quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Uma agradável surpresa

Não assisti ao carnaval de Tomar. Sempre fui e continuo pouco dado a essas coisas de alegria a horas certas, previamente marcadas. E depois o tempo também não estava grande coisa. Ainda assim, quando passei pela praça da República, por volta das cinco da tarde, rumo à habitual caminhada, fiquei surpreendido com o tamanho e a exuberância dos carros alegóricos, pouco habituais em Tomar.

                                Foto Carlos Piedade Silva/Tomar na rede

Houve um que atraiu especialmente a minha atenção -uma excelente representação improvisada da Ponte de Londres. Intrigado, fui ver a que propósito aparecia semelhante alegoria no carnaval nabantino. Uma pequena tabuleta a preta e branco tirou-me logo as dúvidas: "Tomarenses em Londres por não existir noite em Tomar".
Só bastante mais tarde acabei por entender o sofisticadíssimo humor em 2º grau de tal indicação. Porque realmente está-se mesmo a ver. Há cada vez mais nabantinos em Londres, especialmente por não existir noite em Tomar. Na mesma senda, arriscaria até uma segunda hipótese. Para fugirem às incomodativas ofertas de emprego na cidade e no concelho, que são tantas e com remunerações tão tentadoras...
Crise? Qual crise? Realmente esta malta mais nova está-me a sair melhor que a encomenda. O que pode vir a augurar um futuro menos sombrio para o vale do Nabão. No mínimo sempre iremos rindo um bocado de forma requintada. Ou estarei a focar mal?

anfrarebelo@gmail.com

BRONCA EM OBRA DESEMBARGADA

Presidente assina praticamente de cruz
Fiscais maltratados
Presidente pede intervenção da PSP
Confinantes prejudicados dizem que se mantêm as causas do embargo

Com a devida vénia e os meus agradecimentos, reproduzo da página Net da Rádio Hertz:
Pedro Marques: "Pode ser coincidência ou não, mas neste período em que o vereador Serrano não esteve a exercer funções, aquela obra na Marquês de Pombal andou... E eu gostava de saber... Foi levantado o embargo? Há embargo? Foi licenciada ou não foi? Inclusivamente sei que a polícia passou lá,  porque houve uma altura em que os senhores espalharam areia no passeio e na estrada. Passeio e estrada eram local de obra. A situação com os prédios vizinhos foi acautelada ou não ? Gostava de saber, pois somos questionados na rua..."

Anabela Freitas: "Efectivamente o processo foi despachado por mim, porque me foi colocado como em condições para poder ser deferido. E as obras foram retomadas. No entanto, mandámos lá os fiscais porque para além do retomar da obra houve também uma licença de ocupação da via pública. E mesmo com esta licença, a obra tem que permitir que o cidadão transite no passeio. Ou seja, não pode ocupar da forma que ocupou. Foi por nossa iniciativa que chamámos a PSP, porque os fiscais estavam a ser maltratados."


