quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Incompetentes? Não senhor. É só má língua

Nestas sete décadas aqui pelas margens do Nabão, já conheci quatro ou cinco iluminações diferentes no Castelo dos Templários. Todas com os mesmos problemas: Concepção e execução muito deficientes; falta de manutenção regular. Ambas saltam à vista nestas duas fotos, que extraí da net, uma graças ao Tomar na rede.
No panorama nocturno, o castelo não tem Torre de Menagem, a sua parte mais importante, e o ângulo da sapata junto à Torre de Dª Catarina também já está na penumbra. A demonstrar que as diversas entidades intervenientes, uma vez concluídas as empreitadas e embolsadas as respectivas escorrências, consideram os assuntos arrumados. Como se as obras, sejam elas quais forem, não necessitassem depois de regular manutenção. No caso presente, quem deve substituir as lâmpadas, naturalmente de duração limitada? E realinhar os projectores em função da experiência colhida? E limpá-los? Não vale a pena?


Além do acima apontado, o que mais me choca nesta panorâmica, apesar da sua beleza, é o aspecto singular do imponente castelo templário. Sem cabeça, parece um mero cenário de cartão, sem nada no seu interior. Claro que os tomarenses mais atentos sabem bem que assim não é. Mas os turistas senhores? E os ignorantes?
A foto seguinte, tirada num ângulo semelhante mas de dia, mostra bem o que se perde na visão nocturna.
Apesar das sucessivas empreitadas de instalação de projectores, ainda ninguém parece ter percebido que, por detrás das muralhas, existe o maior e o mais rico convento do país anterior ao século XVIII. Com 8 claustros e a mais original construção manuelina do Mundo. E a única igreja templária octogonal do século XII. É pouco?
Para os incompetentes que vamos engordando tudo é sempre pouco. Excepto quando os criticamos. Aí passa a ser demasiado.
Enquanto continuar a não haver coragem para ir além da sacanagem que finge governar, contentemo-nos com esta bela foto. E umas visitas lá acima, de quando em vez, para se certificar que o monumental conjunto ainda lá está. Com o que por aí vai, designadamente na banca, nunca fiando...

Visite Tomar
Capital da aselhice


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Medicina interna em Tomar? Era bom era!

Quanto mais mudamos, mais estamos na mesma. Pilotada pelas usuais associações de utentes, circula por aí uma petição no sentido de voltar a haver internamento de medicina interna no Hospital de Tomar. Justificação para tal pretensão? Há em Abrantes e vai passar a haver em Torres Novas. Temos os mesmos direitos. Santa inocência fingida.
Claro que também sou a favor da medicina interna em Tomar. Mas sou realista. Quando essa valência foi transferida para Abrantes, em 2012, das 44 camas que contava o serviço, apenas 12 estavam ocupadas. O que se compreende. Abrantes serve os potenciais utentes de 6 concelhos (Gavião, Mação, Niza, Ponte Sor, Sardoal e Vila de Rei). Torres Novas serve outros seis (Alcanena, Barquinha, Constância, Entroncamento, Golegã e Mira Daire) E Tomar serve o quê, além de Ferreira do Zêzere? Ourém? Não me façam rir! Ourém já tem mais população que Tomar e prefere dirigir os seus utentes para Leiria, que é um hospital com outro nível.
Em vez de se entreterem com semelhantes bizarrias, votadas ao insucesso, é meu entendimento que os tomarenses fariam bem melhor se agissem no sentido de a autarquia passar a desenvolver esforços para atrair e fixar população. Em vez de enxotar com eficácia todos os que por aqui têm a desdita de aparecer. Incluindo os potenciais investidores.
Internamento de medicina interna em Tomar? A que propósito? A população local diminuiu em cerca de 3 mil pessoas nos últimos dez anos. Tomar já teve, mas perdeu qualquer área de influência, excepto no que concerne ao micro-concelho de Ferreira, ainda assim bem mais dinâmico. Sonhar é fácil, porém os nossos impostos não chegam para tudo. Nem coisa que se pareça. Mesmo com um governo periclitante de esquerda...
Um incidente técnico, produto da minha ignorância em matéria de informática, área que nunca estudei, impede de modo definitivo o meu acesso ao Tomar a dianteira 2. Fui assim forçado a passar ao Tomar a dianteira 3. Peço desculpa aos leitores, prometendo continuar a escrever logo que possível.