras agremiações, exclusivamente para aquilo que os tomarenses melhor sabem e mais gostam de fazer: dar ao dente, molhar a goela e botar discurso. Mas quando se trata de debater a coisa pública, produzir ideias ou alinhar meia dúzias de linhas de produção própria -Vão lá fazendo isso, que eu agora não posso; estou cheio de trabalho. 
Mesmo se protegido pelo anonimato, o tomarense típico padece de três maleitas principais. Graves, no meu entender. E nada convenientes para viver em democracia. A - Regra geral é canhestro a pensar, a raciocinar e portanto a escrever sem recorrer a lugares comuns e/ou frases feitas. B - É demasiado susceptível, o que o leva a irritar-se quando alguém ousa mostrar-lhe sem subterfúgios como as coisas realmente são, e como ele realmente é visto pelos outros que ousam pensar. C - É terrivelmente invejoso, o que lhe tolda o raciocínio, levando-o a não conseguir ver as coisas de forma imparcial, que o mesmo é dizer fiável e equilibrada.
No caso do Tomar opinião, assistimos a mais um malogro tomarense, que é também um claro exemplo de excesso de basófia, de presunção e de prosápia. Se o povo chão também tivesse acesso a esta coisas da Net, diria decerto que se comessem menos ervilhas teriam menos afigurações.
É claro que o dito blogue ainda aí está. E até ainda poderá ser ressuscitado. Mas um blogue no qual ninguém escreve há cinco dias, não passa de um cadáver à espera de sepultura. Por conseguinte, está e estará, porém nada mais que isso. Nestas coisas da rede www, os cadáveres ficam até à eternidade. A menos que algum benemérito com senha de acesso se dê ao trabalho ingrato de remover. Ou "deletar" como agora se diz, em linguagem jovem.
Mas então o citado blogue não serviu para nada? Não escrevi nem direi tanto. Teve, apesar do evidente malogro, a sua utilidade. Tripla, na minha opinião: 1 - Mostrou, sem lugar a dúvidas, que na área da comunicação, os tomarenses não conseguem trabalhar em conjunto, apesar de toda a sua boa vontade. Exactamente como vem acontecendo na política, para já tanto no executivo como na freguesia urbana. 2 - Evidenciou uma vez mais a excelente qualidade humorística e redactorial de Mário Cobra. 3 - Permitiu separar o trigo do joio. Neste caso, os que prometem e fazem, dos que só prometem.
Uma sugestão final, se me permitem. Aposentado como eu e portanto a necessitar de ir despejando ideias para evitar engarrafamentos cerebrais, particularmente perigosos para a saúde psíquica quando se vive numa realidade como a tomarense, é meu entendimento que Mário Cobra terá todo o interesse em fazer o seu próprio blogue. Até porque, em questões de escrita, como de resto noutras, mais vale só que mal acompanhado. De forma que, meu caro amigo Mário, aqui ouso deixar-te dois hipotéticos títulos à tua eventual escolha: A - Tomar opinião Cobra. B  - TOCO mpeb - Tomar opinião cobra, mas por enquanto é de borla.

sábado, 12 de março de 2016

Reformas políticas e crescimento económico

França, Itália e Portugal correm o risco de um processo visando sanções por desequilíbrio económico "excessivo"