                                Foto Rádio Hertz

Para um cidadão amante da boa democracia, como eu sou, este curto excerto de uma sessão do executivo camarário nabantino parece merecer alguns comentários.
Antes de mais, saudar a audácia de Pedro Marques, que desta vez ousou colocar o dedo na ferida. A tempo e a horas e no local próprio. Só lhe fica bem.
A seguir, reparar no estilo Anabela Freitas. Não respondeu directamente a nenhuma das questões colocadas pelo seu vereador. Preferiu as habituais indirectas. E esquivou o que não lhe convinha. Segundo afirmou "o processo foi despachado por mim porque me foi colocado como em condições de ser deferido." Noutros termos: assinou praticamente de cruz. Não procurou indagar qual ou quais as razões que levaram a poder ser ultrapassada a situação de embargo. Se o fez não o disse, o que para o caso vai dar no mesmo.
Porque o essencial, parece-me ser isto: Coincidência ou não, para usar os precisos termos do vereador Pedro Marques, enquanto o licenciamento de obras particulares esteve a cargo do vereador Serrano, o caso arrastou-se durante meses e meses, sem que se vislumbrasse uma solução. De repente, Serrano perde os seus pelouros, a presidente assume o do licenciamento de obras particulares e o processo é deferido sem mais delongas. É velocidade nada habitual e nitidamente excessiva para uma viatura tão antiga, pesada e cansada quanto a autarquia. A indiciar que poderá ter havido por ali algures algum aditivo especial, para  tornar mais eficaz o usual combustível e assim conseguir uma aceleração mais acentuada.
Calúnia? Nem pensar. Limito-me a raciocinar tendo em conta a velha sentença salazarista, segundo a qual, em política o que parece é. E neste curioso caso as aparências não iludem ninguèm. Considero o arquitecto Serrano uma pessoa íntegra e um profissional idóneo. Gostaria muito de dizer outro tanto de todos os restantes intervenientes neste processo, mas infelizmente não posso.
Resta o caso dos fiscais maltratados. É ponto assente que a sua reputação moral é das piores. Não falo dos actuais, que nem sequer sei quem são, mas de alguns dos seus antecessores de bem triste memória. Haverá aí alguma relação de causa a efeito? Regra geral, quando o dono da obra ou o empreiteiro respectivo têm de investir por debaixo da mesa para conseguirem trabalhar em paz, sentem-se logicamente com as costas quentes...porque julgam ter amigos bem colocados. Daí aos exageros de parte a parte...

Vamos ter mais um escândalo de grandes proporções?

Em semelhante contexto, se estivesse no lugar da nossa simpática presidente, nem hesitaria um minuto sequer. Para evitar novas trapalhadas e outras tranquibérnias que se anunciam, convocava os jornalistas para uma conferência de imprensa e, acompanhada pelos vereadores, procedia ao strip-tease total do projecto em causa. Após o que responderia directamente a TODAS as perguntas.
É porém plausível que Anabela Freitas não esteja em boa posição para o fazer, esse tal strip-tease informativo. Tomar a dianteira sabe, de fonte directa, que os confinantes prejudicados continuam sem ter acesso ao projecto inicial aprovado, ignoram qual o destino final do edifício e não sabem sequer qual a situação actual do processo. Aguardam a resposta camarária a duas cartas registadas com aviso de recepção, uma delas enviada há mais de um ano.
Tudo razões para que a eleita socialista  procure informar-se de forma detalhada, para depois transmitir aos restantes eleitos do executivo, à AM e aos eleitores. Tanto mais que, ao deferir o prosseguimento das obras, a câmara tornou-se cúmplice das ilegalidades antes ali cometidas, com todas as gravosas consequências daí resultantes...
Anuncia-se portanto mais um caso que pode muito bem vir a tornar-se escandaloso, à medida que se  forem aproximando as próximas autárquicas.

anfrarebelo@gmail.com

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A passo de cágado

Segundo Tomar na rede, o Diário da República acaba de publicitar a fase de discussão pública do plano de pormenor do Mercado e do Flecheiro, cuja revisão foi decidida pelo executivo tomarense em Maio passado -há nove meses! Acrescenta a notícia que, uma vez aprovada e implementada esta nova legislação, vai ser possível legalizar finalmente o lar de idosos da Misericórdia nabantina, que está pronto mas fechado há dois anos!
É um perfeito retrato da triste realidade tomarense. Numa altura de profunda crise, eleitos e técnicos municipais continuam a brincar à legislação. Como em geral nunca trabalharam no privado, ignoram o que possam ser fins de mês difíceis.  Acham portanto natural que uma onerosa obra privada de utilidade pública aguarde há dois anos por uns simples papéis autorizando-a a funcionar. Mentalidades soviéticas no seu melhor.
Nas actuais circunstâncias, com eleitos e técnicos da área do urbanismo e obras particulares que não dão quaisquer garantias (salvo raras excepções), só um louco ou alguém muito mal informado arriscará investir um cêntimo sequer nesta desgraçada terra. E sem investimento não há emprego produtivo, sem emprego não há desenvolvimento e sem desenvolvimento a cidade e o concelho definham e esvaiem-se.
Mas funcionários camarários e eleitos continuarão a ir todas as manhãs tomar o seu café, ufanos, impávidos e serenos, como se não fosse nada com eles. Já Voltaire escreveu, no seu Candide ou o optimismo, perante as fogueiras e outros desmandos da santa inquisição, no meio das ruínas do terramoto de 1755, "vai tudo bem no melhor dos mundos possíveis." 
A passo de cágado, no caso tomarense. Decerto para a morte inevitável tardar um pouco mais. Conforme sentenciou já não me lembro qual dos nossos reis, no auge de uma batalha - "Morrer sim, mas devagar!" Há que reconhecer que os camaristas que temos, tanto os eleitos como os funcionários, fazem todos os possíveis para que assim seja. Respeitam portanto uma certa tradição. Por isso estamos tão bem e por este caminho estaremos cada vez melhor.

anfrarebelo@gmail.com

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Crise em Paris, devido aos atentados

"Por falta de clientes, o Pied de Cochon [célebre e muito concorrido restaurante parisiense] começou a encerrar à meia-noite e meia hora, às segundas, terças e quartas, a partir de 1 de Janeiro. Desde  a inauguração, em 1947, este restaurante  da zona dos Halles, bem conhecido pela sua sopa de cebola, estava aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Dados oficiais, dizem que os atentados provocaram um redução de 1% do PIB francês , no quarto trimestre, sobretudo nas áreas do alojamento e da restauração. Outro sector atingido e já antes com dificuldades, é o do turismo. Depois dos russos e dos chineses,, desde o final de 2014, [os atentados foram em Novembro], chegou a vez dos sul-coreanos e dos japoneses renunciarem também a uma estada na capital francesa.
Segundo o organismo de desenvolvimento turístico Atout France, a redução do total de turistas é da ordem dos 20%, em Paris e zonas limítrofes.Com forte preocupação da Air France, que avalia a redução do negócio na ordem dos 120 milhões de euros, metade do lucro conseguido em em 2015. 
Que fazer então para conseguir a retoma do turismo em Paris? Enquanto os grande armazéns continuam a insistir na abertura aos domingos, Atout France procura sossegar a clientela asiática, no que se refere às condições de segurança. Nesse sentido, associou-se à Air France, que recebeu em Janeiro uma delegação de operadores turísticos nipónicos, para procurar engendrar um plano de reconquista comercial.


E para procurar serenar mesmo estes turistas especiais do Arquipélago, dos quais quase metade já tinham renunciado a vir a França, as duas sociedades levaram-nos a visitar...o 36 Quai de Orfèvres, sede da polícia e da PJ". Muito conhecida graças ao fictício  Inspector Maigret, dos livros policiais de Georges Simenon. Mas é claro, creio eu, que não foi só nem principalmente por causa do Maigret que foram visitar um edifício em geral fechado ao público. Antes, no meu entender, além do resto, para verem as dezenas de salas e as centenas de écrãs... oficialmente só para vigiar o trânsito, bem entendido.

Juliette Garnier, com o serviço economia, Le Monde - Economie e Entreprise,, 07/08/Jan/2015
Tradução adaptação e resumo de A. Rebelo