Boa notícia para a zona euro: "Há agora menos países em desequilíbrio macroeconómico", sublinhou no passado dia 8 o letão Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão europeia, encarregado do euro. Mas esta melhoria não teve qualquer efeito em Portugal, França e Itália, que se arriscam, após procedimento adequado, a sofrer pesadas sanções por desequilíbrio macroeconómico "excessivo".
Este novo procedimento, criado logo após a recente crise económica e financeira, inscreve-se no quadro do reforço da vigilância dos grandes indicadores económicos e monetários. Porque os desequilíbrios externos de um país (contas exteriores degradadas, recuo das exportações...) e/ou internos (problemas de competitividade, dívida pública excessiva, alta taxa de desemprego...) podem vir a repercutir-se nos países vizinhos. Por conseguinte, a Comissão europeia instituiu à escala da União uma supervisão reforçada, tendo como objectivo encorajar os países com problemas a corrigir as respectivas trajectórias. Caso o não façam, os países recalcitrantes arriscam-se a sofrer doravante uma pesada multa, correspondente a 0,1% do respectivo PIB.
Para já, Lisboa, Paris e Roma estão sob vigilância reforçada de Bruxelas. Num comunicado, a Comissão Europeia aponta designadamente a dívida pública francesa "que continua a aumentar", quando nem a competitividade nem a produtividade acompanham esse aumento.
Críticas que levaram François Hollande a reagir, aquando do encontro de alto nível França-Itália, que teve lugar em Veneza, na passada terça-feira: "A França faz o que tem a fazer, em termos de redução de défices, aliás mais rapidamente do que se previa." E acrescentou: "Somos obrigados a corrigir agora o que outros nos deixaram, uma dívida, défices... Mas devemos também reforçar as nossas economias graças aos investimentos e à inovação".
Tal como a França, também a Itália está entre os maus alunos da turma europeia. Má notícia, após a degradação das perspectivas orçamentais para 2016 pelo Eurogrupo, no passado dia 7. Além da dívida pública abissal de 133% do PIB, em 2015, "que constitui um fardo de grande tomo  em termos de vulnerabilidade [a dívida pública portuguesa é nesta altura de 137% do PIB, nota do tradutor], a Comissão Europeia é de opinião que a competitividade do pais "continua fraca" e que  a elevada taxa de desemprego "trava o crescimento futuro".
Quanto a Portugal, particularmente atingido pela crise financeira, a Comissão afirma que os seus "grandes desequilíbrios" constituem uma séria desvantagem, designadamente a dívida muito elevada das empresas, a qual tem um efeito negativo sobre os bancos, o que pode levar a um racionamento dos investimentos privados, de que o país tem uma cruel necessidade.
Uma análise mais detalhada, mostra que a zona euro continua em convalescença. Alemanha, Irlanda, Finlândia, Espanha e Eslovénia também apresentam desequilíbrios macroeconómicos, embora em graus diferentes. Assim, a Comissão considera problemática a situação da economia alemã que, embora apresente indicadores muito agradáveis (reduzida taxa de desemprego, forte competitividade, fraca dívida pública), poderá encontrar problemas de desenvolvimento a médio prazo, devido à falta de investimentos ou à elevada poupança.
Trata-se agora de apurar se estas medidas de colocação no Index são susceptíveis de influenciar realmente a política dos três países abrangidos (França, Itália e Portugal). Os especialistas da União relembram que a pressão dos seus pares contribui em geral para disciplinar os recalcitrantes. No papel, França, Itália e Portugal vão aliás ser obrigados a responder mais detalhadamente às recomendações que lhes vão ser feitas em Maio pela Comissão Europeia. Depois caber-lhes-à implementar um quadro de medidas com a respectiva calendarização, que a Comissão terá de aprovar previamente, o que vai levar mais alguns meses.
Se algo falhar, a Comissão poderá iniciar em qualquer momento um processo visando impor sanções. O que dará início a uma nova contagem decrescente, seguida de improváveis castigos finais. Salvo se os mercados financeiros resolverem intrometer-se. É uma das grandes fraquezas da União Europeia.

Christophe Garach, Le Monde, Economie et Entreprise, 10/03/2016, página 6
Tradução e adaptação de António Rebelo

sexta-feira, 11 de março de 2016

Infantilidades de gente crescida

Numa recente reunião do executivo (?) tomarense, os vereadores do PSD, agora já com a casa arrumada até às próximas autárquicas, lembraram-se de uma proposta apresentada à câmara para discussão e votação há um ano, mas ainda não agendada. A proposta tem por título "Portugal 2020" o que efectivamente pode induzir em erro a nossa simpática presidente. Levá-la a pensar que ainda há muito tempo para debater daqui até lá.
Fartos de estar à espera sem ditos nem modos, os laranjas resolveram interpelar Anabela Freitas sobre esse assunto. Fizeram-no pela voz de João Tenreiro. E, ao que tudo indica, ficaram abismados, enxixarados e irritados com a atitude e a resposta presidencial, ambas inesperadas. Anabela Freitas disse-lhes com ar jovial que "A proposta do "Portugal 2020" vem quando vier". Fez um largo sorriso e acrescentou "Parece o mercado, não é?"
Naturalmente, embora de forma tão camuflada quanto possível pelas boas maneiras, os dois vereadores social-democratas foram aos arames. João Tenreiro acusou a presidente de ilegalidade deliberada, que viola o disposto na Lei das Autarquias locais. Mais declarou que vão apresentar queixa junto da CADA.
Embora ignorante nestas coisas da política, como de resto em muitas outras, julgo saber que João Tenreiro se equivocou. Com efeito, a CADA é a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos. Funciona junto da Assembleia da República, mas nada tem a ver com estas tranquibérnias autárquicas. Salvo quando os senhores autarcas autocratas se recusam a fornecer informação solicitada pelos cidadãos, violando assim o disposto na Lei 46/2007, que regulamenta o acesso à informação por parte de todos os eleitores.
No lugar do vereador Tenreiro, eu teria em vez disso pedido uma interrupção da reunião para conversar privadamente com Pedro Marques, a quem proporia o abandono daquela reunião e de todas as seguintes, até à reposição da legalidade. Com protesto exarado em acta, no início de cada uma delas. Depois, abandonaria a reunião com o companheiro de lista, entregando uma declaração para a acta. Mesmo mantendo-se Pedro Marques presente. Continuo convencido de que é assim que se faz política. Com atitudes duras e inequívocas.
Assim, perante o ocorrido, só me aparece uma teimosa pergunta conclusiva: Os Paços do Concelho, que já foram tanta coisa ao longo dos séculos, ainda continuam a ser sede do executivo concelhio? Ou estão-se transformando pouco a pouco num infantário de gente crescida?