Que tem tudo isto a ver com Tomar? O leitor dirá. Tendo em mente que "quando vires as barbas do vizinho a arder, põe as tuas de molho". mas também que o concelho de Tomar corresponde a apenas 1% da população de Paris/Ile de France. 
Dito isto, por estes lados a população diminuiu cerca de 3 mil pessoas nos últimos 10 anos, aumenta o desemprego, multiplicam-se as falências e os imóveis devolutos e as ruínas, algumas mascaradas com fotos, mantêm-se as usuais dificuldades na área do licenciamento, pagamos das águas mais caras do país, e por aí adiante. Mas não há crise, segundo os senhores eleitos. Dizem que é apenas invenção de alguns comentadores. A prova, acrescentam, é que nem os jornais impressos nem as rádios locais falam no assunto. O que me parece ser pouco abonatório para os citados. Entretanto tivemos direito a algumas "Cenas da vida conjugal", de Bergman, com laivos de "Mulheres à beira de um ataque de nervos", de Almodôvar. Aguardam-se as cenas dos filmes seguintes.
Em todo o caso e à cautela, se no âmbito da promoção do turismo local o executivo mandar vir algum grupo de viajantes estrangeiros de marca, aconselho que os deixam visitar o Convento sozinhos, para se poderem perder à vontade. E para verificarem que em matéria de segurança não existe absolutamente nada. Apesar daquilo ser património da humanidade.
Depois da antiga sede da Ordem de Cristo, é minha opinião que os devem deixar assistir a uma sessão da AM e outra do executivo. De seguida, virá mesmo a calhar a visita a um dos serviços instalados nos Paços do Concelho e a uma brigada municipal em serviço externo (que não seja a de recolha do lixo, pois esses trabalham a sério, visto que têm a comandá-los o ritmo do condutor e a extensão do giro).
Os forasteiros ficarão assim a saber, por observação directa, que não há pórticos de segurança em lado algum por evidente falta de utilidade. Com os trabalhadores e os eleitos da artarquia a funcionar em três andamentos (devagar, muito devagarinho e parados, tal como na tropa antes da guerra em África), têm todos muito tempo para observar em volta e detectar sem falhas qualquer candidato a terrorista. Ou estou a ver mal e os pórticos fazem mesmo falta?                                   

Se...

Para um jovem e simpático candidato laranja, que almeja voos mais altos:

Se consegues manter a calma
quando à tua volta todos a perdem
e te culpam por isso

Se consegues ter confiança em ti
quando todos de ti duvidam
e aceitas as suas dúvidas

Se consegues esperar sem te cansares da espera
ou caluniado não responderes com calúnias
ou odiado não dares espaço ao ódio
sem porém te fazeres demasiado bom
ou falares alardeando conhecimentos

Se consegues sonhar
sem fazeres dos sonhos teus mestres

Se consegues pensar
sem fazeres dos pensamentos teus objectivos

Se consegues encontrar-te com o Triunfo e a Derrota
e tratares esses dois impostores do mesmo modo

Se consegues suportar
a escuta das verdades que dizes
distorcidas pelos que te querem ver cair em armadilhas
ou encarar tudo aquilo por que lutaste na vida ficar destruído
e reconstruires tudo de novo
com instrumentos gastos pelo tempo

Se consegues num único passo arriscar tudo o que conquistaste
num lançamento de cara ou coroa,
perderes e recomeçares de novo
sem nunca suspirares por teres perdido

Se consegues constringir o teu coração os teus nervos e a tua força
para te servirem na tua vez
depois de já não existirem, 
e aguentares quando já nada tens em ti
a não ser a vontade que te impõe "Aguenta-te"

Se consegues falar para multidões
e manteres as tuas virtudes
ou andares entre reis e pobres e agires naturalmente

Se nem inimigos
nem amigos queridos 
te conseguirem ofender

Se todos podem contar contigo
mas ninguém em demasia

Se consegues preencher cada minuto
dando valor a todos os segundos que passam

Tua é a Terra e tudo o que nela existe
E mais ainda:
Tu serás um Homem, meu filho!

Rudyard Kipling, 30/12/1865 - 18/01/1936
Tradução de Vítor Vaz da Silva
Adaptação de A. Rebelo

Tu serás um Homem, meu filho! E poderás vir a ser um grande presidente da câmara, coisa que nunca houve por estas bandas desde o 25 de Abril. Caso reúnas em ti todos aqueles predicados implícitos neste poema de Kipling. Como arrisco afirmar que não será o caso, nem coisa parecida, insisto na minha ideia: Nada melhor que uma eleição primária aberta. Para que não restem dúvidas...

anfrarebelo@gmail.com

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O "homem soviético" e a respectiva mentalidade


Em Portugal nunca houve "homem soviético", fora do PC e dos pequenos partidos pró-chineses e pró-albaneses à sua esquerda. Em pouco mais de 40 anos tudo isso ruiu, com maior ou menor estrondo. Restam apenas escombros. Mas a triste mentalidade aí está, bem vigorosa. Direitos adquiridos, umpregozinho na função pública para toda a vida, respeitinho é muito bonito, independência nacional, os capitalistas são uns exploradores,  quem não é por mim é contra mim, compete ao estado assegurar a saúde, a educação, a cultura, o emprego, os transportes...
Ainda ontem o primeiro-ministro Costa veio à TV anunciar, todo ufano, que tinha conseguido um bom acordo na TAP. Enfiou lá mais um milhão e novecentos mil euros dos nossos impostos, para ficar nominalmente com...50% do capital de uma empresa tecnicamente falida. Sabendo-se que o Estado, e portanto o governo, dispõe a todo o tempo da faculdade de nacionalizar, mediante o pagamento das respectivas indemnizações, qual o interesse táctico ou estratégico de deter 50%, 40%, 30% ou mesmo 0%? Controlar a empresa? Mas então porque continua a respectiva gestão a ser totalmente privada, como anteriormente?
Tratou-se claramente de uma mera fantochada, destinada a sossegar os parceiros da precária coligação, para quem o que conta são as aparências. Exactamente como antes da queda do Muro de Berlim e a subsequente implosão de TODOS os países de leste, segundo os comunistas e apaniguados, tudo ia bem no melhor dos mundos por aquelas bandas.
Aqui pelas margens do Nabão, a nossa simpática presidente, que terá subido na via a pulso, mas cedo se abrigou na emperrada máquina do Estado,  e logo num serviço onde o pai trabalhava há longos anos, pois a nossa prendada presidente também tomou uma medida semelhante à do seu líder Costa. No rescaldo da recente salganhada, aproveitou para nomear o vereador da CDU para os SMAS. Porquê e para quê? Eis o que lhe falta explicar. Mas já sabemos ser tarefa que ela detesta. Feitios.
Os SMAS são uma máquina pesada, com várias artroses e outros vícios entranhados. O que explica parcialmente porque pagamos a nossa água da torneira bem mais cara que os lisboetas, embora ela vá daqui para lá. Não é a água, são as alcavalas, dirão os habituais entendidos. Pois são, respondo eu. E daí? Isso altera o quê? Porque razão no final de cada mês pagamos uma taxa de esgoto, uma taxa de saneamento e uma taxa de resíduos sólidos? Então o saneamento não inclui já tudo isso? Trata-se de diluir, de tentar ocultar o manifesto esmifranço, não é?
Pois mesmo assim, os ditos SMAS não têm capacidade para completar a modernização da rede de águas e saneamento, em apenas cinco ruas da cidade antiga que ainda faltam. O que mostra bem o triste estado a que aquilo chegou. Haveria, é claro, a hipótese de privatizar a água, o lixo, o saneamento, os esgotos, os transportes urbanos e o estacionamento. Como já foi feito nalgumas autarquias vizinhas. Entre outras vantagens, libertaria o município de 20 ou 30% dos seus funcionários, o que não é pouca coisa. Mas com a nomeação do vereador CDU, obviamente para lhe agradar, não me parece que seja ou venha a ser essa a orientação. E nós sem milagres, e Fátima aqui tão perto... com a água benta e a outra já privatizadas. Os tomarenses não têm mesmo sorte nenhuma!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Bons tempos...


Um amigo que muito estimo acaba de me fazer chegar esta foto, cuja existência desconhecia. Foi em 9 de Junho de 1991, véspera do Dia de Portugal, celebrado no Convento de Cristo. Nela cumprimento Mário Soares, então Presidente da República, mas duas décadas antes exilado político em Paris e professor na Universidade de Paris 8, onde me formei. Era daí e mais tarde do PS de Tomar que nos conhecíamos. Para que conste. 
Bons tempos...